"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Aborto...

O aborto consiste em interromper a gravidez, isto é, matar o óvulo após sua fecundação. Praticado nos primeiros dias de vida do óvulo fecundado ou quanto o feto é maior, é sempre assassínio de ser humano, com a agravante de que este ser é ainda indefeso.

A legalização do aborto por determinados regimes políticos é atitude muito parecida à de outros regimes que fazem guerras ou eliminam os opositores. Em ambos os casos, um grupo humano elimina outro, cuja presença não interessa.

Quem reconhece que há um Deus e que a vida nos foi dada por ele, não pode aceitar nem a guerra, nem o aborto, nem a pena de morte, nem qualquer outra forma de exterminar vidas humanas que nos possam perturbar.

Quem é cristão tem motivo a mais para rejeitar o aborto, pois existe mandamento bíblico:
"Não matarás" (Dt 5,17). Sendo desobediência a mandamento de Deus, é pecado.

A prática do aborto coloca em risco a vida da mãe das seguintes formas:
a) perigo de perfuração do útero e provocação de peritonite;
b) possibilidade de ter outros partos prematuros;
c) esterilidade ou danificação do endométrio;
d) aderência da placenta;
e) morte por infecção.
Além desses danos, há efeitos psicológicos sobre a mulher, causados pela consciência de culpa, que jamais abandona a pessoa: ela nunca esquecerá que matou um filho. Essas consequencias variam de pessoa para pessoa.

Na opinião pública, o tema aborto é polêmico, mas as pessoas que encaram a vida com seriedade e bom-senso jamais o aprovam. Persiste o desafio da prática clandestina. Quando proibido por lei, as classes abastadas sempre arranjam alternativas, enquanto milhões de pobres apelam para as mãos despreparadas da comadre, por isso muitos países sucumbem ao imediatismo da legalização, para que os abortos sejam feitos pelas mãos do médico.

A argumentação da liberdade da mulher para ter ou não ter filho, deve ser tratada antes de chegar aos atos que provocam a gravidez e a responsabilidade desses mesmos atos.
A razão da limitação da natalidade que se faz necessária em nosso tempo é outro argumento falso, porque existem muitos outros métodos para evitar a gravidez. Matar pode ser método de controlar a população de um país, mas matar indefesos é covardia e irresponsabilidade.

Independente das legislações dos países, a Igreja sempre foi e será contra o aborto, porque ele é desrespeito à vida humana, afronta a pessoa; é ato de egoísmo e grande pecado, porque ofende também a Deus, autor da vida. O cristão jamais pode ser a favor do aborto. Se alguém é favorável a ele não pode dizer que é cristão ou que crê no Deus dos cristãos.
Imagem: http://www.badaueonline.com.br/2008/3/10/Pagina28043Print.htm

A alma de Maria... Como ela entendia o louvor ao seu Deus...

Para conhecer melhor a alma de Maria, compreender como ela sentia ao louvar a Deus, oremos com Ela o Magnificat. Nesta oração, Maria nos mostra a sua alma; manifesta todo o sentido de sua espiritualidade. Uma alma feita para o louvor, cheia da vontade de fazer Deus conhecido. O motivo de sua vida é o Senhor; está contente, feliz, plenamente realizada no amor de Deus, seu Salvador. Por que Maria louva a Deus? Porque Deus fez nela grandes coisas.
Faz nela e faz em nós grandes maravilhas.
Deus olhou para a humildade da sua serva; seu amor se estende de geração em geração; e ele nos ama em todas as circunstâncias, mas, de modo especial, quando nos vê humilhados, desprezados, em grande dificuldade. Quantas vezes louvamos a Deus em nossos sofrimentos, tribulações e reconhecemos seu grande amor e misericórdia?
Nós louvamos a Deus com Maria pelo modo como Ele age na história.
Ouvindo Maria rezar o Magnificat é como se a ouvíssemos nos dizer: cuidado porque o modo de Deus agir na história é este: Ele atende aos humildes, Ele é a favor dos simples, de coração despojado, daqueles que depõe do trono os poderosos de todo tipo; depõe do trono todo aquele que usa do poder, da violência, da prepotência, para impor sua vontade, os seus caprichos. É como se nos dissesse em sua oração: tome sempre o caminho da humildade, coração aberto, caminho do diálogo, da compreensão, em uma palavra: caminho do amor. Este é o ensino de Maria na sua oração.
Confiemos em Maria, com Ela, louvemos ao Senhor por suas maravilhas, especialmente a maravilha de ter nos dado uma Mãe, celestial, que cuida de nós, se preocupa com nossas feridas e, principalmente, está desejosa de nos ver parecidos com Jesus.
Cultivemos em nosso coração, em nossa alma, em nosso ser, a devoção à Maria...
E... apertemos o passo para não perdê-la de vista...

Maria é um ponto de referência para toda a Igreja.

domingo, 29 de novembro de 2009

"Tudo posso, mas nem tudo me convém"...

O Apóstolo São Paulo, grande amigo de Deus e da Verdade nos deixa um grande ensinamento:

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido,mas não me deixarei escravizar por coisa alguma...”
(1Cor, 6-12).
Esta frase resume toda a moral paulina: já não se trata de saber o que é permitido e o que é proibido, mas de determinar o que favorece ou prejudica o crescimento do homem novo, regenerado em Cristo (Rom 6, 15). Cristo libertou o homem do Mal para entregá-lo a Deus. “Não sabeis que oferecendo-vos a alguém como escravos para obedecer, vos tornais escravo, daquele a quem obedeceis, seja do pecado que leva à morte, seja da obediência que conduz à justiça?” (Rom 6,16); “Como outrora entregastes vossos membros à escravidão da impureza e da desordem para viver desregradamente, assim entregai agora vossos membros a serviço da justiça para a santificação”.(Rom 6, 19).
A santificação pelo Cristo introduz o cristão numa vida de resgatado, de homem livre, de uma liberdade comprada por Cristo. O cristão está livre do império do pecado e do império da Lei, mas está sob o império de Cristo; e estando sob o império de Cristo, nada tem a temer nem das coisas nem das pessoas.
Como filho, o cristão tem direito a herdar os bens do Pai, então é consequência lógica que tendo um “espírito de escravidão a Deus”, que não é submissão servil, mas filiação e amor, tem direito a herdar a herança de Cristo: a glorificação.
A nossa liberdade é dirigida para o bem, por Cristo. Ele nos mostra qual caminho seguir para sermos salvos. O Apóstolo nos diz: “Portanto, irmãos, não devemos nada à carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viveis segundo a carne, estais caminhando para a morte. Mas se, pelo Espírito, fazeis morrer as obras da carne, vós vivereis". (Rom 8, 12-13).
A santidade própria de Deus (Lv 17, 1+) que Ele comunicava a seu povo (Ex 19, 6+), Ele a comunica também aos que crêem em Cristo. Conservar a interioridade; consiste em imitar a Cristo (2Ts 3, 7+).
Aquele que é santo, é habitado pelo Espírito Santo, deve pôr em ação esta Santidade que lhe é dada e progredir na santificação. O cristão que se expõe aos desígnios de Deus, não vai praticar obras que o envergonhe.
“Tudo posso, mas nem tudo me convém...” Compreender e aceitar esta máxima do Apóstolo Paulo, requer do cristão uma luta interior necessária, já que reconhece que seguir a Cristo é bom, é toda a essência de sua vida!
Mesmo tendo consciência de que é difícil seguir o Caminho traçado por Nosso Senhor Jesus Cristo, mesmo sabendo “que não faço o bem que eu quero, mas pratico o mal que não quero.”(Rom 7, 19); mesmo assim, deve lutar sempre, a cada dia e exclamar como o Apóstolo:
“Infeliz de mim! Quem me libertará deste corpo de morte?Graças sejam dadas a Deus, por Jesus Cristo Senhor nosso.” (Rom 7,24).
Que este Ano Novo nos traga a certeza e a confiança de que, “tudo posso naquele que me fortalece” (Filp 4, 13).

