"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21
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domingo, 6 de novembro de 2011

O Sermão da Montanha – Os Mandamentos da Nova Lei



Mt 5,6,7; Lc 6,17-49

Jesus já tinha espalhado um pouco, por toda a parte, os seus novos e santíssimos ensinamentos; mas só quando se apresentava a ocasião e sem uma ordem preestabelecida. Agora porém, que foram eleitos os Apóstolos e estavam os discípulos mais bem preparados, o divino Mestre achou, que era chegado o momento de proclamar sua nova lei.

Vocês se lembram dos relâmpagos, dos trovoes e do temor do povo, ao pé do monte Sinai, enquanto Moisés estava em cima, circundado por uma nuvem e recebia as tábuas da Lei? Não eram assim a Lei de Jesus. Aquela era a Lei do rigor e esta, a do amor.

Por isso, um dia, em que o divino Mestre se encontrava rodeado dos Apóstolos, dos discípulos e de muita gente, vinda da Galiléia, da Judéia, de Jerusalém, do litoral, de Tiro e de Sidônia, da Decápolis e das cidades do lado de lá do Jordão, sentou-se no meio deles, num lugar alto, onde tinha subido, e começou a ensinar-lhes assim:

- “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino do Céu.
- “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”.
- “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.
- “Bem-aventurados aqueles que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.
- “Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia”.
- “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.
- “Bem-aventurados aqueles que são perseguidos pela justiça, porque deles é o Reino dos Céus”.
- “Bem-aventurados vós, quando os homens vos aborrecerem e ultrajarem, e, mentindo, dirão de vós toda a espécie de mal, por minha causa. alegrai-vos e rejubilai-vos porque o vosso prêmio será grande no Céu; pois que antes de vós, foram perseguidos os Profetas”.

Depois explicou que, para entrarem no reino dos Céus era preciso ser melhor que os escribas e os fariseus:

- “Se para os antigos era proibido matar, dizia, não deveis nem mesmo irar-vos contra vosso irmão; pois sereis punidos gravemente, se disserdes apena injúrias.
Assim, antes de fazer a oferta no altar, deveis reconciliar-vos com aqueles que estão aborrecidos convosco, mesmo que não seja vossa a culpa.
Não é só proibido praticar ações impuras, mas também ter maus desejos ou olhar as pessoas com esse mau propósito.
É preciso cortar a mão ou furar o olho, se a mão ou o olho são causas de pecado; isto é, é preciso cortar todas as ocasiões do mal.
Assim, não só não se deve jurar, mas também evitar qualquer juramente inútil; deve-se falar simplesmente a verdade: dizer sim, quando é sim e não, quando é não.

Não deveis ser vingativos, mas sim condescendentes, dando, de boa vontade e com generosidade, mesmo aquilo que vos é pedido com prepotência e arrogância. Assim amai os vossos inimigos, rezai pelos vossos perseguidores, a fim de que sejais os filhos do vosso Pai, que está no Céu. Ele manda o sol para os bons e para os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os injustos. Porque, se vós amardes somente aqueles que vos amam, que recompensa merecereis? Na fazem o mesmo os publicanos? E se fazeis o bem àqueles que vos fazem o bem, qual é o vosso mérito? Isto o fazem também os pecadores. Sede misericordiosos, como é misericordioso o vosso Pai, e sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos Céus”.

Cuidai bem de não fazerdes boas obras só para serdes louvados pelos homens, porque então, não terão merecimento diante de Deus. Não anuncieis quando fizerdes esmolas, mas dai-as escondido, de modo que a mão esquerda não veja o que a direita dá.

Do mesmo modo não rezeis e não façais penitência ou jejum para que todos vejam; fazei em segredo, diante dos olhos de Deus.

Também não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai e dar-se-vos-á, com a mesma medida com a qual medirdes, sereis medidos vós também.
Não estejais a criticar os defeitos dos outros, enquanto tendes outros mais graves. Por que observais o cisco nos olhos do vosso irmão e não enxergais a trave nos vossos olhos? E então podereis tirar o cisco do olho do vosso irmão.

Para entrar no Reino do Céu não basta saber a Lei e repetir; “Senhor, Senhor”, mas é preciso fazer a vontade do Pai que está no Céu.
Quem escuta a palavra de Deus e a Poe em prática é semelhante ao homem prudente que constrói sua casa sobre a rocha. Quem, ao contrário, a escuta mas não a põe em prática, é semelhante àqueles que constroem sobre a areia: vem o vento e a água e só restará a ruína”.

