"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sábado ou Domingo?



“Há igrejas que guardam o sábado em vez do domingo como dia dedicado ao Senhor e dia de descanso. A Bíblia fala dos dois dias. De onde vem nosso costume de celebrar o domingo e não o sábado como dia do Senhor, que a gente tem que descansar e ir à Missa?”

Essa pergunta foi feita a Dom Estêvão Bettencourt que respondeu-a em seu livro intitulado: Católicos Perguntam.

A Lei de Moisés, entre as suas prescrições mais antigas, mandava que os judeus descansassem no sétimo dia ou sábado (shabbath), dedicando-o totalmente ao Senhor (v. Ex 20,8; 23,12; 34,21). A palavra shabbath, em hebraico, significa repouso; está relacionada com sheba, sete em hebraico. Donde vemos que o conceito de sábado envolve tanto a ideia de repouso como a de sétimo dia.

Durante sua vida mortal, Jesus se submeteu à lei: quis ser circuncidado e acompanhar a sua gente na observância do sábado. Repreendia, porém, os fariseus por seu rigorismo, que podia chegar à hipocrisia, colocando a caridade acima da observância literal do sábado (cf Mt 12,10-14; Lc 13,10-17; 14,1-6...). Lembrava o seguinte princípio: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Mc 2,27); o sábado seria, pois, um meio para o homem atingir mais seguramente o grande fim de sua vida, a união com Deus, não seria um fim em si.

Consequentemente, Jesus atribuiu a si mesmo o poder de modificar ou suspender a guarda do sábado (cf Mc 2,28). Por causa disso, os doutores da Lei o incriminaram (Jo 5,9), mas Jesus respondia que não fazia senão imitar o Pai que, tendo entrado no seu repouso após criar o mundo, continuava a governar a este a aos homens (Jo 5,17). Foi, por certo, esta atitude de Jesus que inspirou aos antigos cristãos uma certa liberdade em relação ao sábado, fazendo-os compreender o espírito da observância desse dia.

Evangelho: nova lei do cristão

Os discípulos, a princípio, continuaram a guardar o sábado. É o que se depreende das suas atitudes por ocasião do sepultamento de Jesus (v. Mt 28,1; Mc 15,42...). Mesmo depois da Ascensão do Senhor, continuavam a frequentar as reuniões de culto dos judeus aos sábados, para anunciar aí o Evangelho (At 13,14; 16,13; 17,2; 18,4). De maneira geral, os cristãos observavam os costumes religiosos dos judeus (cf. At 2,1.46; 3,1; 10,9); somente aos poucos foram tomando plena consciência das consequencias práticas decorrentes da superação da antiga Lei pela nova – o Evangelho.

Podemos crer que São Paulo, arauto da abolição das observâncias judaicas, não tenha imposto a celebração do sábado aos cristãos convertidos do paganismo. O apóstolo chegava mesmo a acautelar os fieis contra a infiltração de ideias judaizantes: “Que ninguém vos critique por questões de alimentos ou bebidas ou de festas, novas luas e sábados, que são apenas sombra de coisas que haviam de vir, mas a realidade é o corpo de Cristo” (Cl 2,16-17).

Por isso, em breve o primeiro dia da semana judaica, posterior ao sábado, quando Cristo ressuscitou, tornou-se o dia de culto dos cristãos ou o dia do Senhor. No ano de 57/58, por exemplo, em Trôade, na Ásia Menor, os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana, conforme At 20,7, para celebrar a Eucaristia. Em 1Cor 16,2 São Paulo recomenda aos fieis a coleta em favor dos pobres no primeiro dia da semana – o que supõe uma assembleia religiosa realizada naquele dia.