Façamos bom uso da nossa liberdade cristã;
vivamos em torno de Cristo e jamais nos arrependeremos!

Missão da Família Cristã

A família tem importância fundamental na geração de novos cristãos. A família é a Igreja Doméstica. Para que se cumpra sua função de geradora de novos cristãos dentro da sociedade, a família deve ser:

a) Educadora da fé: cumpre que os pais sem sejam testemunhas da fé e da religião de seus filhos. Criar filhos para Deus é sua tarefa mais sagrada. A catequese importa que seja dada na família e reforçada na comunidade eclesial e na escola.
b) Promotora do desenvolvimento humano: desde cedo os filhos devem ser despertados para assumir responsabilidades dentro da família, para que se sintam valorizados e encontrem mais facilmente sua vocação. A família é a primeira transmissora dos valores humanos, sociais e religiosos.
c) Promotora de amor e felicidade: amor gera amor, faz crescer, desabrochar e sorrir. A vida feliz e harmoniosa dos pais faz a felicidade dos filhos nessa comunidade de amor.d) Santificação de seus membros: a família se santifica, quando vive o amor, quando cultiva a fé e desenvolve a espiritualidade cristã de seus membros.
e) Transmissora da vida: a família é o lugar privilegiado para a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana, lugar onde cada um é amado por aquilo que é, não pelo que produz.
f) Educadora: a família é o lugar altamente dotado para o desenvolvimento físico, psíquico e espiritual. O Estado e a Igreja podem apenas completar a obra da família. É direito da família escolher o tipo de educação para seus filhos, mas no Brasil esse direito sempre foi negado às populações de baixa renda. A família é responsável pela educação religiosa dos filhos, ajudada pela comunidade cristã.
g) Socializadora: a família é a primeira escola das virtudes sociais e deve manter boas relações com a sociedade em geral.

REFLEXÃO: Uma boa formação cristã colabora para um mundo melhor, de paz e de justiça. A obediência aos pais, às pessoas mais velhas, às leis; o respeito aos filhos, aos jovens, às crianças, também colaboram para a harmonia do mundo. Cada coisa no seu lugar. Cada um tem seu direito e seu dever. Tudo precisa ser ensinado para que alcancemos a paz tão almejada, a justiça tão almejada.

sábado, 28 de novembro de 2009

Uma mensagem para sempre...

"Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram.
Mantende um bom entendimento uns com os outros;
não vos deixeis levar pelo gosto de grandeza,
mas acomodai-vos às coisas humildes” Rm 12,14-16ª.

Quarto Domingo do Advento...

Acende-se a QUARTA VELA

A quarta vela marca os passos de preparação para acolher o Salvador, nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vêm a este mundo e também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador.
Oração:
"Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo;
abra-se a terra, e brote o Salvador"!

Terceiro Domingo do Advento...

Acende-se a TERCEIRA VELA (Rosa)

A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus. A cor litúrgica de hoje, o rosa, indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette, onde transborda nosso coração de alegria pela proximidade da chegada do Senhor. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, está se cumprindo em Maria.
Oração:
"Alegrai-vos sempre no Senhor!
De novo vos digo:
Alegrai-vos! O Senhor está perto"

O Segundo Domingo do Advento

Acende-se a SEGUNDA VELA

A segunda vela acesa nos convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Batista, o caminho do Senhor que virá. Esta vela lembra ainda a fé dos patriarcas e de São João Batista, que anuncia a salvação para todos os povos.
Oração:
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

Primeiro Domingo do Advento

As Quatro Velas
Rito - Na celebração eucarística, um pequeno rito pode ser colocado no início da celebração, liturgia da palavra ou qualquer outro momento conforme o designar o celebrante.

O acender das velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria. Seria também muito próprio fazer, em nossas casas, uma breve oração e acendimento das velas nos Domingos que antecedem o natal.

1º Domingo do Advento - Acende-se a PRIMEIRA VELA
A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal, onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva. A cor roxa nos recorda nossa atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.

Oração:
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

O Tempo do Advento

Tempo de Esperança!
De Espera na Vinda do Salvador!
Tempo de rever nossa vida, nosso coração!
Tempo de abrir as portas para Jesus!
Tempo de recriação!
"Liturgicamente, o tempo do Advento (do latim adventus = chegada) corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente.
Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico - roxa -, diferenciando-se a terceira vela - rosa - como alegre preparação para a vinda do Senhor.
Neste sentido, relembramos que as vestes litúrgicas devem ser de cor roxa, como sinal de nossa conversão em preparação para o Natal, com exceção do terceiro domingo, onde o rosa substitui o roxo, revelando o Domingo da Alegria (ou Domingo Gaudette). O Advento deve ser tempo de celebração onde a sobriedade e a moderação são características peculiares da liturgia, evitando-se antecipar a plena alegria da festa do Natal de Jesus.

Por isso, neste período não se entoa o "Glória" e nossos passos, nesse recolhimento, seguem em direção ao sublime momento do nascimento de Jesus".

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

As Obras de Misericórdia...

Misericórdia é dar o coração ao miserável,
só pode ser exercida com os miseráveis, com os que nada tem.
Sendo as obras de misericórdia formas concretas
de socorrer os irmãos em suas necessidades: Dar de comer e de beber a quem tem sede; vestir os nus; dar pousada aos peregrinos; visitar os enfermos, os encarcerados; remir os cativos; enterrar os mortos. Estas são as materiais. As espirituais são: Dar bom conselho; ensinar os ignorantes; corrigir os que erram; consolar os aflitos; perdoar as injúrias; sofrer com paciência as fraquezas do próximo; rogar a Deus pelos vivos e defuntos.

