"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Igreja é obra de Deus e sofrer por Jesus é alegria...


http://partilhandonossafe.blogspot.com.br/2011/05/martirio-dos-nossos-dias.html
At 5,12-42

Após o Pentecostes, a Igreja de Cristo começa a crescer...
Vocês sabem que o Templo de Jerusalém tinha um átrio muito grande com pórticos, chamado átrio dos Gentios ou pórtico de Salomão. Sendo espaçoso, os Apóstolos o tinham escolhido para as suas reuniões. Ali davam instruções aos novos crentes.

As conversões de homens e de mulheres cresciam cada vez mais; eram frequentes, os milagres operados pelos Apóstolos. Traziam para fora os doentes e os acomodavam sobre leitos e acolchoados, a fim de que, quando Pedro passasse, os tocasse ao menos com sua sombra e fossem curados. Para o pórtico de Salomão, pois, começaram a acorrer muitas pessoas das aldeias e das cidades vizinhas.
Era demais! O Sumo Sacerdote e seus partidários, cheios de ira e de inveja, ordenaram aos guardas do Templo que surpreendessem os Apóstolos e os fechassem na prisão. E assim foi feito. Mas, à noite, um Anjo do Senhor abriu-lhes as portas e levando-os para fora disse-lhes:

- “Ide, entrai no Templo e pregai ao povo”.
Ao despontar do dia, eles entraram no Templo e ensinavam.

Entretanto, naquele mesmo dia, foi convocado o Sinédrio para julgar os Apóstolos aprisionados. Quando porém foram busca-los para os conduzir diante da assembleia, encontraram tudo em ordem na prisão, isto é, as sentinelas a postos, as portas fechadas mas dentro não havia ninguém. Referido o fato ao comandante da guarda, ele não sabia como explicá-lo. Nesse momento, alguém chegando lhes disse:
- “Aqueles que estavam no cárcere estão agora no Templo ensinando o povo”.

Então o comandante correu para lá com todos os guardas, prenderam-nos e os conduziram ao Sumo Sacerdote que assim lhes falou:
- “Mas nós não vos proibimos de ensinar em nome de Jesus? E eis que vós espalhais por toda Jerusalém os vossos ensinamentos”.

Pedro e os outros Apóstolos responderam que era preciso obedecer antes a Deus que aos homens. Aquele Jesus, diziam, que os judeus tinham mandado para a morte, tinha ressuscitado e foi elevado pela mão de Deus, como príncipe e Salvador, a fim de que o povo de Israel se arrependa e obtenha a remissão dos pecados.
Estas palavras fizeram fremir e encher de indignação os do Sinédrio; queriam mandá-los todos à morte. Então levantou-se um fariseu chamado Gamaliel, doutor da Lei e muito estimado pelo povo, que mandou sair por um momento os Apóstolos e então falou:

- “Israelitas, tende cuidado com esses homens e pensai bem o que ides fazer. Não vos ocupeis com eles e deixai-os ir; porque se todo este movimento é obra humana, acabará por si mesmo; mas se é obra divina, não podereis destruí-la e estareis em risco de combater contra o próprio Deus”.
Agradou-lhes este conselho e, chamando os Apóstolos, depois de mandá-los açoitar, libertaram-nos com ordem de não falar mais em Jesus.

Eles saíram de lá muito alegres, por ter sofrido um pouco pelo seu Senhor; e, por toda a parte, nas casas se no Templo, não deixavam passar um só dia sem pregar que Jesus era o Cristo.
Falem também vocês de Jesus e da sua Santa Igreja aos seus companheiros e não tenham medo de nada. Conquistem almas para o Reino dos Céus. Façam um pouco de ação Católica. Defendam a Boa Imprensa. Nenhuma força poderá destruir a Igreja do Senhor.

A Pequena Bíblia - P. César Gallina

domingo, 6 de maio de 2012

Qual o segredo da eterna juventude da Igreja?

Qual o segredo da  eterna vitória da Igreja? É simples: A Igreja é Cristo continuando no mundo.

Parece incrível, mas é assim mesmo, Cristo, continuando na história, encarnado na história, presente na Igreja, continua vencendo todas as batalhas tramadas contra Ele e a sua Igreja.
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje, sempre” Hb 13.8.

Como foram ingênuos os fariseus, os legistas, os inimigos de Deus, ao tempo de Cristo, assim são ingênuos, terrivelmente ingênuos e insensatos os inimigos de Cristo de hoje, que o atacam nos membros de seu Corpo, a Igreja.