Assim, foram transferidas para esse dia, práticas que os judeus celebravam aos sábados, como louvor de Deus e a esmola. É muito provável que as comunidades fundadas por São Paulo tenham observado o primeiro dia da semana (dia da ressurreição de Cristo). Esse dia, dedicado à glorificação do Senhor vitorioso sobre a morte, tomou adequadamente o nome de Kyriaké herméra, dia do Senhor (ou, propriamente, dia imperial), como se depreende de Ap 1,10: “Fui arrebatado em espírito no dia do Senhor”. O grego Kyriaké herméra deu em latim Dominica dies, donde, em português, dominga ou domingo.
                                                        
Caráter figurativo do sábado

Pode-se crer que a celebração do domingo tenha tido origem na própria Igreja-mãe de Jerusalém, pois os apóstolos estavam reunidos no 50º dia (Pentecostes), que era domingo, quando receberam o Espírito Santo (cf At 2,1-3). Este quis se comunicar não num sábado, como Cristo também não quis ressuscitar num sábado, mas no dia seguinte, domingo.

Nesta perspectiva cristã, o antigo sábado dos judeus passou a ser uma figura, como, aliás, muitas outras instituições do Antigo Testamento. É a Epístola aos Hebreus que incute esse caráter figurativo e provisório das instituições da Lei de Moisés (v. Hb 4,3-11), com referência ao sábado).

Aliás, observando o domingo, os cristãos estão obedecendo exatamente à Lei de Deus, pois dedicam todo sétimo dia ao repouso (sheba e shabbath) e ao culto do Senhor; apenas deslocaram em um dia a contagem dos dias da semana. Isso ficou bem nítido na nomenclatura portuguesa, como se vê abaixo:

Semana judaica: 1ª feira, 2ª f., 3ª f., 4ª f., 5ª f., 6ª f., 7ª f.
Semana cristã: 2ª f., 3ª f., 4ª f., 5ª f., 6ª f., Sábado, Domingo.

Seria, de resto, despropositado que os cristãos continuassem a observar o sétimo dia dos judeus, visto que nesse dia Jesus ficou no sepulcro e só ressuscitou no dia seguinte, apresentando-nos a nova criatura, à qual nos devemos todos conformar.

Examinemos agora um pouco a história: desce o século II, há depoimentos que atestam a celebração do domingo tal como foi instituída pelos apóstolos, conscientes do significado da ressurreição de Cristo. Assim Santo Inácio de Antioquia (+ 110, aproximadamente) escrevia aos Magnésios: “Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas, chegaram à nova esperança, não observando mais o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor, dia em que nossa vida se levantou mediante Cristo e a sua morte” (9,1).

Em meados do século II, encontra-se o famoso depoimento de São Justino, escrito entre 153 e 155: “No dia dito do sol, todos aqueles dos nossos que habitam as cidades ou os campos, se reúnem num mesmo lugar. Leem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas...

Quando a oração está terminada, são trazidos pão e vinho e água... Nós nos reunimos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia, aquele em que Deus transformou as trevas e a matéria para criar o mundo, e também porque Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos nesse dia mesmo” (I Apologia 67,3. 7).

Nessa passagem, São Justino atesta a celebração da Eucaristia no domingo. Chama-o “dia do sol” porque se dirige a pagãos; faz questão, porém, de lembrar que tal designação é de origem alheia, não cristã: “No dia dito do sol”. Vemos, pois, que a celebração do domingo entre os cristãos está longe de ser uma concessão aos festejos pagãos do dia do sol; nada tem de pagão, mas é nitidamente inspirada por motivos bíblicos do Antigo e do Novo Testamentos.

O fato do Imperador Constantino ter preceituado, em 321, certo repouso “no venerável dia do sol” não quer dizer que ele tenha introduzido a observância do dia do Senhor entre os cristãos; esta, como vimos, data da época dos apóstolos, tendo sido apenas patrocinada por Constantino, desde que se tornou cristão.