“A misericórdia para com os pobres e enfermos, assim como as obras chamadas de caridade e de auxilio mútuo para socorrer todas as necessidades humanas, são tidas pela Igreja em especial honra.” (Apostolicam actuositatem, 8)
A fé se manifesta em atos concretos. (Cf. 1Jo 3,18; Tg2,14-18) A partir do pensamento marxista, a atividade caritativa da Igreja sofre algumas objeções: Os pobres diz-se não teriam necessidade de obras de caridade, mas de justiça. As obras de caridade -as esmolas- seriam na realidade, para os ricos, uma forma de subtraírem-se à instauração da justiça e tranquilizarem a consciência, mantendo suas posições e defraudando os pobres de seus direitos.
“Só se contribui para um mundo melhor fazendo o bem agora e pessoalmente, com paixão e em toda parte onde for possível, independentemente de estratégias e programas de partido. O programa do Cristão- o programa do bom samaritano, o programa de Jesus, é ‘um coração que vê’. Esse coração vê onde há necessidade de amor e atua em consequência.” Bento XVI
A ação prática resulta insuficiente se não for palpável nela o amor pelo homem, um amor que se nutre do encontro com Cristo. Para que o dom não humilhe o outro, duro não apenas dar-lhe qualquer coisa minha, mas dar-me a mim mesmo, devo estar presente no dom como pessoa”.
(Valdilene Senna)
Imagem: indexbonorvm.blogspot.com/2009/11/campanha-de...

Bem-Aventuranças...

As bem-aventuranças evangélicas são atos sobrenaturais, obras de virtude ou efeitos dos dons do Espírito Santo, pelos quais Jesus Cristo prometeu, já nesta vida, a felicidade inicial, fruto da esperança certa de se obter o prêmi eterno.
São ensinamentos que, Jesus pregou no Sermão da Montanha para ensinar e revelar aos homens a verdadeira felicidade. (Mateus 5, 3-12).

São elas:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem,
quando vos perseguirem e disserem falsamente
todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus,
pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

Quais são os felizes, conforme as máximas do mundo?
Exatamente o contrário do que disse Jesus, o mundo chama bem-aventurados os que possuem riquezas e honrarias, os que dominam pela força, os que se riem e se fartam de comer, beber e gozar.
Que se entende por pobres de espírito?
Os pobres de espírito, felicitados por Jesus, são os que têm o coração desapegado dos bens terrenos, especialmente riquezas e honras; fazem bom uso delas, quando as possuem; não as cobiçam fraudulentamente, quando faltam; e sofrem com resignação, quando são delas privados.
Quais são os misericordiosos, mansos e pacíficos?
Misericordiosos são os que, por amor de Deus, se compadecem das necessidades espirituais e corporais do próximo, socorrendo-os conforme suas possibilidades. – Mansos são os que tratam com brandura seus semelhantes, suportam pacientemente seus defeitos e injúrias, sem queixas ou sentimentos de vingança. – Pacíficos são os que, além dessa paciência com os outros e consigo mesmos, procuram também semear a paz entre os que vivem na discórdia.
Quais são os puros de coração e os que têm fome e sede de justiça?
Os puros ou limpos de coração são os que não mantêm afeto ao pecado, pelo contrário fogem dele, evitando particularmente as culpas graves e toda espécie de impureza. – Os que sentem fome e sede de justiça são os que desejam adiantar-se sempre mais na perfeição e na prática das boas obras, sobretudo sociais.
Quais são os que se dizem felizes apesar de chorarem e padecerem perseguição?
Os que choram e, contudo se chamam bem-aventurados são os que recebem das mãos de Deus os males desta vida, afligindo-se pelos pecados cometidos, pelos escândalos do mundo e pelos perigos de se perderem. – Igualmente se chamam bem-aventurados os perseguidos, quando padecem calúnias, insultos e maus tratos por amor de Jesus Cristo, em defesa da fé ou de qualquer outra virtude.
Que significam as recompensas prometidas por Cristo às oito Bem-aventuranças?
Sob nomes diversos, todas significam substancialmente a glória eterna do paraíso; porém não deixam de incluir já nesta vida, embora de modo imperfeito, por princípio dessa felicidade futura, que consiste na paz da consciência e consolação interior, com a alegria da graça de Deus, e da amizade dos irmãos, numa suficiente prosperidade dos bens temporais.

CIC

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pecado Contra o Espírito Santo - detalhado...

1º - Desespero da salvação, ou seja, quando a pessoa perde as esperanças na salvação de Deus, achando que sua vida já está perdida. Julga, assim, que a misericórdia de Deus é mesquinha e por isso não se preocupa em orientar sua vida para o bem. Perdeu as esperanças em Deus; é quando a pessoa, como Judas, não pede perdão porque considera que Deus é incapaz de perdoá-lo. E não pedindo perdão, não é perdoado;
2º - Presunção de salvação sem merecimentos, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma vaidade egoísta, achando-se já salva, quando na verdade nada fez para que merecesse a salvação. Isso cria uma fácil acomodação a ponto da pessoa não se mover em nenhum aspecto para que melhore. Se já está salva para que melhorar? – pode perguntar-se. Assim, a pessoa torna-se seu próprio juiz, abandonando o Juízo Absoluto que pertence somente a Deus; é quando, por soberba, a pessoa se julga já salva, e, por isso, se recusa a pedir perdão a Deus;
3º - Negar a verdade conhecida como tal, ou seja, quando a pessoa percebe que está errada, mas por uma questão meramente de orgulho, não aceita: prefere persistir no erro do que reconhecer-se errada. Nega-se assim à Verdade que é o próprio Deus; é quando o pecador de tal modo se entrega conscientemente à mentira a ponto de acabar acreditando nela e, por isso, recusa até a evidência da verdade. Era o pecado dos fariseus que viam Cristo fazer milagres, e os negavam, apesar de vê-los. Não havia então modo de convertê-los;
4º - Ter inveja das graças que Deus dá aos outros, ou seja, a inveja é um sentimento que consiste primeiramente em entristecer-se porque o outro conseguiu algo de bom, independentemente se eu já possua aquilo ou não. É o não querer que a pessoa fique bem. Ora, se eu tenho inveja da graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o regulador do mundo, inclusive de Deus, determinando a quem deve ser dada tal ou tal coisa; é, ter raiva de que Deus, por amor, tenha dado alguma graça a outros, e não a nós. Desse modo se odeia a bondade de Deus, que é o Espírito Santo;
5º - Obstinação no pecado, ou seja, é aquela teimosia, a firmeza, a relutância de permanecer no erro por qualquer motivo. Como o Papa João Paulo II disse, é quando o homem “reivindica seu pretenso ‘direito’ de perseverar no mal – em qualquer pecado – e recusa por isso mesmo a Redenção”; o pecador cai em pecado, se arrepende e é reintegrado; o ímpio obstinadamente não aceita abandonar sua situação de pecado;
6º - Impenitência final, ou seja, é o resultado de toda uma vida que rejeita a ação de Deus: persiste no erro até o final e recusa arrepender-se e penitenciar-se. Configura-se essa impenitência quando a pessoa recusa o perdão de Deus na hora da morte, rejeitando, de forma ímpia, os sacramentos.
Antônio Mesquita Galvão
Canoas/RS - 436 textos - 9 e-livros

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pecados graves...