Parece que, para eles, a história não é Mestra da vida, pois não aprenderam a lição dos antigos inimigos de Cristo que foram varridos com um sopro de sua boca.
“Não prevalecerão contra ela” Mt 16,19.

Estas palavras de Cristo não são conhecidas, ou são esquecidas, ou não são tomadas a sério por todos os que “por estupidez e por trágica puerilidade tentaram demolir a Igreja como se tratasse de uma velha construção em demolição”.
A Igreja é humana, sim, mas é também divina, porque nas veias de seus membros corre sangue divino, quero dizer, a vida divina, a graça.

E atacar, caluniar, perseguir os membros, é perseguir a Cabeça, o Cristo em pessoa.
“Não prevalecerão”, nem os inimigos declarados, nem os disfarçados de amigos, isto é, os cobertos com pele de cordeiros, mas que na realidade, por dentro, são os piores inimigos dela.

Os vários Herodes, os vários Neros, os vários Dioclecianos, os vários principetos cheios de orgulho, de ambição, os vários Voltaires, os vários Renans, as várias associações secretas, as grandes heresias, as várias cismas, as rebeliões, os influxos paganizadores, o cientismo, o iluminismo, o racismo, as falsas correntes filosóficas, o modernismo, o comunismo, o liberalismo, o capitalismo, os apegados com unhas e dentes às tradições vácuas e inúteis, os modernos detentores do poder econômico... uniram e unem seus esforços, seus assaltos para destruir a Igreja ou para silenciá-la: Por fora, caluniando, ridicularizando, expulsando, matando seus membros, suas instituições, sua doutrina divina, ou rebelando-se, disfarçadamente, contra a legítima autoridade.
Todos passaram, passam e passarão, e com eles seu ódio, sua estupidez, suas tentativas de arranhar a Igreja de Cristo.

E a Igreja, apesar de tudo e de todos, conhece sempre sua eterna juventude. Uma juventude sempre mais vigorosa e robusta e atuante, num mundo sempre mais velho e cansado e que sente seu envelhecimento precoce de sua civilização humana decadente.
Qual o segredo da eterna juventude da Igreja? Qual o segredo da eterna vitória da Igreja sobre todos os seus inimigos? É simples: A IGREJA É CRISTO CONTINUANDO NO MUNDO.                     

É Cristo, ontem, hoje, sempre, diz e reafirma: - “EU VENCI O MUNDO”.
A Igreja é como “o sol da terra. Quando diminui, começam a aparecer os vermes na terra”.

Quando em algum lugar, se conseguiu fazê-la desaparecer “a podridão foi geral”. É simplesmente impossível viver fora da órbita de Cristo e da sua Igreja. Afinal Ele disse: - “Eu sou a luz do mundo”, isto é, Ele, o Cristo, é o Sol.
- O SOL que ilumina o universo. Sem Ele não há vida.

Também os que tentam encobrir-se para não se fazer iluminar, ainda se encontram com Ele.
“A maior tolice moderna, o maior engano que se possa cometer é de considerar o cristianismo como uma época qualquer da história a qual, fechada, deve dar lugar a outra”. (Giuliotti)

A Caminhada que a Igreja fez pelos meandros da história, é o maior milagre de Cristo, o mais visível, o mais estrepitoso, o mais verificável pelos que têm inteligência.
Aquele pequeno grupinho de gente, os doze apóstolos, outrora medrosos e ciumentos como crianças, agora batizados no Espírito Santo, no dia de Pentecostes, alimentados, diariamente, com a “FRAÇÃO DO PÃO”, partem pelo mundo, sem armas, mas com a arma do amor e o escudo da fé, para dominar o mundo pelo amor.

Toda espécie de obstáculos devem enfrentar: as violências, as cruzes, as heresias, os metidos a potentes e a dominadores, as potências do mal e da irracionalidade.
Apesar de tudo, a pequena BARCA de Pedro avança pelo mar da história, deixando atrás de sua esteira os reinos, os impérios, as doutrinas falsas, as civilizações como rúderes; os esqueletos dos homens mais poderosos... Avança qual máquina arrasadora, sem derramar sangue ou criar ódios, mas deixando a paz e a concórdia entre os povos.

“Cumpre, sem derramar sangue, as mais extraordinárias revoluções.
Depois de ter reabilitado a mulher, a criança, o trabalhador, destruída a escravidão na cidade romana, educa os bárbaros (os civiliza), impõe a eles o direito de gente. Transforma com a cavalaria a sociedade feudal.

Salva as artes, cobre a terra com uma selva de catedrais.
Nenhuma desventura, nenhuma tara, nenhuma dor humana a deixa insensível.