Católicos Perguntam - Dom Estêvão Bettencourt O.S.B.

domingo, 19 de setembro de 2010

Profecia sobre a Missa





A Missa é o Sacrifício da Igreja, o novo povo de Deus. Foi profetizada assim: “Não acendeis mais inutilmente o fogo no meu altar. Não tenho mais nenhuma complacência convosco, diz o Senhor dos exércitos, e nenhuma oferta das vossas mãos me é agradável, porque do nascente ao poente meu nome é grande entre as nações e, EM TODO LUGAR, se oferecem ao meu nome o incenso, SACRIFÍCIOS E OBLAÇÕES PURAS” (Mt 1, 10,12).


Qual pode ser o sacrifício PURO que agrada a Deus e que se oferece EM TODO LUGAR? Somente o sacrifício da Missa.

Frei Battistini – Fé e Compromisso

sábado, 7 de agosto de 2010

A Missa

Artigo escrito por Dom Estevão Bettencourt O.S.B. em 2004 e sempre atual. É  bom examinarmos se tudo está de acordo com o que ensina a Santa Igreja. A unidade é importante e fundamental, por isso, conhecer é importante.

Eis o artigo:

A Missa
Memória de Jesus no coração da vida
por Ione Buyst¹

O livro pretende ser uma catequese sobre a Missa, visando a incutir principalmente a participação dos fieis na celebração eucarística e a necessidade de unir Liturgia e vida do povo de Deus. A autora apresenta questões de ordem teológica e percorre o rito da Missa parte por parte, formulando sugestões e recomendações destinadas a favorecer a consciência de que é a assembleia que celebra e o padre preside.

No intuito de fomentar a participação dos fieis, Ione Buyst propõe atitudes e gestos que já 2001 (5ª Edição) eram revolucionarias e me 2004 mais ainda o são, visto que a Santa Sé censurou severamente o desrespeito às rubricas do Missal na sua Instrução Redemptionis sacramentum (O Sacramento da Redenção). Eis algumas reflexões que a leitura sugere:

1. Considerações gerais

            Sem dúvida, é muito desejável a participação do povo de Deus na celebração da Eucaristia. Mas é preciso lembrar que esta não é simplesmente uma ceia ou uma confraternização ou uma festa animada, mas é a perpetuação da Páscoa de Cristo; o sacrifício da Cruz é feito presente sobre os nossos altares, para que a Igreja (= os fieis) o ofereçam com Cristo ao Pai. Somente em decorrência deste fato a Eucaristia é Ceia. Isto implica os critérios para celebrar a Eucaristia não são simplesmente os da cultura de cada povo, mas sim os de índole teológica que a autoridade da Igreja formula impregnada de fé e acompanhada pele Espírito Santo. A Igreja é a guardiã do depósito da fé, que ela exprime em sua liturgia. Existe uma relação muito íntima entre fé, que ela exprime em sua liturgia. Existe uma relação muito íntima entre fé e oração: (lex orandi Lex credendi, a maneira de rezar é a maneira de crer), de modo que toca à Igreja regulamentar a Liturgia a fim d e que não se deteriore o depósito da fé. O povo de Deus corre o risco de fazer da Eucaristia um folclore muito agradável, mas destoante da sua verdadeira identidade. Nem o padre está autorizado a fazer retoques no ritual eucarístico; assim evita-se todo individualismo que viola a unidade da Liturgia e da Igreja. São palavras da citada Instrução:

            “186. Todos os fieis participem, segundo as possibilidades, plena, consciente e ativamente da Santíssima Eucaristia, a venerem de todo o coração na devoção e na vida. Os bispos, os sacerdotes e os diáconos, no exercício do sagrado ministério, se interroguem em consciência sobre a autenticidade e a fidelidade das ações por eles realizadas em nome de Cristo e da igreja na celebração da sagrada liturgia. Todo ministro sagrado se interrogue, também na verdade, se respeitou os direitos dos fieis leigos, que se entregam a si e seus filhos a ele com confiança, na convicção de que todos exercem corretamente em prol dos fieis as funções que a Igreja, por mandato de Cristo, procura realizar ao celebrar a sagrada Liturgia. De fato, cada um lembre-se sempre de que é servidor da sagrada liturgia”.