Estes e outros são os ensinamentos da nova Lei da sabedoria e do amor.

Praticar a bondade e a justiça, começando no íntimo do coração e fazer tudo só pelo Pai, que está no Céu e ter caridade, generosidade e misericórdia para com o próximo.

As tábuas da Lei de Moisés foram feitas para pessoas de coração de pedra e espírito embotado, mas as tábuas da Lei de Jesus são feitas para os filhos de Deus, os quais o servem em espírito e verdade.

Prometam, meus caros, estudá-la atentamente e digam: “Ó Mestre bom e amado, faze com que eu aprenda a tua Lei e a ponha em prática. Entoa, serei verdadeiramente feliz!”

A Pequena Bíblia – P. César Gallina

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Felizes os homens de Deus...




Felizes os que tiverem um coração pequeno e humilde.
Felizes os que tiverem um coração aberto.
Felizes o que saírem de si mesmos.
Felizes os que tiverem feito espaço dentro de si para que Deus pudesse tomar conta de suas vidas.
Felizes os que tiverem vontade de se saciar com as coisas do Senhor.
Felizes os que tiverem um coração pobremente límpido porque verão a Deus.
Felizes os que tiverem sofrido devido à audácia de ser de Cristo.
Felizes os que tiverem repartido pedaços do coração misericordiosamente porque sempre alcançarão misericórdia.
Felizes os que tiverem fome e sede. Fome de um alimento que vem de Deus, sede de uma água que é o Espírito.


A Igreja hoje espera que os seus sejam desse tipo de homens felizes. Os acomodados, os injustos, os que negam misericórdia, os ricos de coração não entram na felicidade do Reino.

Frei Almir Guimarães, O.F.M.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Descansar com Deus

            O livro do Êxodo apresenta outra motivação para o descanso semanal: “Porque em seis dias Javé fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Javé abençoou o dia do sábado e o santificou” (Ex 20,11). E, para a nossa surpresa, descobrimos que no dia do descanso semana devemos servir ao Deus que descansa. O que significa isso?
            Assim como Deus criou tudo em seis dias, e nos sétimo descansou, também nós devemos criar o mundo em seis dias, através do nosso trabalho, e nos dia do descanso descansar. Será que Deus nos libertou de tudo para depois nos tornar escravos dele? Sim e não. Acontece que servir ao Deus da liberdade significa encontrar a liberdade. Servir ao Deus que descansa é descansar junto com ele. Só fica um problema: Quando é que todos vão poder descansar de fato no fim de semana? Dentro de uma sociedade onde a maioria trabalha e uma minoria usufrui do trabalho (dos outros), como é que todos poderão descansar?
            Podemos então perceber que estamos bem longe de poder observar essa ordem de Deus. Precisamos antes criar uma sociedade nova onde todos, de fato, trabalhe, para que todos, de fato, possam descansar. Caso contrário, estaremos sempre, de alguma forma, roubando o descanso dos outros, e neste caso o descanso do próprio Deus.
            Pra que serve o descanso? Para voltarmo-nos para nós mesmos e para as realidades mais profundas da vida: a esposa, os filhos, nossa alma, nossa sociedade, nossa história, o projeto de Deus, tudo o que é a nossa maior aspiração.
            Liberdade e descanso para repensar a semana passada e projetar a semana que vem, a fim de nos encaminharmos para a sociedade e a história que Deus quer construir junto com todos e cada um de nós. Só então poderemos finalmente descansar com Deus!

Padre Ivo Storniolo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Que nos prescreve o 5º Mandamento da Igreja?


O 5º Mandamento da Igreja: “Pagar dízimos segundo o costume”, nos manda contribuir para as despesas do culto e o sustento dos Ministros do altar, na forma que se costuma ou que os Bispos determinem. Trata-se de um dever, imposto pelo próprio Direito natural e divino, como lembra o apóstolo São Paulo (1Cor 9,13-14): quem serve ao altar e trabalha na evangelização do povo merece viver do altar e do Evangelho, sem precisar perder o seu tempo numa profissão secular remunerada (Presbyterorum Ordinis, 20).