...cometidos diretamente contra Deus,
como a blasfêmia e os chamados Pecados contra o Espírito Santo.

Os pecados contra o Espírito Santo são 6:
1. Desesperação da salvação;
2. Presunção de se salvar sem merecimento;
3. Contradizer a verdade conhecida como tal;
4. Ter inveja das mercês que Deus faz a outrem.
5. Obstinação no pecado;
6. Impertinência final.

Os pecados que bradam ao Céu são:
1. Homicídio voluntário.
2. Pecado sensual contra a natureza.
3. Oprimir os pobres, órfãos e viúvas.
4. Negar o salário aos que trabalham.
Os Pecados Capitais
Os vícios chamados capitais, por serem como cabeças e fontes de todos os pecados, são 7:
1. Soberba;
2. Avareza;
3. Luxúria;
4. Ira;
5. Gula;
6. Inveja;
7. Preguiça.


Como vencer estes vícios?
Vencemos estes vícios praticando as virtudes que lhes são contrárias; isto é, a soberba se vence com a humildade; a avareza com a liberalidade; a luxúria com a castidade; a ira com a paciência; a gula com a abstinência; a inveja com a caridade; a preguiça com a diligência.

Que pecados mais precisamos evitar?
Precisamos evitar especialmente aqueles pecados em que mais costumamos cair e formam nossos defeitos dominantes. Para isso além da oração e confissão frequente, devemos fugir das ocasiões próximas e más companhias. Cuidemos também de não nos tornarmos responsáveis pelos pecados alheios, consentindo, aconselhando ou não impedindo alguma falta.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Telescópio é um instrumento que ajuda a procurar Deus...

Imagem ao lado: A Tempestade Perfeita - uma pequena região da Nebulosa do Cisne, distante 5,5 mil anos-luz; descrita como "um borbulhante oceano de hidrogênio, e pequenas quantidades de oxigênio, enxofre e outros elementos".

Rádio Vaticano em 04 de outubro de 2007:

O diretor do Observatório Astronómico do Vaticano assegurou que a Igreja não tem medo da ciência e que "o telescópio é um instrumento que ajuda a procurar Deus". O jesuíta argentino José Gabriel Funes falava à margem da conferência internacional sobre formação e evolução das galáxias em forma de disco, a decorrer na Universidade Gregoriana de Roma.Este responsável defende que a ciência serve para questionamentos que vão "além das questões científicas" e permite aos fiéis poder "perceber a existência de Deus". O Pe. Funes lembrou ainda que, em muitos ramos da pesquisa científica, os sacerdotes e homens da Igreja têm sido os primeiros a apresentar estudos inéditos. Um total de 210 astrónomos de 26 países do mundo participaram, da conferência internacional organizada pelo Observatório Astronômico do Vaticano.O Observatório Vaticano foi fundado em 1891 por Leão XIII para mostrar que "a Igreja e os seus pastores não se opõem à ciência autêntica e sólida, tanto humana como a divina, mas abraça-a, impulsiona-a e promove-a com a mais completa dedicação".Apesar de a sede central do Observatório Vaticano ser em Castel Gandolfo, fundou-se um segundo centro de pesquisa, “The Vatican Observatory Research Group” (VORG) em Tucson, Arizona (EUA) no ano de 1981, quando o céu de Roma estava demasiado brilhante para a observação. Este segundo centro é uma das maiores e mais modernas instituições de observação astronômica.Em 1993, em colaboração com o Steward Observatory, o Observatório Vaticano completou a construção do Vatican Advanced Technology Telescope (VATT) no Monte Graham, Arizona, considerado um dos melhores lugares astronômicos na América do Norte continental.

domingo, 22 de novembro de 2009

Nossos Santos e a Santa Missa...

"Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Será abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças que te são necessárias.Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário." (São Jerônimo)

"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação da humanidade". (Sta Matildes)

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa". (São Lourenço)

"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor." (São Tomaz de Aquino)

"Agradecemos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós ondas da Divina Misericórdia. A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece. Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrificio da Missa que zêlo não teriamos em assistir a ela!" (São João Maria Vianney, o Cura Dars)

"A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o céu e a terra; vale o próprio Deus". (Ven. Martinho de Cochem)

"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem podendo assistir uma missa, não o faz". (São Francisco de Assis)

Os Santos e a Missa...

"Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece em ouvir devotamente uma só Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra.Toda Santa Missa diminui teu purgatório." (São Bernardo)

"A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz."(São Boaventura)

"A Missa é o sol da Igreja." (São Francisco de Sales)

"Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos." (São João Crisóstomo)

Imagem: www.franciscanos.org.br/v3/pumi/oracoes/

Santo Agostinho e a Santa Missa...

"Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça divina. Em cada Santa Missa, pois podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados - pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a benção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo a Santa Missa com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de satanás sobre ti mesmo. Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível. Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte, pois pela Missa participas da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo."

O Santo Sacrfício da Missa...

O Santo Sacrifício da Missa foi instituído por Jesus Cristo na última ceia. Missa é o sacrifício incruento do corpo e do sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies do pão e do vinho, em memória do sacrifício da Cruz.
É uma oferta feita a Deus para adorá-lo, aplacá-lo, louvá-lo e pedir-lhe favores.
Malaquias, o último dos Profetas predisse um Novo Sacrifício:

“Sim, do levantar ao pôr-do-sol, meu Nome será grande entre as nações e em todo o lugar será oferecido ao meu Nome um sacrifício de incenso e uma oferenda para” (Mt 1,11).
A Doutrina dos Doze Apóstolos (a.100) diz que a Missa era o Sacrifício predito por Malaquias.
As palavras de Cristo: “Isto é o meu corpo que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor vós” (Lc 22,19-20) provam o caráter sacrifical da Missa. Cristo se ofereceu à morte por nós.
O sacerdote faz na Missa o que Jesus fez na última Ceia: “Fazei isto em memória de mim” (1Cor 11,24).
Pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, unimo-nos ao Altar, do Sacerdote sacrificador e à Vítima imolada. “Pois todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais e morte do Senhor até que ele venha” (1Cor 11,26).
O valor da Missa é infinito intensivamente, porque tem o mesmo valor do Sacrifício da Cruz: extensivamente, pois estende a todos os efeitos e não diminui pelo fato de ser aplicado a muitas pessoas.

Foto: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/A%20Santa%20Missa%20%C3%A9%20A%20obra%20mais%20exelente%20do%20Esp%C3%ADrito%20Santo..htm

sábado, 21 de novembro de 2009

Vossa é a grandeza e o poder! Vosso é o reino, ó Senhor!

Cf. Ef 1,20-23

Deus manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

HINO:

Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe,
Soberano e Senhor das nações!
Ó Juiz, só a vós é devido
julgar mentes, julgar corações.