2. Tópicos particulares

            Como dito, o livro propõe pontos inaceitáveis, dos quais sejam destacados os seguintes:
            1. Os fieis devem dizer ao padre como querem que seja celebrada a Missa.

            “Infelizmente quando o padre vem para celebrar a missa, muitas vezes o estilo característico das celebrações na comunidade é interrompido. A missa é realizada da maneira muito formal e centralizada no padre. Algumas comunidades nem mesmo preparam a celebração, porque esperam o padre chegar para saber como vai ser, como o padre vai querer que seja a missa naquele dia. É como se a missa não pertencesse à comunidade, mas ao padre... Não deveria ser o inverso? Não deveria ser o padre que pergunta: ‘Como será a celebração? O que vocês prepararam? O que vocês querem que eu faça?...’ As comunidades deveriam preparar normalmente a celebração da missa a partir de sua realidade e com seu jeito de celebrar, e combinar os detalhes com o padre na hora de ele chegar” (p. 20).

             Na verdade, nem os fieis nem o padre são “donos” da Missa; é a Igreja, que celebra representada pelo padre e os fieis.

            2. A intercomunhão generalizada
            Distribuir-se-ia a Comunhão Eucarística a todos os cristãos presentes numa reunião ecumênica.

            “Por motivos de divergências teológicas, Igrejas cristãs se negam a celebrar a eucaristia juntas. Mas a eucaristia é justamente o sacramento da unidade deixando por Cristo! São Paulo, embora em outro contexto, argumenta com a comunidade de Corinto: ‘O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos deste único pão’ (1Cor 10, 16-17). Em Cristo já estamos unidos; a unidade já existe no único Senhor, no único batismo, na mesma fé que é dom de Deus; no mesmo Espírito (cf. Ef 4,1-6). Como poderemos continuar negando uns aos outros a participação na mesa do Senhor que expressa e faz crescer esta unidade como dom do Senhor?” (p.14).

           A propósito deve-se lembrar que a Comunhão Eucaristia supõe a Comunhão Eclesial. A intercomunhão é a última etapa ou ponto de chegada do diálogo ecumênico, e não o primeiro passo; católicos, ortodoxos orientais e protestantes não professam exatamente a mesa fé; não basta professar a fé em Jesus Cristo Deus e Homem; Ele é inseparável do seu corpo que é a Igreja por Ele fundada.

            3. Ordenação de homens casados e mulheres
            À p. 13 lê-se:

            “É alguém que só vem para celebrar, isto contradiz o sentido mais profundo da eucaristia na sua relação com a vida comunitária; o normal seria que a presidência da eucaristia fosse confiada a quem de fato coordena a comunidade... Não estaria na hora... de ordenar em cada comunidade organizada as lideranças já existentes, possibilitando assim que celebrem a eucaristia a cada domingo?” (pp. 13s)

            “Sabe lá Deus quantas pessoas (homens e mulheres, casadas ou solteiras, leigas ou religiosas), atuantes pelo Brasil a fora, recebem do Espírito Santo o dom da coordenação e não estão sendo reconhecidos pela Igreja, conferindo-lhes a ordenação” (p. 21)

            Sabe-se com certeza que a Igreja diz Nâo à ordenação de homens casados e de mulheres.

            4. A matéria do sacramento da Eucaristia
            À p. 74 escreve a autora:

            “8) E nas regiões onde não se conhece pão feito de farinha de trigo? O bom senso e a necessidade da inculturação não nos levarão a usar pão feito de milho, mandioca, aipim ou tapioca?” (p. 74s)

            O Código de Direito Canônico prescreve pão ázimo (sem fermento); cf, cânon 924.

            5. Distribuição da Eucaristia

            “É bom lembrar que não é necessário ser ministro ou ministra extraordinário da comunhão eucarística para poder distribuir a comunhão; o padre pode chamar outras pessoas para ajudar neste serviço”

            Pergunta-se: em que documento se apóia a afirmação acima?