Não é feia simonia* pagar por um Batizado ou por uma Santa Missa?
A espórtula ou estipêndio, tabelado pela Cúria Diocesana, para se dar na ocasião de alguns atos religiosos, substitui os dízimos, onde estes não se recolhem de outro modo. Advirtamos porém que nunca se compram os Sacramentos – de valor espiritual e infinito – nem o bom sacerdote deixará de administrá-lo aos pobres que então nada lhe possam oferecer.
*Conferir significado de Simonia:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Jejum e Abstinência...

O 4º Mandamento da Igreja
Jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Madre Igreja
Que nos ordena a Igreja no seu 4º Mandamento?

Pelo seu antigo 4º Mandamento, a Igreja nos manda jejuar e abstermo-nos de carne nos dias prescritos. Pela recente Constituição Apostólica Poenitemini (17-2-1966), se amplia o sentido e o dever cristão da prática da penitência, estabelecendo os modos fundamentais para obedecer a esse preceito divino, conforme a tríade tradicional “oração-jejum-caridade”. Em união com o Sacrifício Redentor de Cristo, a Igreja convida todos os fieis a juntarem suas penitências exteriores à conversão interior do espírito, ou seja, ao arrependimento dos pecados, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana, com as obrigações do próprio estado (Penitemini, ns. 23.30).

Quais são os dias atualmente prescritos para o jejum e a abstinência de carne?

Para a Igreja universal atualmente só se prescrevem dois dias de jejum e abstinência, no tempo da Quaresma, que conserva seu caráter penitencial: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira da Paixão, associando-nos aos sofrimentos do Senhor. As outras sextas-feiras do ano, quando não caiam em festa de preceito, são dias de abstinência de carne, ou dias obrigatórios de penitência (Poenit 39). Dir. Can. 1250-1251.

No Brasil, estamos dispensados destas abstinências de todas as sextas-feiras?

Conforme determinação da Conferência dos Bispos do Brasil, a abstinência das sextas-feiras (exceto a da Semana Santa) pode ser comutada por outras formas de penitência, principalmente por obras de caridade e por exercícios de piedade, por exemplo: esmola, visita aos doentes, leitura espiritual, terço meditado etc. (Poenit. 47).

A quem e a que obriga a lei do jejum?

A lei do jejum obriga todos os fieis, de 21 anos completos a 60 começados, “a fazer uma única refeição durante o dia, mas não proíbe tomar um pouco de alimento pela manhã e à noite, atendo-se – no que respeita à quantidade e à qualidade – aos costumes locais aprovados” (Poenit 41 e 42).

Que proíbe a lei da abstinência de carne?

A lei da abstinência – à qual estão obrigados todos que completaram 14 anos – “proíbe o uso de carne, mas não o uso de ovos, laticínios e de qualquer condimento, mesmo de gordura animal”. “Aos de idade inferior, apliquem-se os pastores de almas e os pais, com particular cuidado, a educá-los no verdadeiro sentido da penitência”, que inclui a expiação dos pecados, e o auxílio a vencer as tentações, facilitando a oração e a prática das virtudes (Poenit. 40,42, 43).

Será grave a obrigação deste Mandamento?

Sim, a observância substancial deste Mandamento da Igreja obriga-nos gravemente, de sorte que, no conjunto, será pecado mortal premeditadamente não jejuar ou não abster-se de carne nem fazer outra penitência nos dias estabelecidos, sem causa justa ou sem dispensa da autoridade competente: confessor, pároco, bispo (Poenit. 38).
Doutrina Católica - Compendiada para adulto - Pe. Luiz G. da Silveira D'Elboux, S.J.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quando comungar...

CIC – Catecismo da Igreja Católica
Compendiado para adultos
Pe. Luiz G. da Silveira D'Elboux, S.J.