Abre asilos, dos pais e mães aos meninos órfãos, aos velhos, às mulheres perdidas, aos delinquentes, aos forçados (condenados), aos incuráveis, aos loucos. Ela se fecha no lazarento com os leprosos.
Penetra nas matas virgens à procura de canibais, e dos escravistas, para lhes anunciar a lei da justiça e do amor. A mesma lei que prega aos grandes, aos Neros, aos Teodósios, aos Henriques VIII, aos Luiz XIV, aos Napoleões.

A Ela se responde com a violência, como sarcasmo, com o martírio.
Opõe-lhe-se a razão, a ciência, a escola, a politica. Ela espera.

Ela sabe que amanhã, a humanidade voltará a Ela, espantada, para pedir a salvação: as palavras de vida eterna, a esmolar a paz, a honra da sociedade, das quais Ela guarda o segredo” Albert Bessieres.
Mais de vinte séculos de história se passaram, e Ela está aí, jovem, cheia de vida, impertérrita, imperturbável, destemida, amorosa, humilde, estendendo a mão a todos os fracassados, desiludidos, frustrados deste mundo.

Para lhes dar segurança, paz, certeza da Salvação.
IGREJA = Cristo, ontem, hoje, sempre. “EU VENCI O MUNDO”.

Frei Battistini - Meu Cristo Total Hoje
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Um comentário da autora do Blog:

Naturalmente lendo tão belo texto, em algum momento podemos pensar que durante a caminhada da Igreja houve derramamento de sangue, mas fiquemos atentos ao contexto: a Igreja teve e tem muitos inimigos e por isso teve aqueles que agiram por conta própria, concepções e batalhas pessoais, vaidades, políticas e que acabou por ser derramado sangue de inocentes. A Igreja é santa por que é de Deus e é pecadora porque feita de homens. Nunca nos esqueçamos disso. Lembremo-nos sempre dos santos que combateram todos os tipos de heresias cometidas, especialmente, dentro da Igreja de Cristo. Ninguém duvide de que o inimigo sempre andou nas fileiras da Igreja, lado a lado com o povo de Deus e... sempre andará, até o final dos tempos. Senão fosse assim, Jesus não teria nos alertado e prometido que “nem as portas do inferno prevaleceriam contra ela”. Algum motivo existe para essa promessa e nas entrelinhas, um alerta.  

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Identificação de Cristo com a Igreja


A Igreja é Cristo que salva

Frei Battistini

A Igreja não é algo separado de Cristo.

A Igreja não é uma instituição separada de Cristo.

A Igreja não é “a voz de Cristo” que age em separado d’Ele.

A Igreja é o próprio Cristo Jesus, que age, santifica e salva. Ontem, hoje e sempre.

A Igreja é um prolongamento de Cristo no mundo.

A Igreja é o Cristo presente nos seus membros.

A vida divina de Cristo é a vida divina da Igreja.

“Do mesmo modo que, em um só corpo, nós temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, ASSIM NÓS, TODOS JUNTOS, CONSTITUIMOS EM CRISTO UM CORPO ÚNICO” Rm 12,4-5.

E também: “Com efeito, o corpo é um e, não obstante, tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo. Assim também acontece com Cristo” 1Cor 12,12.

Como a cabeça de um corpo é inseparável dos membros, assim também, Cristo, Cabeça da Igreja, e, os cristãos, membros da Igreja, são inseparáveis.

Quem pretende considerar a Igreja separada de Cristo, se prepara para ter na sua frente um cadáver, e não mais um organismo vivente.

Jesus disse abertamente que estará com os apóstolos para sempre.

“Estarei convosco até o fim do mundo” Mt 28,20.

- Cristo continua salvando o mundo pela sua Obra, que é Ele mesmo agindo pela sua Obra, a Igreja.

“Deus não enviou seu filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja SALVO POR ELE”, isto é, pela sua Igreja” Jo 3,17.

Jesus se identifica na voz dos apóstolos.

“Quem vou ouve, a mim ouve” Lc 10,16.

- Batizar é santificar. Quem derrama água na cabeça do homem é o sacerdote ou o simples cristão. Mas quem santifica, quem transforma, quem comunica a vida de Deus, é Cristo.

- “Recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” Jo 20,20.

Quem faz o gesto do perdão, e quem pronuncia as palavras do perdão, é o sacerdote, mas quem dá o perdão de Deus, é Cristo.

- Mais claramente os Santos Padres declaram: “Seja quem batize Pedro, é Cristo que batiza. Seja quem batize Paulo, é Cristo que batiza. Seja quem batize Judas, é Cristo que batiza”.