            Outros avanços indevidos se poderiam ainda apontar. É para desejar que a autora os reconheça; confronta seu livro com a Instrução Redemptionis Sacramentum e faça os ajustes respectivos.

Pela autora do Blog: Eu gosto muito de Dom Estêvão. Como sempre digo, tive a honra de conhecê-lo, pessoalmente e sentir nele, um homem de Deus. Seria muito bom aprender com ele, que embora já esteja no Céu, ainda nos fala e falará sempre. Um fiel servo, sem desvio. Por isso, quando resolvemos falar da Igreja através de livros, blogs e outros meios de comunicação, precisamos antes buscar a verdade. É muito perigoso, especialmente, para aqueles que não têm formação, ou que estão iniciando sua caminhada, depararem com leituras que não condizem com os ensinamentos da Igreja, ou por seus autores não terem o conhecimento ou por quererem que a Igreja ceda a seu “modo de ver e pensar”. Quando obedecemos a Igreja, obedecemos a Cristo que prometeu assisti-la. Temos que pensar nisso, na unidade, especialmente.
_________________
¹Ed. Vozes, Petrópolis 2001 (5ª edição). 140 x 230 mm 116 pp.

domingo, 25 de julho de 2010

Maravilhoso valor da Santa Missa... Reflexão proposta por São Bernardo



Na hora da morte, as Missas que houveres assistido, serão a tua grande consolação.
Todas elas estarão pedindo para ti o perdão junto à Divina Justiça.
Em toda a Missa podes diminuir a pena temporal devida aos pecados e diminuí-la conforme o teu fervor.
Assistida com devoção a Santa Missa, prestas a maior das honras à humanidade santa de Jesus Cristo.
Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
Ele perdoa os pecados venais não confessados, dos quais, porém te arrependeste.
Diminui o poder de Satanás sobre ti.
Sufraga de modo melhor possível as almas do Purgatório.
Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á mais salutar que muitas outras que vão assistir por ti depois da morte.
A Missa te preserva de muitos perigos e desgraças que poderiam cair sobre ti.
Toda Missa diminui o teu purgatório.
Toda Missa alcança-te maior glória no céu.
És abençoado em teus negócios e interesses pessoais.
Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece em ouvir devotamente uma só missa do que distribuir riquezas e fazer peregrinações.

Fonte: www.pastoralis.com.br

domingo, 22 de novembro de 2009

Nossos Santos e a Santa Missa...

"Cada Missa à que assistires, alcançar-te-á no céu maior grau de glória. Será abençoado em teus negócios pessoais e obterás as graças que te são necessárias.Nosso Senhor Jesus Cristo nos concede tudo o que Lhe pedimos na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-Lhe e que, entretanto, nos é necessário." (São Jerônimo)

"Todas as Missas tem um valor infinito, pois são celebradas pelo próprio Jesus Cristo com uma devoção e amor acima do entendimento dos anjos e dos homens, constituindo o meio mais eficaz, que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo, para a Salvação da humanidade". (Sta Matildes)

"Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa". (São Lourenço)

"O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens. Se o homem reconhecesse devidamente esse mistério, morreria de amor. A Eucaristia é o milagre supremo do Salvador; é o Dom soberano do Seu amor." (São Tomaz de Aquino)

"Agradecemos, pois, ao Divino Salvador por ter-nos deixado este meio infalível de atrair sobre nós ondas da Divina Misericórdia. A Santa Missa é uma embaixada à Santíssima Trindade de inestimável valor; é o próprio Filho de Deus que a oferece. Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrificio da Missa que zêlo não teriamos em assistir a ela!" (São João Maria Vianney, o Cura Dars)

"A Santa Missa é o presente mais precioso e mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade; vale mais que o céu e a terra; vale o próprio Deus". (Ven. Martinho de Cochem)

"Sinto-me abrasado de amor até o mais íntimo do coração pelo santo e admirável Sacramento da Santa Missa e deslumbrado por essa clemência tão caridosa e tão misericordiosa de Nosso Senhor, a ponto de considerar grave falta, para quem podendo assistir uma missa, não o faz". (São Francisco de Assis)

Os Santos e a Missa...