3º Mandamento da Igreja

A que nos obriga o 3º Mandamento da Igreja?
O 3º Mandamento da Igreja obriga todos os fieis que atingiram a idade da discrição (isto é: cerca dos sete anos, conforme a estimativa comum) a comungar todos os anos, pelo menos durante o tempo pascal (Tridentino, sés. 13, cân. 9). O Diretório Catequético Geral, editado recentemente pela S. Congregação para o Clero (11-4-1971) fixa na mesma idade o início da dupla obrigatoriedade da Confissão e Comunhão Pascais (n. 1), citando o Decreto de Pio X, Quam Singulari (AAS, 1910, p. 582). O novo Código de Direito Canônico diz: “depois do uso da razão, as crianças sejam quanto antes (quam primum) devidamente preparadas pelos pais e párocos para se fortificarem com o alimento divino (precedendo-se a confissão sacramental)” Cân 914.
Esse tempo pascal se entendeu sempre no estrito significado litúrgico?
Antigamente assim se entendeu na Europa. Depois, porém, para o Brasil e a América, alongou-se o tempo da desobriga pascal. Agora, pela faculdade apostólica concedida pelo Santo Padre Paulo VI, a 6 de dezembro de 1969, podemos cumprir o preceito da Comunhão pascal desde o dia 2 de fevereiro (festa da Apresentação do Senhor) até 16 de julho inclusive (comemoração de Nossa Senhora do Carmo).
Quando mais manda a Igreja comungarmos?
Se não se comungou nesse tempo determinado, ou se a Comunhão foi sacrílega, continua a obrigação de se confessar e comungar durante o ano, especialmente em perigo de morte. Aliás também aqui a expressão “AO MENOS” indica a vontade da Igreja de que nos acostumemos à comunhão freqüente, e até cotidiana, como os últimos Papas nos têm recomendado, pelas grandes graças que com isto recebemos (Encíclica Mysterium Fidei, n. 66).
Pecam as crianças que se atrasam em fazer a 1ª Comunhão?
De acordo com a consciência de sua responsabilidade, podem pecar as crianças, e muito mais os seus pais e mestres, não se preparando para a 1ª Comunhão no tempo devido, e não se habituando ao preceito pascal; pois com esse descuido se priva a infância das energias sobrenaturais da Eucaristia, tão necessárias aos primeiros anos da adolescência. No “Apêndice” do Diretório Catequético Geral se diz que a Santa Sé manda conservar o antigo costume de se fazer a Confissão antes da 1ª Comunhão (n. 5). Disciplina reafirmada pela resposta das S. Congregações para os Sacramentos e o Culto Divino e para o Clero, dia 20-5-1977, e pelo novo Código de Direito Canônico, Cân. 914.
As crianças podem compreender e viver a Eucaristia?
Para a Comunhão das crianças – ensina a Igreja desde São Pio X – basta que elas distingam o pão eucarístico do pão comum, conheçam, na medida de sua capacidade, os principais mistérios da Fé, e desejem receber a Cristo com amor e devoção. Vivendo em bons costumes, rezando e freqüentando a Missa, não precisam compreender mais teoricamente o sentido cristão e social da Igreja, como às vezes se quer exigir hoje. Nem os Apóstolos compreenderam tanto na Ceia.

Confessar-se ao menos uma vez cada ano...

CIC - Catecismo da Igreja Católica
Compendiado para adultos
Pe. Luiz G. da Silveira D'Elboux, S.J.

Que nos ordena o 2º Mandamento da Igreja?

“Confessar-se ao menos uma vez cada ano” – ordena a todos os católicos, que tiverem consciência de alguma falta grave, a se confessarem ao menos cada ano. Por extensão, fica recomendada também a confissão das culpas leves, para se obter maior purificação e progresso espiritual (Tridentino, sés. 14, cân. 8 – Cfr. n. 260).
Por que se diz “AO MENOS” cada ano?
Porque a Igreja supõe que não nos contentemos com esta exigência mínima. Deseja que se aproveite mais frequentemente do Sacramento da Penitência em particular logo que se tiver cometido algum pecado mortal; para se alcançar assim a paz de espírito com a certeza de se ter recuperado a graça e a amizade de Deus, e juntamente a força para evitar novas recaídas.
Qual o tempo mais oportuno para satisfazer ao preceito da Confissão anual?
Segundo o costume tradicional da Igreja, o tempo mais oportuno para fazer a Confissão anual é a Quaresma, quer pelo caráter penitencial desta, quer porque com a Confissão nos dispomos devidamente para a Comunhão pascal.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Participar da Missa Inteira nos Domingos e Festas de Guarda...