- Cada membro da Igreja em relação à Vida Eterna não é capaz de realizar nada, sem a graça de Cristo. De fato: “Sem mim nada podeis fazer”.

- Bem claramente São Paulo nos aprofunda nesta verdade. Todo crescimento da Igreja, toda atividade e toda ação dos membros provém da cabeça.

“Dele, todo corpo, bem ajustado, e solidamente coeso por meio de todas as junturas de comunicações, segundo à atividade proporcionada a cada um dos membros, REALIZA DO SEU CRESCIMENTO E SE VAI EDIFICANDO NA CARIDADE” Ef 4,16.

- E mais explicitamente Paulo afirma: “Ele, Cristo, é a cabeça do corpo que é a Igreja” Cl 1,18.

- Perseguindo os membros da Igreja é a Cristo que se persegue: São Paulo estava perseguindo e matando os cristãos. Andando pra Damasco, a voz de Cristo gritou: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” At 9,4.

A identificação de Cristo com a Igreja é evidente.

Ouvindo a Igreja, ouve-se Cristo. Perseguindo a Igreja, persegue-se Cristo.

Aderindo a Igreja, adere-se a Cristo. Amando a Igreja, ama-se a Cristo. Criticando a Igreja, critica-se Cristo.

Sendo membro da Igreja, é-se membro de Cristo.

Hoje há quem avança a ideia de que Cristo não teve a intenção de fundar uma Igreja, baseando-se unicamente na organização atual.

Estes podemos compará-los àquele médico que esquartejava cadáveres para encontrar a alma do homem; não encontrando, concluiu que o homem não tem alma, mas é tudo matéria. Que raciocinem!

O grande Bossuet diz: “A Igreja é Jesus Cristo difundido e participado. É Jesus Cristo todo inteiro. Jesus Cristo homem perfeito, Jesus Cristo na sua plenitude”.

Também o grande Teólogo Moehler escreve: “Se o Filho do Altíssimo tivesse descido no coração do homem sem assumir uma forma corpórea, seria claro que Ele tivesse fundado uma Igreja invisível e puramente interior. Mas, dado que O VERBO SE FEZ CARNE, para reconquistar o homem ao Reino dos Céus, quis sofrer e agir à maneira dos homens. Deste ponto de vista, continua Moehler, a Igreja é, pois, Jesus Cristo que se renova incessantemente, e continuamente reaparece sob forma humana: É A ENCARNAÇAO PERMANENTE DO FILHO DE DEUS”.

Também Lippert nos dá uma outra imagem não menos clara e viva.

“A Igreja se apresenta assim não só como uma instituição fundada por Cristo Jesus, me dado momento histórico, mas também como uma realidade que, em cada ponto de sua duração, não cessa de NASCER DE CRISTO como um rio imenso, que emergindo da invisível profundidade da alma, DILAGA no mundo visível da organização, como a pulsação ao ritmo da qual se move toda a história universal de um coração eternamente vivo” (Lippert: A Igreja de Cristo).

“Não sou eu que vivo. É Cristo que vive em mim!” Gl 2,20

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Igreja e as Seitas



Frei Battistini

a) A Igreja de Jesus é a que vimos agora, fundada por ele mesmo, sobre Pedro e os apóstolos, é CAMINHO de Salvação.

Desde os apóstolos, até agora, a Igreja de Jesus, fiel a seu Fundador, prega o mesmo Evangelho, celebra os mesmos sacramentos, obedece à mesma autoridade, o papa. A Igreja Católica é a Igreja de Cristo.

É o único Caminho certo e verdadeiro traçado por Cristo.

Ser católico é como ser o passageiro a bordo de um grande navio que atravessa o mundo e zarpa seguro para a praia da eternidade, a Salvação.

b) As SEITAS. E as seitas, quem as inventou? Não têm nenhuma ligação com Cristo e nem com os apóstolos. Seus fundadores são homens, simples homens.

Muitas vezes são homens desequilibrados. As seitas seguem a orientação, não dos apóstolos e nem de Pedro, mas de seus fundadores.

Hoje temos mais de mil seitas espalhadas pelo mundo, cada uma diferente da outra, cada uma pregando um evangelho diferente, cada uma acusando-se mutuamente. As seitas não vêm de Deus. As seitas não são caminho de salvação. Os apóstolos condenaram todos os que iniciaram movimentos semelhantes.

- Ouçamos as palavras dos apóstolos: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,3-6).

- “Recomendo-vos, irmãos, que tomeis CUIDADO com os que produzem DIVISÕES contra a doutrina que aprendestes” (Gl 1,9).