"Fica sabendo, ó cristão, que mais se merece em ouvir devotamente uma só Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra.Toda Santa Missa diminui teu purgatório." (São Bernardo)

"A Santa Missa é a obra na qual Deus coloca sob os nossos olhos todo o amor que Ele nos tem; é de certo modo, a síntese de todos os benefícios que Ele nos faz."(São Boaventura)

"A Missa é o sol da Igreja." (São Francisco de Sales)

"Após a consagração, eu tenho visto esses milhares de Anjos formando a corte real de Jesus, em volta do tabernáculo, eu os tenho visto com meus próprios olhos." (São João Crisóstomo)

Imagem: www.franciscanos.org.br/v3/pumi/oracoes/

Santo Agostinho e a Santa Missa...

"Na hora da morte, as Missas, às quais tiveres assistido, serão a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa é alcançar para ti o perdão dos teus pecados. Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça divina. Em cada Santa Missa, pois podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados - pena essa que será diminuída na proporção do teu fervor. Será ratificada no céu a benção, que do sacerdote receberes na Santa Missa. Assistindo a Santa Missa com devoção, prestas a maior das honras à Santa Humanidade de Jesus Cristo. Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões. Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais, porém, te arrependes; preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam. Diminui o império de satanás sobre ti mesmo. Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível. Uma só Missa a que houveres assistido em vida, será mais salutar que muitas a que os outros assistirão por ti depois da morte, pois pela Missa participas da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo."

O Santo Sacrfício da Missa...

O Santo Sacrifício da Missa foi instituído por Jesus Cristo na última ceia. Missa é o sacrifício incruento do corpo e do sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies do pão e do vinho, em memória do sacrifício da Cruz.
É uma oferta feita a Deus para adorá-lo, aplacá-lo, louvá-lo e pedir-lhe favores.
Malaquias, o último dos Profetas predisse um Novo Sacrifício:

“Sim, do levantar ao pôr-do-sol, meu Nome será grande entre as nações e em todo o lugar será oferecido ao meu Nome um sacrifício de incenso e uma oferenda para” (Mt 1,11).
A Doutrina dos Doze Apóstolos (a.100) diz que a Missa era o Sacrifício predito por Malaquias.
As palavras de Cristo: “Isto é o meu corpo que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor vós” (Lc 22,19-20) provam o caráter sacrifical da Missa. Cristo se ofereceu à morte por nós.
O sacerdote faz na Missa o que Jesus fez na última Ceia: “Fazei isto em memória de mim” (1Cor 11,24).
Pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, unimo-nos ao Altar, do Sacerdote sacrificador e à Vítima imolada. “Pois todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais e morte do Senhor até que ele venha” (1Cor 11,26).
O valor da Missa é infinito intensivamente, porque tem o mesmo valor do Sacrifício da Cruz: extensivamente, pois estende a todos os efeitos e não diminui pelo fato de ser aplicado a muitas pessoas.

Foto: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/O%20Poder%20da%20Santa%20Missa/A%20Santa%20Missa%20%C3%A9%20A%20obra%20mais%20exelente%20do%20Esp%C3%ADrito%20Santo..htm

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Domingo...

Por que o Domingo?

A Lei Antiga era: “Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo” (Êx 20,8). Os Apóstolos substituíram o sábado pelo domingo, em memória da Ressurreição de Cristo. O primeiro dia da semana era denominado “Dia do Senhor”. “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi bem cedo ao sepulcro, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra que o fechava tinha sido tirada”. (Jo 20,1).
“No dia do Senhor, fui movido pelo Espírito e ouvi...” (Ap 1,10). “No primeiro dia da semana estávamos reunidos para partir o pão...” (At 20,7). Na “Doutrina dos Doze Apóstolos”, escrita no fim do século 1º, lê-se: “Reuni-vos no dia do Senhor e parti o pão (comungai). Oferecei a Eucaristia depois de confessados os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro” (C14). Neste dia os fieis se reúnem para ouvir a palavra de Deus e participar da Eucaristia, louvando e agradecendo a Deus. O domingo é dia de festa, de repouso e de alegria.
Então, por que o Domingo? Porque o domingo, primeiro dia da semana, é o dia da Ressurreição e da nossa vitória! Os Apóstolos assim entenderam também!
E nós, com eles!
Imagem: coracaofiel.com.br/blog/?p=408