CIC - Catecismo da Igreja Católica
Compendiado para adultos
Pe. Luiz G. da Silveira D'Elboux, S.J.
Que nos manda o 1º Mandamento da Igreja?
O 1º Mandamento da Igreja nos manda participar da Missa inteira nos domingos e festas de preceito, e abster-se de trabalhos servis nesses dias. O Concílio Vaticano II exorta insistentemente os Pastores de almas a instruírem com diligência os fieis sobre essa grave obrigação (Sacrosanctum Concilium, 56).
Que se entende por Missa inteira?
Conforme o mesmo número da citada Constituição Litúrgica: “As duas partes de que consta de certo modo a Missa, a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística, se acham tão estreitamente unidas que formam um só ato de culto”. Por isso, quem faltasse em absoluto a qualquer uma dessas partes não cumpriria o preceito dominical (Cfr. n. 248).
A Comunhão faz parte essencial da Missa?
A Comunhão do sacerdote é parte integrante indispensável, a dos fieis é recomendada mas livre. Diz Pio XII: “O Sacrifício Eucarístico consiste essencialmente na imolação incruenta da vítima – imolação que é misticamente manifestada pela separação das sagradas espécies – e na sua oblação feita ao Pai Eterno. A Sagrada Comunhão pertence à integridade do Sacrifício e à participação nele; sendo absolutamente necessária por parte do ministro sagrado, enquanto por parte dos fieis é apenas muito recomendável” (Mediator Dei, 111). Embora pois a Comunhão seja o melhor modo de participar da Missa (Sacros Conc., 55), contudo, mesmo não podendo ou não querendo alguém comungar sacramentalmente, fica ele obrigado a assistir à Santa Missa do domingo. A Igreja aconselha nesse caso a Comunhão espiritual (MD, 113)
Não vale o mesmo assistir à Missa vespertina do sábado?
De acordo com a Instrução “Eucharisticum Mysterium” (n. 28), a concessão de se antecipar para o sábado à tarde o cumprimento do preceito dominical não pretende obscurecer o sentido católico do Domingo (em certa oposição ao costume israelita). Seu objetivo é simplesmente facilitar a celebração do mesmo mistério pascal aos que encontram dificuldade para fazê-lo no próprio Dia do Senhor.
Quais são os dias santos além do domingo?
Atualmente variam conforme as nações. No Brasil, depois que a Epifania e Ascensão passaram para o domingo, agora são apenas quatro: 1º de janeiro (Santa Mãe de Deus); Corpo de Deus (Corpus Christi); Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Natal (25 de dezembro). A pedido de nossa Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), a Santa Sé autorizou (a 14-10-71) a passar também para o domingo as antigas festas de Assunção e Todos os Santos.
Os trabalhos servis nunca são permitidos nos dias santos?
Há exceções evidentemente. Permitem-se nos dias santos os trabalhos indispensáveis ao culto e ao serviço público ou doméstico, e aqueles que são exigidos pela caridade ou que não se podem omitir sem grave incômodo e ainda os que o legítimo costume considerar como leves ocupações (costurar, escrever à máquina (atualizando, hoje, diria que algum trabalho necessário de digitação) etc. – Cfr. n. 131).
Que mais se aconselha nos dias santos?
Além da Missa e do descanso, convém que os católicos, na medida do possível, dediquem algum tempo nos dias santos a outros atos de piedade e religião (como à catequese e à leitura espiritual), às obras de misericórdia e aos demais deveres caritativos e sociais.
Ainda o Domingo...
Por que a Igreja manda santificar o Domingo,
em vez do Sábado da Antiga Lei?
Responde o Vaticano II que isto recebemos da Tradição dos Apóstolos, para comemorar a Ressurreição de Cristo, que se deu nesse dia. “Por isto o domingo é o principal dia de festa que deve ser proposto e inculcado à piedade dos fieis, de tal modo que se torne também um dia de alegria e descanso do trabalho”, no qual todos reunidos ouçam a Palavra de Deus e participem do mistério pascal renovado na Eucaristia (SC, 106; Eucharisticum Mysterium, 25).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mandamentos...

Decálogo

Deus deu o decálogo aos Judeus sobre o monte Sinai.
Decálogo significa 10 palavras.
O Antigo Testamento diz que os Mandamentos são 10.
(Êx 20,17; Deut 5,6-21).
No sermão da Montanha (Mt 5,6-7), Jesus Cristo aperfeiçoou vários mandamentos do decálogo:
“Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento” (Mt5,17).
A Igreja católica, assistida pelo Espírito Santo, modificou no sentido cristão a forma do Decálogo.