Multidões reverentes, no céu,
vos adoram e cantam louvores.
Nós também proclamamos que soi
Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Rei da paz, imperai sobre as mentes,
Desfazei seus desígnios perversos.
Por amor, reuni num rebanho
os errantes que andavam dispersos.

Pra isso, de braços abertos,
vós pendeis do madeiro sagrado
e mostrais vosso bom coração
a sangrar, pela lança rasgado.

Para isso, no altar escondido
sob as formas de vinho e pão,
através desse lado ferido,
para os filhos trazeis salvação.

Glória a vós, ó Senhor Jesus Cristo,
que no amor governais todo ser.
Seja a vós, com o Pai e o Espírito,
Honra eterna, louvor e poder.
Imagem: ocaminho.org.br/.../

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Por que Jesus Cristo é Rei?

Desde a antigüidade se chamou Rei a Jesus Cristo, em sentido metafórico, em razão ao supremo grau de excelência que possui e que lhe eleva entre todas as coisas criadas. Assim, diz-se que:

Reina nas inteligências dos homens porque Ele é a Verdade e porque os homens precisam d'Ele receber obedientemente a verdade;

Reina nas vontades dos homens, não só porque n'Ele a vontade humana está inteira e perfeitamente submetida à santa vontade divina, mas também porque com suas moções e inspirações influi em nossa livre vontade e a acende em nobres propósitos;

Reina nos corações dos homens porque, com sua elevada caridade e com sua mansidão e benignidade, faz-se amar pelas almas de maneira que jamais ninguém —entre todos os nascidos— foi nem será nunca tão amado como Cristo Jesus.

Entretanto, aprofundando no tema, é evidente que também em sentido próprio e estrito pertence a Jesus Cristo como homem o título e a potestade de Rei, já que do Pai recebeu a potestade, a honra e o reino; além disso, sendo Verbo de Deus, cuja substância é idêntica a do Pai, não pode ter pouco comum com ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir também como o Pai o mesmo império supremo e muito absoluto sobre todas as criaturas.

Agora bem, que Cristo é Rei o confirmam muitas passagens das Sagradas Escrituras e do Novo Testamento. Esta doutrina foi seguida pela Igreja –reino de Cristo sobre a terra- com o propósito celebrar e glorificar durante o ciclo anual da liturgia, a seu autor e fundador como a soberano Senhor e Rei dos reis.

No Antigo Testamento, por exemplo, adjudicam o título de rei a aquele que deverá nascer da estirpe do Jacó; que pelo Pai foi constituído Rei sobre o monte santo de Sião e receberá as pessoas em herança e em posse os limites da terra.

Além disso, prediz-se que seu reino não terá limites e estará enriquecido com os dons da justiça e da paz:
"Florescerá em seus dias a justiça e a abundância de paz... E dominará de um mar a outro, e do um até o outro extremo do círculo da terra".

Por último, aquelas palavras de Zacarias onde prediz o "Rei manso que, subindo sobre uma burra e seu filhote", tinha que entrar em Jerusalém, como Justo e como Salvador, entre as aclamações das turfas, acaso não as viram realizadas e comprovadas os santos evangelistas?

No Novo Testamento, esta mesma doutrina sobre Cristo Rei se acha presente do momento da Anunciação do arcanjo Gabriel à Virgem, pelo qual ela foi advertida que daria a luz um menino a quem Deus tinha que dar o trono de Davi, e que reinaria eternamente na casa de Jacó, sem que seu reino tivesse fim jamais.

O próprio Cristo, logo, dará testemunho de sua realeza, pois ora em seu último discurso ao povo, ao falar do prêmio e das penas reservadas perpetuamente aos justos e aos maus; ora ao responder ao governador romano que publicamente lhe perguntava se era Rei; ora, finalmente, depois de sua ressurreição, ao encomendar aos apóstolos o encargo de ensinar e batizar a todas as pessoas, sempre e em toda ocasião oportuna se atribuiu o título de Rei e publicamente confirmou que é Rei, e solenemente declarou que lhe foi dado todo poder no céu e na terra.

Mas, além disso, que coisa haverá para nós mais doce e suave que o pensamento de que Cristo impera sobre nós, não só por direito de natureza, mas também por direito de conquista, adquirido a custo da redenção? Tomara que todos os homens, bastante esquecidos, recordassem quanto custamos ao nosso Salvador, já que com seu precioso sangue, como Cordeiro Imaculado e sem mancha, fomos redimidos do pecado.
Não somos, pois, já nossos, posto que Cristo nos comprou por grande preço; até nossos próprios corpos são membros de Jesus Cristo.

Texto: http://www.acidigital.com/fiestas/cristorei/jesucristo.htm
Imagem: virtusinmedio.blogspot.com/2008/11/solenidade...

Liberdade...

Roque Brugnara
Fala-se muito em liberdade... Muitas vezes não compreendemos seu verdadeiro sentido.
A liberdade pessoal é limitada pelos direitos dos outros, mas eles não são inimigos que limitam possibilidades; são amigos que me ajudam a encontrar a melhor atitude para ser verdadeiramente livre.
Minha liberdade deve integrar-se com a liberdade deles.
Quando uma pessoa não sabe fazer uso da própria liberdade, a sociedade lhe impõe sanções, normalmente limitando-lhe ou tirando-lhe a liberdade (prisão) e, em alguns lugares do mundo, tirando-lhe a vida. Essa é a forma que a sociedade encontrou para defender-se dos que fazem mau uso da liberdade.
As parábolas bíblicas da origem do mundo e do homem colocam a desobediência e o mau uso da liberdade como fonte dos males da humanidade.
Roubos, assassinatos, assaltos, seqüestros são sinais de que há abuso da liberdade e também evidenciam a existência de problemas nos esquemas sociais que determinam a distribuição dos bens. Em muitos casos constatam-se deficiências na educação das pessoas, que não sabem impor-se os limites que a convivência social exige.
O mau uso da liberdade pode levar a pessoa a perder bens preciosos, como a saúde (alcoolismo, tabagismo, entorpecentes), a liberdade ou a felicidade eterna (pecado).
A liberdade é o mais belo presente que Deus deu ao homem, o que lhe custou mais a morte de seu Filho. Por amor e para o amor, Deus quer o homem autenticamente livre.
A maioria dos homens pensa ser livre, quando pode dizer: eu faço o que quero, isto é: Não tenho algemas nas mãos,nenhuma coação física me tolhe,posso satisfazer todos os meus instintos, os meus impulsos,nada nem ninguém me segura. Então, na verdade, você não é livre... Precisa aprender o que é Liberdade e conquistá-la. Imagine um barco livre para navegar, sem ninguém para o governar... Onde irá parar?
A verdadeira liberdade é você aprender a ser senhor de si, de escolher e seguir sempre, sem erro e sem titubear, o caminho do bem. É preciso que reconheça e aceite o plano de Deus sobre o mundo, o desejo infinito do Pai sobre você, é preciso, uma vez decidido e disponível, aderir livremente e tudo isso por um sim de amor, que é o sim da adesão a Cristo, o sim da verdadeira liberdade!
Pense que Deus é quem deve guiar o seu barco! Não é essa a proposta?
Que Ele seja, pois, o condutor de nossas vidas!
Trechos tirados do Livro: Pessoa Humana e Religião

O Medo...