domingo, 15 de novembro de 2009

Formação Litúrgica - CNBB

Paróquia de Santo Antônio – Itapema/SC
Arquidiocese de Florianópolis

«SEM O DIA DO SENHOR NÃO PODEMOS VIVER»
Pe. Carlos Gustavo Haas

O documento de Aparecida, que agora está se tornando cada vez mais conhecido entre os católicos, quando fala dos “lugares de encontro com Jesus Cristo”, no capítulo VI, números 252 e 253, nos fala da importância de vivermos integralmente o Domingo, Dia do Senhor.

“Entende-se a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, como necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito, não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a ‘pastoral do domingo’ e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’, para novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (252).

Sabemos, no entanto que no Brasil, mais de 70% das comunidades não podem participar de uma celebração eucarística dominical, pois não têm um presbítero para presidi-la. Uma grande dor e um grande desafio que a Igreja tem dificuldade de responder. Essas milhares de pessoas, diz Aparecida, “também elas podem e devem viver ‘segundo o domingo’. Podem alimentar seu já admirável espírito missionário participando da ‘celebração dominical da Palavra’, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (Jo 5, 24-25) e na oração comunitária (cf. Mt 18,20)”.
Transcrevo uma parte da Homilia do Papa Bento XVI, proferida no dia 09 de setembro de 2007, na Catedral de Viena, Áustria. São palavras que podem nos ajudar a valorizar cada vez mais nossas celebrações dominicais.

“Sem o dom do Senhor, sem o Dia do Senhor não podemos viver”: assim responderam no ano 304 alguns cristãos de Abitinia, atual Tunísia, quando, surpreendidos na celebração eucarística dominical, que estava proibida, foram conduzidos ante o juiz, que lhe perguntou por que, no Domingo, haviam celebrado a liturgia, sabendo que isso implicava castigo de morte.
Na palavra “domingo” estão enlaçados indissoluvelmente dois significados, cuja unidade devemos novamente aprender a perceber. Encontra-se, sobretudo o dom do Senhor – este dom é Ele mesmo: o Ressuscitado, de cujo contato e proximidade os cristãos têm necessidade para serem eles mesmos. Este, no entanto, não é apenas um contato espiritual, interno, subjetivo: o encontro com o Senhor inscreve-se no tempo através de um dia preciso. E desta maneira inscreve-se em nossa existência concreta, corpórea e comunitária, que é temporalidade. Dá a nosso tempo, e portanto a nossa vida em seu conjunto, um centro, uma ordem interior. Para aqueles cristãos, a celebração eucarística dominical não era um preceito, mas uma necessidade interior. Sem Aquele que sustenta nossa vida com seu amor, a própria vida é vazia. Abandonar ou trair este centro tira da vida seu fundamento, sua dignidade interior e sua beleza.
Essa atitude dos cristãos do século IV é válida também para nós, que temos necessidade de uma relação que nos sustente e dê orientação e
conteúdo a nossa vida. Também nós temos necessidade de contato com o Ressuscitado, que nos sustenta para além da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos faz olhar mais além do ativismo da vida diária o amor criador de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos.
«Sem o Dia do Senhor não podemos viver». Sem o Senhor e o dia que Lhe pertence não se realiza uma vida bem conquistada. O Domingo, em nossas sociedades ocidentais, transformou-se em um fim de semana, em tempo livre. O tempo livre, especialmente na pressa do mundo moderno, certamente é uma coisa bela e necessária. Mas se o tempo livre não tem um centro interior, do qual provém uma orientação em seu conjunto, acaba por ser tempo vazio que não nos fortalece e descansa. O tempo livre precisa de um centro – o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta. Lembro a frase do cardeal Faulhaber: «Dá à alma seu Domingo, dá ao Domingo sua alma».
Precisamente porque no Domingo se trata em profundidade o encontro, na Palavra e no Sacramento, com o Cristo ressuscitado, o alcance deste dia abraça a realidade inteira. Os primeiros cristãos celebraram o primeiro dia da semana como Dia do Senhor, porque era o dia da ressurreição. Contudo, muito logo a Igreja tomou consciência também do fato de que o primeiro dia da semana é o dia da manhã da criação, o dia no qual Deus disse «Faça-se a luz» (Gêneses 1, 3). Por isso, o Domingo é para a Igreja também a festa semanal da criação – a festa do agradecimento e da alegria pela criação de Deus. Em uma época na qual, por causa de nossas intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, temos de acolher conscientemente inclusive esta dimensão do Domingo. Para a Igreja primitiva, o primeiro dia, depois, assimilou progressivamente também a herança do sétimo dia, o sabbat. Participamos do repouso de Deus, um repouso que abraça todos os homens. Assim percebemos neste dia um pouco de liberdade e da igualdade de todas as criaturas de Deus”.