- A vontade de Jesus é esta: “que haja um só pastor e um só rebanho” (Jo 10,16).

Um só rebanho, isto é, uma só Igreja, um só povo de Deus.

Um só pastor, isto é, um só chefe, Pedro, para “apascentar as ovelhas” (Jo 21,15).

Quem segue os fundadores de seitas não está absolutamente no Caminho da Salvação.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Igreja de Cristo é Caminho de Salvação

Por Frei Battistini


a) Jesus fundou a sua Igreja sobre Pedro e os apóstolos.
Esta Igreja é continuação de Cristos no mundo.
Cristo está presente no mundo pela sua Igreja.

- “A quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16).
- “Estarei convosco até o fim dos tempos” (Mt 28,20).
- “Ele, Cristo, é a Cabeça do Corpo, que é a Igreja” (Ef 4,16).

Cristo está presente no mundo na sua Igreja. Por isso, “aceitar Cristo é aceitar a Igreja” (Catequese Renovada 203).
- “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

b) Depois que Jesus voltou para o céu, a Igreja era chamada “Caminho” do Senhor.
- “Tinham sido instruídos no CAMINHO DO SENHOR” (At 18,26). O Caminho do Senhor é a Igreja.
- “Irmãos, temos plena garantia para entrar no Santuário (Salvação) pelo sangue de Cristo. Nele temos um CAMINHO NOVO (Igreja) que ele mesmo inaugurou (fundou) através do véu, quer dizer, através da sua humanidade” (Hb 10,19).


A Igreja então é CAMINHO da Salvação.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As perseguições e calúnias, hoje...


Em todas as nações a Igreja é acusada de muitos e muitos fatos.

Alguns a acusam de ser antiquada, imóvel. Outros a acusa de fazer demais, até o que não deve fazer. Alguns a acusam de estar ao lado dos ricos. Outros a persegue porque está ajudando e desenvolvendo os pobres.

Alguns querem que a Igreja fique na Sacristia. Outros querem a Igreja na praça, fazendo as revoluções.

Alguns, já doutores, a acusam de retrógada. Mas, os mesmos se esquecem que aprenderam as primeiras letras do alfabeto e a comer como o garfo, na Casa Paroquial.

Muitos sub-secretários dos sub-secretários e alguns fardados, acusam alguns membros de comunistas. Mas porque ajudam os pobres a se desenvolverem.

Muitos falsificam seus documentos oficiais dirigidos ao povo. Mas porque contém a verdade.

Muitos acusam a Igreja de se meter em política. Mas porque ela esclarece para que o cidadão vote nos mais honestos e mais capazes.

Muitos instalam processos iníquos contra seus membros. Mas porque ensinam ao povo a conhecer seus direitos de homens livres. O fato porém, é que, quando os nossos, estão em apuros ou afogando, recorrem a Ela, à Igreja, para nela encontrar conforto, ajuda a salvação.

Críticas e calúnias a Igreja de Cristo as têm recebidos de todos. Mas isto não é novidade. Não faz mal. Não preocupam, pois o Cristo se encarrega de varrer os inimigos, como varreu os seus, com a sua Ressurreição.

Frei Battistini

sábado, 24 de julho de 2010

Nosso coração, uma rede...


Na rede que não arrebenta, apesar de tanto peixe, está retratada a Igreja de Cristo, com sua missão de congregar os povos do mundo na unidade do amor e da fé; abrindo para eles o feliz horizonte da esperança.

E é bom lembrar que “igreja” não é um lugar físico: é o novo modo de ser, inaugurado por Cristo. Não é amontoado de pessoas que convivem sem conhecer-se, que se encontram sem cumprimentar-se, que sofrem sem consolar-se, que morrem sem amar-se: é a nova comunidade de irmãos remida pelo sangue de Cristo. Nem é instituição piramidal, papel-carbono dos reinos deste mundo, ciumentos de seu poder e cobradores impiedosos da obediência na grande massa sem nome, sem rosto e sem voz: é a nova mesa do amor em que todos repartem o mesmo Pão.

A Igreja é a rede que Deus fez. Jamais arrebentará, ainda que todos os seres humanos do Planeta Terra entrassem nela.

Só que ela começa a se estender a partir das fronteiras do coração de cada um de nós. Da capacidade de nós acolhermos todos os homens e mulheres, de reconhecê-los, perdoá-los e amá-los como irmãos, depende o sucesso da rede-Igreja. É verdade que a robustez dela é garantida pelo Espírito Santo; mas nós, negando-nos ao amor fraterno, bem que somos capazes de frustrar a ação do mesmo Espírito Santo.