“Jesus perguntou aos discípulos:
Por que vocês são tão medrosos?”
(Mc 4,40).

O medo faz parte da natureza humana e sempre acompanhou o homem em sua trajetória pelo mundo.
Os mesmos medos, as mesmas angústias que invadiam a alma e o coração dos homens no tempo de Jesus na Palestina, ainda amedrontam os homens de hoje...
Mas precisamos acreditar que o poder de Deus é superior a todos esses medos.
Seu Filho, Jesus Cristo, morreu por nós e com esse gesto ofereceu-nos a salvação.
A paz que Cristo nos trouxe não é a paz do mundo, por isso
não fiquemos perturbados nem tenhamos medo (cf. Jo 14,27).
Os discípulos tiveram medo durante uma tempestade: “Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!’ O quê Jesus responde? “Por que vocês têm medo, homens de pouca fé?” (Mt 8,25-26). “Tomados de medo, eles (os discípulos) ficaram admirados e diziam entre si:
“Quem é esse homem que dá ordens até para os ventos e a água,
e eles lhe obedecem?” (Lc 8,25)...
Com toda a razão, o Senhor nos indaga: “Por que vocês são tão medrosos?” (Mc 4,40).
De fato, a redenção nossa pelo Senhor, através de sua Paixão, Morte e Ressurreição, são acontecimentos muito maiores do que todo o mal que possa atingir-nos. Bem que nos disse:
“Não tenham medo daqueles que matam o corpo,
mas não podem matar a alma” (Mt 10,28).
Precisamos reconhecer que nosso destino, o destino de todos os homens está nas mãos de Alguém que tem poder sobre a morte e sobre a vida e que possui as chaves do inferno e do céu.
Jesus acalma as tempestades... Sejam elas quais forem...
E Tu nos disseste, Senhor: “Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês tem prazer em dar-lhes o Reino” (Lc 12,32). Amém!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Santa Cecília

PADROEIRA DOS MÚSICOS

No dia 22 de novembro, a Igreja celebra Santa Cecília, fiel serva do Senhor e que por um dom de Deus, se tornou a padroeira de todos que receberam o dom divino de cantar, compor ou tocar um instrumento.
Cecília era uma jovem e bela romana. Nascida no século II, foi prometida em casamento ao jovem Valeriano. No dia das núpcias confessou ao noivo que havia consagrado sua pureza a Jesus Cristo e que um anjo guardava sua virgindade.
Valeriano, que era ateu, disse que respeitaria sua vontade, desde que ele visse o tal anjo. Cecília então pediu que ele procurasse o bispo Urbano, para que fosse batizado e purificado. Seguindo as instruções da noiva, Valeriano tornou-se cristão e teve a visão do anjo. O casal passou então a professar junto a fé cristã, tendo convertido também Tibúrcio, irmão de Valeriano.
Mas os cristãos eram permanentemente perseguidos pelo Império Romano e logo os irmãos caíram na mão dos pretorianos, que os executaram. Cecília foi presa ao enterrar o corpo do cunhado e do marido. Como era muito popular em Roma, por sua ajuda aos pobres, foi decidido que ela seria morta em sua casa, para evitar protestos. Prenderam-na em um quarto de banhos quentes, para que morresse asfixiada. Mas o que aconteceu surpreendeu a todos e valeu a Cecília o título de padroeira dos músicos. Durante três dias e três noites Cecília ficou entoando cantos de louvor a Deus. Intrigados com tamanha resistência, os algozes a tiraram de lá para degolá-la. Por três vezes a tentativa do algoz falhou e ela foi deixada para morrer agonizando, já que pela lei romana esse era o número máximo de vezes em que se poderia tentar a degola. Cecília perdeu as cordas vocais e levou ainda um tempo para morrer, mas seus cânticos ainda podiam ser ouvidos.
No ano de 323, o cristianismo foi adotado como religião oficial do Império Romano. Foi criada uma basílica na cidade italiana de Travestere, onde teria sido a casa de Cecília, que foi canonizada. Lá repousam os restos mortais da Santa, que é uma das mais veneradas da Igreja Católica e a que possui mais capelas e igrejas dedicadas a seu nome na Europa.
Desejamos a todos que de Deus receberam este dom que seu serviço, sua música contribua para a construção de um mundo cada vez melhor.
(Fonte de consulta: PortoWeb)
Oração do Músico
Deus, Todo-Poderoso, que nos destes a vida, os sons da natureza, o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais, dai-me a graça de conseguir técnica aprimorada em meu instrumento, a fim de que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons. Permiti, Senhor, que os sons por mim emitidos sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados, de curar os doentes e de animar os deprimidos; que sejam brilhantes como as estrelas e suaves como o veludo. Permiti Senhor, que todo o ser que ouvir o som do meu instrumento sinta-se bem e pressinta a vossa presença.

A Psicanálise e a Confissão

Fêtes et Saisons

Escuta-se dizer que a psicanálise substitui a confissão. É um erro bastante perigoso fazer tal afirmação. O tratamento psicanalítico é indicação para algumas pessoas doentes, chamados neuróticos e consiste em reviver certos momentos de sua vida inconsciente no sentido de dar ao “eu” possibilidade de liberdade para o trabalho de organização da vida.
A confissão é oferecida aos pecadores. Aí o penitente se acusa como culpado diante de Deus e dos homens porque agiu mal consciente e livremente. O psicanalista não faz nenhum julgamento sobre palavras e atos de seu cliente.
O confessor é juiz ao mesmo tempo que intermediário do perdão de Deus.
Ao final do tratamento, o doente sente-se aliviado. Após a absolvição, o pecador reencontra, se tiver perdido, o amor de Deus.
Se é verdade que o tratamento analítico e a confissão trazem um “alívio” e uma libertação, vê-se claramente que não se trata do mesmo tipo de alívio. Um doente nunca receberá de seu médico a certeza de que Deus perdoa-lhe o pecado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Documento Teológico sobre o Limbo...

Também as crianças que morrem sem o Batismo
vão para o céu. Foi aprovado pelo Papa
documento teológico sobre o limbo.


