segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Um Deus-Amor: Então, por que tanto mal?
terça-feira, 12 de abril de 2011
sábado, 29 de maio de 2010
“Os maus não são bons porque os bons não são melhores”
Este título exprime uma grande verdade, que nunca se considerará demais.
Pergunta-se porém: os maus precisam dos bons para se converter? – Responderemos que a sua conversão depende da graça de Deus (que nunca lhes falta) e da sua fidelidade a essa graça. Mas Deus quer servir-se de instrumentos. E isto em dois planos: no meramente humano e no da fé.
Um membro doentio ou anêmico transmite menos vitalidade do que outro plenamente sadio. Por isto se diz com razão que Deus quer salvar a uns mediante outros. Cristo quer comunicar sua ação redentora aos membros do seu Corpo Místico, para que, de um modo ou de outro, colaborem (por graça de Deus) na mais importante de todas as obras, que é a santificação e a salvação dos homens. A consciência desta verdade desperta em todo cristão o elevado senso de responsabilidade que lhe toca.
O bom cristão jamais poderá esquecer a nobre função que o Senhor assim lhe confiou.
sábado, 15 de maio de 2010
Será que o mal existe?
quarta-feira, 17 de março de 2010
"Os Tempos São Maus"
Num de seus sermões, S. Agostinho referia-se a um chavão do linguajar de sua gente: “Os tempos são maus e ingratos! Outrora eram melhores!” Os cristãos o diziam no século V, apavorados pelas invasões dos bárbaros, que ameaçavam Roma e o Norte da África, onde Agostinho vivia. O mestre lhes respondia: “Os tempos somos nós! Nós é que fazemos os tempos!”.
Em ambos os casos, o S. Doutor quer dizer que o homem tem uma grandeza interior mais pujante do que o desenrolar dos tempos e o curso das pedras; o homem é chamado pelo Criador a fazer a história, e não se deve julgar condenado a capitular porque os tempos são ingratos ou certos valores materiais se perdem. O homem é que dá aos tempos os adjetivos que lhes queira dar.
De certo modo, o homem contemporâneo pode “consolar-se” por verificar que a queixa referente à ingratidão dos tempos já data do século V. Pode-se crer que seja tão antiga quanto o gênero humano.
O Cristianismo veio projetar nova luz sobre o problema. Os tempos não são regidos pelo mecanismo dos acontecimentos apenas, mas estão sob o domínio do Cristo Jesus, Rei dos séculos. Precisamente na vigília de Páscoa, quando em meio às trevas da noite se acende o Círio Pascal, exclama a Liturgia:
Revista Pergunte e Responderemos - Abril 1991 - nº 347
segunda-feira, 8 de março de 2010
"Teu olho é mau porque eu sou bom?" - Mt 20,15

Jô então reconhece: “Falei de coisas que não entendia, de maravilhas que me ultrap
assam... Por isto retrato-me e faço penitencia” (Jo 42,3.5).segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
"Os maus não são bons porque os bons não são melhores"...
No plano meramente humano... É notória a influência do exemplo ou do testemunho apregoado não só com palavras, mas também com gestos concretos. As palavras voam, mas os exemplos arrastam. O homem de hoje, em muitos casos, dá mais importância à sinceridade ou à coerência de vida do que à própria verdade. São tantas as “verdades” proclamadas por quem não as vivencia que muitos não lhes dão crédito. E há tantos erros traduzidos em atos concretos que arrastam multidões. Daí a importância do testemunho de vida em favor do Evangelho. Essa coerência, porem, exige coragem e brio... Coragem para que eu me adapte à Verdade e não queira adaptar a Verdade a mim, coragem para sair do meu pequeno mundo egoísta e pulsar com valores objetivos, que interessam aos meus semelhantes. Quantos têm sempre essa coragem?
No plano da fé... São Paulo nos diz que somos membros de um Corpo cuja Cabeça é Cristo e que nesse Corpo há mútuas interdependências: “Como o corpo, sendo um, consta de muitos membros e os membros sendo muitos, formam o corpo, assim é Cristo... Não pode o olho dizer à mão: ‘Não preciso de ti’. Nem a cabeça aos pés: ‘Não preciso de vós’... Mais ainda: os membros do corpo considerados mais fracos são indispensáveis e, os que consideramos menos nobres, cercamos de maior honra” (Cor 12,12-23).
Um membro doentio ou anêmico transmite menos vitalidade do que outro plenamente sadio. Por isto se diz com razão que Deus quer salvar a uns mediante outros, Cristo quer comunicar sua ação redentora aos membros do seu Corpo Místico, para que, de um modo ou outro, colaborem (por graça de Deus) na mais importante d todas as obras, que é a santificação e a salvação dos homens. A consciência desta verdade desperta em todo cristão o elevado senso de responsabilidade que lhe toca. Aliás, os documentos mais recentes da Igreja têm observado que o ateísmo se propaga no mundo de hoje porque nem sempre é lúcido o testemunho que os fieis cristãos deveriam dar à Verdade. A decepção causada por não poucos afugenta os indecisos. A natureza humana tende a acomodar-se e cair na mornura de vida. Diz-se em latim “Quotidiana vilescunt. – A realidade repetida cada dia vai perdendo o seu significado”. Donde a importância de sacudir o véu da rotina, de modo que “os homens, vendo nossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus” (Mt 5,16).
Sabiamente disse Jesus: “Vós sois o sal da terra”. E acrescentou: “Se o sal perder o seu sabor, não haverá quem o substitua” (Mt 5,13).
O bom cristão jamais poderá esquecer a nobre função que o Senhor assim lhe confiou.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Aprendei a fazer o bem...
O bem sempre triunfa. Esta é uma convicção ética testemunhada e cultivada pelo coração dos que apostam na bondade. Ela é que mantém e sustenta os justos e bons no caminho e na prática do bem. Até mesmo quando as provas e evidências não apontam nesta direção e nem justificam sua adoção. Mais difícil é nutrir esta convicção quando se contabiliza o crescimento do mal no mundo, os prejuízos que atingem frontalmente os pobres e indefesos. É triste verificar o mal praticado como hábito e como gosto prazeroso. É a morbidez da maldade como prazer tomando conta dos corações. Ainda mais triste é saber e conviver com tantos corações, disfarçados em rostos falsamente angélicos, que se alimentam de cálculos maliciosos e ardilosos para justificar e manter suas posições, vantagens e interesses. Esta aposta no bem desarma os impulsos do revide e invalida as lógicas da vingança. Vale, então, ecoar diuturnamente nos corações a força ética deste categórico convite: Aprendei a fazer o bem.