Nosso racismo e nossa intolerância, nosso egoísmo e nosso comodismo, nossa injustiça e nossa violência: bem como nossa incapacidade de captar as aspirações e esperanças do homem de hoje: tudo isso é que pode produzir rasgões irreparáveis na rede de Cristo ou levá-la a arrebentar de uma vez...

Se nosso coração é aquela rede, nele precisam ter livre acesso o negro como o branco, o pobre como o rico, o mendigo como o bem trajado, o forte como o fraco, o pequeno como o grande, o pecador como o santo...

O vigor da rede, também se nutre do vigor do nosso amor!

                                                                                                   Pe. Virgílio, ssp

sábado, 5 de junho de 2010

A importância de estar com Pedro...




Padre Virgílio, ssp

Por natureza somos intolerantes com relação a qualquer tipo de autoridade. Ciumentos de nossa liberdade, zelosos pelas nossas opiniões, na admitimos que outros venham nos dizer o que está certo e o que está errado; o que é lícito e o que é proibido; o que é moral e o que é imoral; em que devemos crer e em que não devemos crer.
E é por isso que com toda leviandade contestamos a palavra do Papa, suas orientações, suas posições e suas atitudes. Que são sempre inspiradas no Evangelho; mas nem sempre batem com nosso ponto de vista ou com nosso utilitarismo. E ficamos aguardando o dia em que o Papa legalize o divórcio, solte a pílula, sacramente o aborto e, quem sabe, se decida a reduzir o número dos mandamentos.
Mas o Papa está aí para nos lembrar o que se pode “desligar” e o que se deve “ligar”. E, também, para nos advertir que a problemática do divórcio, do aborto etc., deve ser vista com os olhos da fé. Tendo fé no Deus da vida, do amor e da unidade, será mais fácil fugirmos das atitudes contrárias à vida, ao amor e à unidade. Nem o Papa tem autoridade para apagar sequer uma só exigência da fé...
É importante ficarmos com Pedro, isto é, com o Papa, na hora em que a fé está em jogo; para não cairmos na arapuca do individualismo ou na desgraça da desunião; e para acertarmos a justa maneira de crer e a justa maneira de agir. A fé tem de ser “convivida” em comunidade, não apenas “vivida” a nível individual. Não é possível que cada um tenha um credo pessoal, uma religião pessoal e uma Igreja pessoal...
Pedro, sozinho, não é toda a Igreja. Porém, sem ele, não há Igreja. E só nele temos o ponto de referência de nossa fé e a garantia de que não somos grupos isolados, mas povo de Deus...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Igreja: Para quê?

Dom Estêvão Bettencourt O.S.B.

Em nossos dias há cristãos que professam Jesus Cristo, mas são avessos à Igreja, que eles não frequentam por diversos motivos ou, às vezes, sem motivo algum. Privatizam a sua fé, como se diz.Tal atitude não é cristã. Deriva-se do desconhecimento do que seja realmente o Cristianismo. Com efeito; ser cristão não é simplesmente crer em Deus e valer-se dos benefícios espirituais (reconforto, estímulo...) que o Evangelho proporciona. É crer em Deus como Jesus Cristo O revelou.
Ora o Deus da Revelação cristã é precisamente o Deus da Aliança..., Aliança Antiga travada com os patriarcas, e Aliança Nova, selada pelo sangue do próprio Cristo. Jesus se apresentou como o Mediador da nova e definitiva Aliança. Esta não diz respeito apenas à coletividade, mas refere-se a cada um dos seres humanos. Por conseguinte, ser cristão significa ser membro de um povo com o qual Deus fez Aliança, e participar da vida desse povo.
A Aliança, na Escritura, é comparada à união nupcial: Deus quer ser o Esposo da Filha de Sion (cf. Is 54, 5-7); fazendo-se homem em Jesus Cristo, Ele é o Esposo da Igreja (cf. Ef 5,25-30; 2Cor 11,2); trata-se, pois, de um pacto de amor destinado a transmitir a vida divina aos homens. Ora cada cristão é uma miniatura da Igreja (mikroekklesia); ele comunga com a Igreja e realiza em si uma parcela da Aliança existente entre Cristo e a Igreja.
Jesus, em sua paciente tarefa pedagógica, quis suscitar nos discípulos a consciência dessa grande realidade de viverem em comunhão...: “Não temais, pequeno rebanho...” (Lc 12,32). “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio” (Jo 20,21), “Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; eu, porém, roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quanto te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22,31s).
De resto, não poderia ser outro o caminho de crescimento espiritual do cristão. Como seres humanos, fomos feitos para viver em sociedade (família, escola, profissão...), onde encontramos os meios para nos desenvolver e realizar plenamente, saindo de nosso egoísmo. Também assim se processa a nossa santificação: é na Igreja, onde Cristo vive como em seu sacramento primordial, que recebemos a vida divina e o penhor da herança eterna.
As falhas que possamos encontrar em nossos irmãos, não nos surpreendem, visto que ninguém está isento de cometer iguais ou piores. O mistério da Encarnação ou do Deus revelado através do humano se prolonga na vida de cada cristão... Sem isso o Cristianismo é rótulo, é um belo nome esvaziado de seu rico conteúdo.Revista Pergunte e Responderemos – Agosto 1993 – nº 375
Imagem: gentedefe.com/thiagosmcj/