Em um documento de 41 páginas, que tem como título «A esperança de salvação para as crianças que morrem sem o batismo», preparado pela Comissão Teológica Internacional e aprovado por Bento XVI em 19 de abril, confirma-se que as crianças sem uso de razão que morrem sem ser batizadas têm as portas do Paraíso abertas. O documento supera a concepção do limbo, lugar no qual, segundo algumas escolas teológicas, estas crianças gozavam de uma felicidade natural, mas não tinham a visão de Deus, pois reflete «uma visão demasiado restritiva da salvação». Por isso, defende a tese que sublinha como a misericórdia de Deus «quer que todos os seres humanos se salvem». Ao refletir sobre a misericórdia de Deus, os especialistas da Comissão Teológica Internacional fundamentam a «esperança de que as crianças falecidas sem batismo se salvem e gozem da visão beatífica», pois a exclusão das crianças inocentes do Paraíso não parece refletir o especial amor de Cristo pelos «menores». A Comissão Teológica Internacional começou a estudar a questão do limbo em 1994, quando era presidida pelo então cardeal Joseph Ratzinger, que em 1984 já havia considerado que o limbo não era mais que uma hipótese teológica, surgida no século XIII.
O documento esclarece que «as crianças não colocam obstáculo pessoal algum ao caminho da graça redentora»; por este motivo, «Deus pode dar a graça do Batismo». O documento da Comissão Teológica Internacional não faz parte do Magistério da Igreja, pois esta Comissão tem um caráter de consulta. A Comissão se compõe de teólogos de diversas escolas e nações, eminentes por ciência e fidelidade ao Magistério da Igreja. Os membros - em número não superior a 30 - são nomeados pelo Santo Padre por cinco anos a partir proposta do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e após consultar as Conferências Episcopais. (Zenit.com)

Mais reflexões de Santo Agostinho...

"As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas, e no entanto elas passam por si mesmas sem se admirarem. "
"A compreensão é a recompensa da fé."
"A verdadeira religião nos prescreve que amemos até nossos inimigos."
"A verdadeira religião nos prescreve que não nos deixemos levar pela ira,
mas que resistamos a ela."
"Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria."
"Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência."

Sê vigilante...

Tb 4,14b-15a.16ab.19a

"Meu filho, sê vigilante em todas as tuas obras e mostra-te prudente em tua conversação.
Não faças a ninguém o que para ti não desejas.
Dá de teu pão a quem tem fome, e de tuas vestes aos que estão despidos.
Dá de esmola todo o teu supérfluo.
Bendize o Senhor em todo o tempo, e pede-lhe para que sejam retos os teus caminhos
e tenham êxito todos os teus passos e todos os teus projetos".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Oração

A oração é a mais importante ocupação da vida humana, envolvendo as potências da alma: a memória, o entendimento e a vontade.
A oração é um encontro de amor entre Deus,
personagem principal, e o homem.
A oração cristã é a oração de Cristo,
orando em nós pelo Espírito Santo ao Pai.
O cristão não reza só, reza em comunhão com os demais cristãos. “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”
(Mt 18,20)...porque o vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lhe pedirdes. Portanto, orai desta maneira: Pai nosso...” (Mt 6,8-13).
“Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto” (Mt 7,7).
“Se me pedirdes algo em meu nome, eu farei” (Jo 14,14).
Jesus antes de começar o seu ministério público passou 40 dias em oração (Mc 1,13).
Durante o mesmo passava muitas noites a orar (Lc 6,12).
Orava quando operava milagres (Mt 14,19); Jo 11,42).
Orou, na sua agonia, no Jardim das Oliveiras (Mt 26,36-46).
São Paulo nos diz: “Orai sem cessar” (1Tes 5,17)
... com orações e súplicas de toda a sorte, orai em todo o tempo...” (Ef 6,18).
Toda a vida cristã é uma oração em união com Cristo no seu corpo Místico
(1Cor 12,27; 2Cor 5,17; Ef 2,10-15).
“Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1).

Domingo...

Por que o Domingo?

A Lei Antiga era: “Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo” (Êx 20,8). Os Apóstolos substituíram o sábado pelo domingo, em memória da Ressurreição de Cristo. O primeiro dia da semana era denominado “Dia do Senhor”. “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi bem cedo ao sepulcro, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra que o fechava tinha sido tirada”. (Jo 20,1).
“No dia do Senhor, fui movido pelo Espírito e ouvi...” (Ap 1,10). “No primeiro dia da semana estávamos reunidos para partir o pão...” (At 20,7). Na “Doutrina dos Doze Apóstolos”, escrita no fim do século 1º, lê-se: “Reuni-vos no dia do Senhor e parti o pão (comungai). Oferecei a Eucaristia depois de confessados os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro” (C14). Neste dia os fieis se reúnem para ouvir a palavra de Deus e participar da Eucaristia, louvando e agradecendo a Deus. O domingo é dia de festa, de repouso e de alegria.
Então, por que o Domingo? Porque o domingo, primeiro dia da semana, é o dia da Ressurreição e da nossa vitória! Os Apóstolos assim entenderam também!
E nós, com eles!
Imagem: coracaofiel.com.br/blog/?p=408

Feliz o homem...

Pedro 3,13,15

"Feliz o homem que encontrou a sabedoria, o homem que alcançou a prudência! Ganhá-la vale mais do que a prata, e o seu lucro mais do que o ouro. É mais valiosa do que as pérolas; nada que desejas a iguala".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dom Hélder e belas mensagens!

Dom Hélder...

- Não há penitência melhor do que aquela que Deus coloca em nosso caminho todos os dias.

- A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar.

- Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver.

- As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Levo-as no coração.

- Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista.

- Não me dou a penitências. Com todo respeito que me merecem os santos, não sou homem de autoflagelações... Não há penitência melhor do que aquelas que Deus coloca em nosso caminho.-

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo.

Pronto para ouvir... Moroso para falar...

São Tiago 1, 19b-20,26

Todo homem deve ser pronto para ouvir, mas moroso para falar, moroso para se irritar. Pois a cólera do homem não é capaz de realizar a justiça de Deus. Se alguém julga ser religioso e não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo: a sua religião é vã.Imagem: http://www.santosdaigrejacatolica.com/sao-tiago-maior.html

domingo, 15 de novembro de 2009

Uma homenagem...

"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa.
Mas graça das graças é não desistir nunca".

Formação Litúrgica - CNBB

Paróquia de Santo Antônio – Itapema/SC
Arquidiocese de Florianópolis

«SEM O DIA DO SENHOR NÃO PODEMOS VIVER»
Pe. Carlos Gustavo Haas

O documento de Aparecida, que agora está se tornando cada vez mais conhecido entre os católicos, quando fala dos “lugares de encontro com Jesus Cristo”, no capítulo VI, números 252 e 253, nos fala da importância de vivermos integralmente o Domingo, Dia do Senhor.

“Entende-se a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, como necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito, não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a ‘pastoral do domingo’ e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’, para novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (252).

Sabemos, no entanto que no Brasil, mais de 70% das comunidades não podem participar de uma celebração eucarística dominical, pois não têm um presbítero para presidi-la. Uma grande dor e um grande desafio que a Igreja tem dificuldade de responder. Essas milhares de pessoas, diz Aparecida, “também elas podem e devem viver ‘segundo o domingo’. Podem alimentar seu já admirável espírito missionário participando da ‘celebração dominical da Palavra’, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (Jo 5, 24-25) e na oração comunitária (cf. Mt 18,20)”.
Transcrevo uma parte da Homilia do Papa Bento XVI, proferida no dia 09 de setembro de 2007, na Catedral de Viena, Áustria. São palavras que podem nos ajudar a valorizar cada vez mais nossas celebrações dominicais.