Que estas palavra de Bento XVI e do documento de Aparecida sejam estímulo para preparmos cada vez mais e melhor nossas celebrações dominicais.

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:

1. Como estamos valorizando as celebrações dominicais em nossa comunidade? Elas são realmente o “ponto alto” da semana?
2. A celebração dominical tem ajudado a sermos “discípulos missionários maduros”?
3. O que poderemos fazer para melhorar ainda mais nossas celebrações dominicais?
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sábado, 24 de outubro de 2009

Precisamos redescobrir o Domingo...

Ocidente precisa urgentemente redescobrir o domingo, assegurou nosso Papa em uma homilia em Viena, Áustria, no ano de 2007.
O domingo, - disse ele - não é um «preceito», mas «uma necessidade interior».
Em sua homilia, o Papa repetiu a frase pronunciada pelos mártires de Abitinia, cidade da província romana da África Proconsular, atual Tunísia, no ano 303, que responderam à proibição do imperador Diocleciano de reunirem-se para celebrar a eucaristia com esta frase: «Sem o domingo não podemos viver». «O domingo, em nossas sociedades ocidentais, converteu-se em um fim de semana, em tempo livre», reconheceu o Santo Padre. «O tempo livre, especialmente em meio à pressa do mundo moderno, é certamente algo belo e necessário. Mas se o tempo livre não tem um centro interior que ofereça uma orientação de conjunto, acaba convertendo-se em tempo vazio que não reforça nem oferece descanso». «O tempo livre tem necessidade de um centro, o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta», acrescentou.
O cardeal Christoph Schonborn, havia explicado ao Papa que há tempos acontece na Áustria um «amplo movimento» em «defesa do domingo das tendências de esvaziamento do significado deste dia».Recordando o exemplo dos primeiros cristãos, Bento XVI explicou que para eles a missa dominical não era vista «como um preceito», «mas como uma necessidade interior». «Também nós temos necessidade do contato com o Ressuscitado, que nos apóia até depois da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos permite olhar mais além do ativismo da vida cotidiana para contemplar o amor criador de Deus, do qual procedemos e para o qual estamos a caminho».
O Santo Padre explicou que o domingo recorda o último dia da criação de Deus, como é narrado no Gênesis. «Por este motivo, o domingo também é na Igreja a festa semanal da criação, a festa da gratidão e da alegria pela criação de Deus».«Em uma época na qual por causa de nossas intervenções humanas a criação parece exposta a muitos perigos, temos de acolher conscientemente esta dimensão do domingo», propôs.