sábado, 14 de novembro de 2009

A Igreja Triunfa no Mundo

A consequência na Igreja da perseguição e a resistência dos cristãos são muito significativas para o desenvolvimento inteiro da própria Igreja e para a vivência de sua fé. Essa resistência já tinha sido preparada: Cristo mesmo foi executado na cruz. As perseguições acompanharam a comunidade cristã desde o início, primeiro pelos judeus, até mesmo fora da Palestina, depois pelo Estado Romano.
A Igreja com consciência de que está exposta a revezes e sofrimentos por causa de sua fé. É estrangeira e peregrina neste mundo para anunciar seu Senhor porque acredita que Ele é o Senhor e Salvador do mundo (Mt 26,51-54; Jo 18,36s). Assim como o Pai enviou o Filho, assim também o Filho enviou os seus não para condenar o mundo, mas para que este seja por eles salvo (Jo 3,14-18; 15,16s). No ano de 313, quando os cristãos formavam uma significativa porção no Império, o imperador romano Constantino I promulga o “Edito de Milão”, que garante a liberdade de culto para toda a igreja.
(História da Igreja)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Igreja: Presença de Cristo no Mundo

Uma história para ilustrar: Um estranho convite espalhou-se numa certa cidadezinha causando tremendo assombro: “Convida-se para o enterro da Igreja”... Pode ser que você já conheça a estória do “enterro da Igreja”. Mas é muito ilustrativa e assim vamos contá-la de novo. Certa vez, um padre novo foi enviado a uma pequena paróquia do interior. Era um povoado de pouca gente, mas de muitos problemas. O povo gastava o tempo em questõezinhas políticas e falatórios da vida alheia. Embora todos se dissessem católicos, a igreja estava sempre vazia. E o padre novo cheio de ideal e de esperança, queria ver a igreja lotada, o povo cantando, rezando e trabalhando unido. Mas foi uma decepção. Na sua chegada houve até uma festa, com discursos e promessas, etc. Mas, não passou disso. Às missas não vinha ninguém. O padre estava desanimado com aquela indiferença. Certo dia, porém, teve uma ideia. Percebendo que o povo gostava de novidades, inventou uma boa: convidou o povo para o enterro da Igreja! A notícia espalhou-se rapidamente. A data estava marcada: o “enterro da Igreja” seria no próximo domingo, às 17h. Durante a semana a notícia se espalhou, mas sem dúvida, acrescentado de um comentariozinho de gozação: “Esse padre não bate bem. Vamos ver o que ele vai aprontar!” E era isso mesmo que o padre queria: chamar a atenção de todos. Reunir o maior número possível de paroquianos. E deu certo. Todo mundo queria assistir o tal “enterro da Igreja”. Nunca um domingo foi tao esperado como aquele. Durante a tarde toda foi chegando gente. O povo não cabia mais na Igreja. Junto à porta da matriz estava um caixão roxo com quatro velas grossas. O ambiente foi ficando sério. No meio de tanta curiosidade, criou-se também um clima de respeito. Finalmente o padre novo pôs o povo em duas filas, uma de cada lado do caixão, para que todos silenciosamente pudessem ver pela última vez a “Mãe-Igreja” e dela se despedissem.Estava revelado o mistério. Ninguém saiu rindo, mas envergonhado, muitos deles cobrindo o rosto com a mão. No fundo daquele caixão vazio, o padre havia colocado um grande espelho. E cada um via lá dentro o seu próprio rosto: a Igreja estava morta na pessoa de cada paroquiano que não vivia a fé!
Esta estória é muito citada, realmente, pois que é bem prática para nos mostrar que nós somos a Igreja. Cristo é a cabeça e nós os membros e todos formamos um só Corpo.
Alguns alteram a estória, aumentam ou a diminuem conforme a mensagem que desejam passar.
Mas, a mensagem mais forte, sem dúvida é que se afirmamos que cremos em Jesus, então a pergunta é: Como viver a nossa fé sem a Igreja; sem a Igreja que Ele mesmo fundou
como lemos em Mt 16,13-20?
A Igreja é um conjunto de pessoas que professam a mesma fé. Assim que Igreja é comunidade dos que aceitam Jesus Cristo como Salvador e vivem na fé, no amor, na unidade, na paz, na fraternidade, na justiça.
Já nos primeiros anos de nossa vida somos inseridos no Seio da Igreja através do Sacramento do Batismo e daí começa nossa caminhada até que um dia tenhamos a graça de encontrarmos a Deus, se assim merecermos.
A missão da Igreja é a nossa missão:- ser sinal de fé e esperança;
- ser luz no meio das trevas, do pecado, do egoísmo, das injustiças irradiando paz, justiça e fraternidade;
- fazer com que aconteça o Reino de Deus;
- ser sinal de Salvação.
Ler: Mt 5,14-16
Se não quisermos ser Igreja “defunta”, sejamos cristãos “vivos”, porque a Igreja está viva ou morta em você. Por isso diz o Senhor: “Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará” (Ef 5,14). A Igreja Universal concretiza-se aqui ou ali, nesta ou naquela comunidade real, viva e visível, que é a Igreja local ou paroquial. Por isso, não pode haver cristãos vagos, avulsos, desligados, sem compromisso algum com nenhuma comunidade.
Jesus fundou uma Igreja Universal, tendo como base os doze Apóstolos e como chefe Simão Pedro. Essa Igreja, porém, não ficou vagando no ar, mas se fez realidade visível nesta ou naquela cidade. É por isso que se diz: a Igreja de Jerusalém, a Igreja de Antioquia, a Igreja de Éfeso, a Igreja de Corinto, etc.
Foi aí, nessas Igrejas locais, que o Espírito Santo agiu e tornou presente o mistério da Salvação. Aliás foi em Antioquia que, pela primeira vez, os membros da Igreja receberam o nome de “cristão”, precisamente por serem vistos reunidos em comunidade em nome de Cristo (At 11,26). O próprio Cristo havia dito que esta seria a “marca” de sua Igreja: ser uma comunidade reunida no amor fraterno (Jo 13,35). E assim foi que a Igreja se manifestou ao mundo. Os cristãos reuniam-se nas casas e nos templos, diariamente, para ouvirem a Palavra de Deus, celebrarem a eucaristia, orarem juntos e se ajduarem fraternalmente, a tal ponto que os pagãos se admiravam de ver como eles sabiam viver em comunidade (At 2,42-47).

São 4 as notas características da Igreja: ela é UNA, é SANTA, CATÓLICA e APOSTÓLICA. Além disso dizemos que nossa Igreja é católica, apostólica, romana. CATÓLICA que dizer universal, espalhada por todo o mundo; APOSTÓLICA, iniciada com os Apóstolos, escolhido por Jesus; ROMANA, que seu chefe visível, o Papa, mora em Roma.

A Igreja nos dá normas que chamamos também mandamentos:
Os 5 mandamentos da Igreja são:
1º
Participar da missa nos domingos e dias santos.
2º Confessar-se ao menos uma vez por ano.
3º Comungar sempre que possível em cada missa.
4º Jejuar e não comer carne, quando manda a Igreja. (praticar algum ato de penitência às sextas-feiras).
5º Pagar o dízimo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Igreja Católica

Fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, é a sociedade de todos os cristãos, que professam a mesma fé, recebem os mesmos sacramentos, sob a obediência do Papa e seus legítimos pastores.

Jesus disse a Pedro:... tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja... Eu te darei as chaves do Reino dos Céus..." (Mt 16,18-19).

Igreja significa o Povo de Deus reunidos. Uma comunidade concreta de cristãos. Os membros deste povo são chamados: "eleitos - amados - santos".

Teologia da Igreja no NT:

- A Igreja é um mistério (Ef 3,1sss). Sacramento da presença de Cristo no meio dos homens (1Cor 15,45; 2Cor 3,17ss; Ef 4,13-15).

Notas da verdadeira Igreja:

Una: porque tem unidade de doutrina e governo.
Santa: porque tem por fim a santificação dos homens.
Católica: porque é universal e evangelizadora do mundo.
Apostólica: porque foi estabelecida pelos Apóstolos e sucessores.
Romana: porque tem como sede Roma.