Os Mandamentos de Deus são 10:
1º: Amar a Deus sobre todas as coisas;
2º: Não tomar seu santo nome em vão;
3º : Guardar domingos e festas;
4º : Honrar pai e mãe;
5º: Não matar;
6º: Não pecar contra a castidade;
7º : Não furtar;
8º: Não levantar falso testemunho;
9º : Não desejar a mulher do próximo;
10º: Não cobiçar as coisas alheias.
“Com teus preceitos sou capaz de discernir e detestar todo o caminho mau” (Sl 118,104)

Os Mandamentos da Igreja são 5:
1º:
Participar da missa aos domingos e festas;
2º: Confessar-se ao menos uma vez cada ano;
3º: Comungar aos menos uma vez na Páscoa;
4º: Fazer as penitências que a Igreja impõe;
5º: Ajudar a Igreja em suas necessidades.
Estes mandamentos são como um comlemento do 3º mandamento da lei de Deus. Jesus conferiu à sua Igreja os mesmos poderes que ele tinha de seu Pai: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,2)... tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu...” (Mt 18,18) “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou” (Lc 10,16).

Os Mandamentos da Caridade:
1º: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, de todo o entendimento e de todas as tuas forças.”
2º:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12,30-31); (Mt 22,37-40).
Os dois mandamentos são inseparáveis e ao praticar o segundo, sabemos que realmente amamos a Deus. Este fato não retira, todavia, do primeiro mandamento a sua primazia. Disse Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34-35).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Bem-Aventuranças...

As bem-aventuranças evangélicas são atos sobrenaturais, obras de virtude ou efeitos dos dons do Espírito Santo, pelos quais Jesus Cristo prometeu, já nesta vida, a felicidade inicial, fruto da esperança certa de se obter o prêmi eterno.
São ensinamentos que, Jesus pregou no Sermão da Montanha para ensinar e revelar aos homens a verdadeira felicidade. (Mateus 5, 3-12).

São elas:

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem,
quando vos perseguirem e disserem falsamente
todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus,
pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

Quais são os felizes, conforme as máximas do mundo?
Exatamente o contrário do que disse Jesus, o mundo chama bem-aventurados os que possuem riquezas e honrarias, os que dominam pela força, os que se riem e se fartam de comer, beber e gozar.
Que se entende por pobres de espírito?
Os pobres de espírito, felicitados por Jesus, são os que têm o coração desapegado dos bens terrenos, especialmente riquezas e honras; fazem bom uso delas, quando as possuem; não as cobiçam fraudulentamente, quando faltam; e sofrem com resignação, quando são delas privados.
Quais são os misericordiosos, mansos e pacíficos?
Misericordiosos são os que, por amor de Deus, se compadecem das necessidades espirituais e corporais do próximo, socorrendo-os conforme suas possibilidades. – Mansos são os que tratam com brandura seus semelhantes, suportam pacientemente seus defeitos e injúrias, sem queixas ou sentimentos de vingança. – Pacíficos são os que, além dessa paciência com os outros e consigo mesmos, procuram também semear a paz entre os que vivem na discórdia.
Quais são os puros de coração e os que têm fome e sede de justiça?
Os puros ou limpos de coração são os que não mantêm afeto ao pecado, pelo contrário fogem dele, evitando particularmente as culpas graves e toda espécie de impureza. – Os que sentem fome e sede de justiça são os que desejam adiantar-se sempre mais na perfeição e na prática das boas obras, sobretudo sociais.
Quais são os que se dizem felizes apesar de chorarem e padecerem perseguição?
Os que choram e, contudo se chamam bem-aventurados são os que recebem das mãos de Deus os males desta vida, afligindo-se pelos pecados cometidos, pelos escândalos do mundo e pelos perigos de se perderem. – Igualmente se chamam bem-aventurados os perseguidos, quando padecem calúnias, insultos e maus tratos por amor de Jesus Cristo, em defesa da fé ou de qualquer outra virtude.
Que significam as recompensas prometidas por Cristo às oito Bem-aventuranças?
Sob nomes diversos, todas significam substancialmente a glória eterna do paraíso; porém não deixam de incluir já nesta vida, embora de modo imperfeito, por princípio dessa felicidade futura, que consiste na paz da consciência e consolação interior, com a alegria da graça de Deus, e da amizade dos irmãos, numa suficiente prosperidade dos bens temporais.

CIC