"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Participar da Missa Inteira nos Domingos e Festas de Guarda...

CIC - Catecismo da Igreja Católica
Compendiado para adultos
Pe. Luiz G. da Silveira D'Elboux, S.J.
Que nos manda o 1º Mandamento da Igreja?
O 1º Mandamento da Igreja nos manda participar da Missa inteira nos domingos e festas de preceito, e abster-se de trabalhos servis nesses dias. O Concílio Vaticano II exorta insistentemente os Pastores de almas a instruírem com diligência os fieis sobre essa grave obrigação (Sacrosanctum Concilium, 56).
Que se entende por Missa inteira?
Conforme o mesmo número da citada Constituição Litúrgica: “As duas partes de que consta de certo modo a Missa, a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística, se acham tão estreitamente unidas que formam um só ato de culto”. Por isso, quem faltasse em absoluto a qualquer uma dessas partes não cumpriria o preceito dominical (Cfr. n. 248).
A Comunhão faz parte essencial da Missa?
A Comunhão do sacerdote é parte integrante indispensável, a dos fieis é recomendada mas livre. Diz Pio XII: “O Sacrifício Eucarístico consiste essencialmente na imolação incruenta da vítima – imolação que é misticamente manifestada pela separação das sagradas espécies – e na sua oblação feita ao Pai Eterno. A Sagrada Comunhão pertence à integridade do Sacrifício e à participação nele; sendo absolutamente necessária por parte do ministro sagrado, enquanto por parte dos fieis é apenas muito recomendável” (Mediator Dei, 111). Embora pois a Comunhão seja o melhor modo de participar da Missa (Sacros Conc., 55), contudo, mesmo não podendo ou não querendo alguém comungar sacramentalmente, fica ele obrigado a assistir à Santa Missa do domingo. A Igreja aconselha nesse caso a Comunhão espiritual (MD, 113)
Não vale o mesmo assistir à Missa vespertina do sábado?
De acordo com a Instrução “Eucharisticum Mysterium” (n. 28), a concessão de se antecipar para o sábado à tarde o cumprimento do preceito dominical não pretende obscurecer o sentido católico do Domingo (em certa oposição ao costume israelita). Seu objetivo é simplesmente facilitar a celebração do mesmo mistério pascal aos que encontram dificuldade para fazê-lo no próprio Dia do Senhor.
Quais são os dias santos além do domingo?
Atualmente variam conforme as nações. No Brasil, depois que a Epifania e Ascensão passaram para o domingo, agora são apenas quatro: 1º de janeiro (Santa Mãe de Deus); Corpo de Deus (Corpus Christi); Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Natal (25 de dezembro). A pedido de nossa Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), a Santa Sé autorizou (a 14-10-71) a passar também para o domingo as antigas festas de Assunção e Todos os Santos.
Os trabalhos servis nunca são permitidos nos dias santos?
Há exceções evidentemente. Permitem-se nos dias santos os trabalhos indispensáveis ao culto e ao serviço público ou doméstico, e aqueles que são exigidos pela caridade ou que não se podem omitir sem grave incômodo e ainda os que o legítimo costume considerar como leves ocupações (costurar, escrever à máquina (atualizando, hoje, diria que algum trabalho necessário de digitação) etc. – Cfr. n. 131).
Que mais se aconselha nos dias santos?
Além da Missa e do descanso, convém que os católicos, na medida do possível, dediquem algum tempo nos dias santos a outros atos de piedade e religião (como à catequese e à leitura espiritual), às obras de misericórdia e aos demais deveres caritativos e sociais.
Ainda o Domingo...
Por que a Igreja manda santificar o Domingo,
em vez do Sábado da Antiga Lei?
Responde o Vaticano II que isto recebemos da Tradição dos Apóstolos, para comemorar a Ressurreição de Cristo, que se deu nesse dia. “Por isto o domingo é o principal dia de festa que deve ser proposto e inculcado à piedade dos fieis, de tal modo que se torne também um dia de alegria e descanso do trabalho”, no qual todos reunidos ouçam a Palavra de Deus e participem do mistério pascal renovado na Eucaristia (SC, 106; Eucharisticum Mysterium, 25).

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