“Sem o dom do Senhor, sem o Dia do Senhor não podemos viver”: assim responderam no ano 304 alguns cristãos de Abitinia, atual Tunísia, quando, surpreendidos na celebração eucarística dominical, que estava proibida, foram conduzidos ante o juiz, que lhe perguntou por que, no Domingo, haviam celebrado a liturgia, sabendo que isso implicava castigo de morte.
Na palavra “domingo” estão enlaçados indissoluvelmente dois significados, cuja unidade devemos novamente aprender a perceber. Encontra-se, sobretudo o dom do Senhor – este dom é Ele mesmo: o Ressuscitado, de cujo contato e proximidade os cristãos têm necessidade para serem eles mesmos. Este, no entanto, não é apenas um contato espiritual, interno, subjetivo: o encontro com o Senhor inscreve-se no tempo através de um dia preciso. E desta maneira inscreve-se em nossa existência concreta, corpórea e comunitária, que é temporalidade. Dá a nosso tempo, e portanto a nossa vida em seu conjunto, um centro, uma ordem interior. Para aqueles cristãos, a celebração eucarística dominical não era um preceito, mas uma necessidade interior. Sem Aquele que sustenta nossa vida com seu amor, a própria vida é vazia. Abandonar ou trair este centro tira da vida seu fundamento, sua dignidade interior e sua beleza.
Essa atitude dos cristãos do século IV é válida também para nós, que temos necessidade de uma relação que nos sustente e dê orientação e
conteúdo a nossa vida. Também nós temos necessidade de contato com o Ressuscitado, que nos sustenta para além da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos faz olhar mais além do ativismo da vida diária o amor criador de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos.
«Sem o Dia do Senhor não podemos viver». Sem o Senhor e o dia que Lhe pertence não se realiza uma vida bem conquistada. O Domingo, em nossas sociedades ocidentais, transformou-se em um fim de semana, em tempo livre. O tempo livre, especialmente na pressa do mundo moderno, certamente é uma coisa bela e necessária. Mas se o tempo livre não tem um centro interior, do qual provém uma orientação em seu conjunto, acaba por ser tempo vazio que não nos fortalece e descansa. O tempo livre precisa de um centro – o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta. Lembro a frase do cardeal Faulhaber: «Dá à alma seu Domingo, dá ao Domingo sua alma».
Precisamente porque no Domingo se trata em profundidade o encontro, na Palavra e no Sacramento, com o Cristo ressuscitado, o alcance deste dia abraça a realidade inteira. Os primeiros cristãos celebraram o primeiro dia da semana como Dia do Senhor, porque era o dia da ressurreição. Contudo, muito logo a Igreja tomou consciência também do fato de que o primeiro dia da semana é o dia da manhã da criação, o dia no qual Deus disse «Faça-se a luz» (Gêneses 1, 3). Por isso, o Domingo é para a Igreja também a festa semanal da criação – a festa do agradecimento e da alegria pela criação de Deus. Em uma época na qual, por causa de nossas intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, temos de acolher conscientemente inclusive esta dimensão do Domingo. Para a Igreja primitiva, o primeiro dia, depois, assimilou progressivamente também a herança do sétimo dia, o sabbat. Participamos do repouso de Deus, um repouso que abraça todos os homens. Assim percebemos neste dia um pouco de liberdade e da igualdade de todas as criaturas de Deus”.

Que estas palavra de Bento XVI e do documento de Aparecida sejam estímulo para preparmos cada vez mais e melhor nossas celebrações dominicais.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Como estamos valorizando as celebrações dominicais em nossa comunidade? Elas são realmente o “ponto alto” da semana?
2. A celebração dominical tem ajudado a sermos “discípulos missionários maduros”?
3. O que poderemos fazer para melhorar ainda mais nossas celebrações dominicais?
Imagem: http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=532

sábado, 14 de novembro de 2009

Juramento

Catecismo da Igreja Católica
J.7.1 Juramento conforme a tradição da Igreja
§2154 Seguindo S. Paulo, a Tradição da Igreja entendeu que as palavras de Jesus não se opõem ao juramento quando é feito por uma causa grave e justa (por exemplo, perante um tribunal).
"O juramento, isto é, a invocação do nome de Deus com testemunha da verdade, não se pode fazer, a não ser na verdade, no discernimento e na justiça."
J.7.2 Juramento falso
§2150 O nome do Senhor pronunciado em vão O segundo mandamento proíbe o juramento falso. Fazer juramento ou jurar é invocar a Deus como testemunha do que se afirma. E invocar a veracidade divina como garantia de nossa própria veracidade. O juramento empenha o nome do Senhor. "E ao Senhor teu Deus que temerás, a Ele servirás e pelo seu nome jurarás" (Dt 6,13).
§2151 Abster-se de jurar falsamente é um dever para com Deus. Como Criador e Senhor, Deus é a regra de toda verdade. A palavra humana está de acordo com Deus ou em oposição a Ele, que é a própria verdade. Quando é verídico e legítimo, o juramento põe à luz a relação da palavra humana com a verdade de Deus. O juramento falso invoca Deus para ser testemunha de uma mentira.
J.7.3 Palavras de Jesus: "não jureis em hipótese nenhuma"
§2153
Jesus expôs o segundo mandamento no Sermão da Montanha: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor'. Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma... Seja o vosso 'sim', sim, e o vosso 'não', não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,33~34.37). Jesus ensina que todo juramento implica uma referência a Deus e que a presença de Deus e de sua verdade deve ser honrada em toda palavra. A discrição em recorrer a Deus na linguagem caminha de mãos dadas com a atenção respeitosa à sua presença, testemunhada ou desprezada, em cada uma de nossas afirmações.
J.7.4 Perjúrio
§2152 E perjuro aquele que, sob juramento, faz uma promessa que não tem intenção de manter ou que, depois de ter prometido algo sob juramento, não o cumpre. O perjúrio constitui uma grave falta de respeito para com o Senhor de toda palavra. Comprometer-se por juramento a praticar uma obra má contrário à santidade do nome divino.
§2476 Falso testemunho e perjúrio. Quando emitida publicamente, uma afirmação contrária à verdade assume uma gravidade particular. Diante de um tribunal, torna-se um falso testemunho. Quando está sob juramento, trata-se de perjúrio. Essas formas de agir contribuem para condenar um inocente para inocentar um culpado ou para aumentar a sanção em que incorre o acusado. Elas comprometem gravemente exercício da justiça e a eqüidade da sentença pronunciada pelos juizes.
J.7.5 Recusa de jurar por futilidades
§2155
A santidade do nome divino exige que não se recorra a ele para coisas fúteis e não se preste juramento em circunstâncias suscetíveis de interpretá-lo como uma aprovação do poder que o exigisse injustamente. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode-se recusá-lo. Deve ser recusado quando é pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja.