"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21

sábado, 31 de outubro de 2009

Oração Pela Unidade Dos Cristãos

“Que todos sejam um. Assim como tu, ó Pai, estás em mim, e eu em ti, para que eles também sejam um em nós. Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade.” (Jo 17, 21.23)

VENHA O TEU REINO

Venha o teu Reino!
Porque é do agrado de Deus, dar-nos o seu Reino.
Venha o teu Reino!
O Reino manifestou-se em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado.
Venha o teu Reino!
Jesus Cristo criou sua Igreja na unidade para que ela seja sinal e instrumento do Reino.
Venha o teu Reino!
Compreendendo em espírito de penitência que a divisão das Igrejas obscurece e freia a proclamação do Reino.
Venha o teu Reino!
Sabendo que a caminho do Reino, nós encontraremos o sofrimento.
Venha o teu Reino!
Confiante de que o poder de Deus nos torna capazes de nos opor aos “ principados e potestades deste mundo”.
Venha o teu Reino!
Na esperança de que no juízo final o rei nos convidará a entrar na plenitude da sua perfeita alegria.
Livro de Orações - Edições AveMaria

A Comunhão dos Santos

A Comunhão dos Santos é uma espécie de vínculo, pelo qual os membros da Igreja, em virtude da graça santificante, participam nos bens espirituais uns dos outros, como membros de um mesmo corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo.

“O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos para que estejais também em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e como o seu Filho Jesus Cristo” (1Jo 1,3). "...de modo análogo, nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros” (Rom 12,5).
Há, pois, entre os santos do céu (Igreja triunfante), almas do purgatório (Igreja padecente) e os justos da terra (Igreja militante), certa comunhão de bens, formando uma sociedade única: cujo chefe é Cristo, o vínculo da caridade e a meta final do céu. “Portanto, já não sois estrangeiros e adventícios, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2,19).
"A Igreja celebra a Igreja Triunfante no dia 1º de novembro e a intenção a intenção catequética da Solenidade de Todos os Santos é ressaltar o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano". Wikipédia.

Penitência Apostólica

INDULGÊNCIAS POR OCASIÃO DO ANO SACERDOTAL
Como já foi anunciado, Bento XVI decidiu proclamar um especial Ano Sacerdotal por ocasião do 150º aniversário da morte do santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, luminoso modelo de pastor, plenamente dedicado ao serviço do povo de Deus. Durante o Ano Sacerdotal, que terá início a 19 de Junho de 2009 e se concluirá a 19 de Junho de 2010, será concedido o dom de indulgências especiais, segundo o que está descrito no seguinte Decreto da Penitenciaria Apostólica.
Serão enriquecidos com o dom de Sagradas Indulgências, particulares exercícios de piedade, a realizar-se durante o Ano Sacerdotal proclamado em honra de São João Maria Vianney.
Dado que o seu exemplo é adequado a estimular os fiéis e, principalmente, os sacerdotes a imitar as suas virtudes, o Sumo Pontífice Bento XVI estabeleceu que, para esta ocasião, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010 seja celebrado em toda a Igreja um especial Ano Sacerdotal, durante o qual os sacerdotes se reforcem cada vez mais na fidelidade a Cristo com meditações piedosas, exercícios sagrados e outras obras oportunas.

LER NA ÍNTEGRA:

Irmãos de Jesus...

O Novo Testamento fala de irmãos e irmãs de Jesus (Jo 2,12; Mc 3,31-35; Mt 12,46-50; Lc 8,19-21; Mc 6,3; Mt 13,55s; Jo 7,3-5; At 1,14; Gál 1,19; 1Cor9,5).
De quatro irmãos temos os nomes: Tiago, Joset ou Joseph, Judas e Simão.
Das irmãs não cita o número nem o nome: “E as suas irmãs não vivem todas entre nós:” (Mt 13,56).
No hebraico e aramaico não há palavra própria para designar os primos, que são simplesmente chamados “irmãos”.
“Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago...” (Mt 6,3).
“Passado o sábado, Maria Magdalena e Maria mãe de Tiago...” (Mc 16,1).
Mateus diz nos dois lugares: “a outra Maria” (Mt 27,61; 28,1).
A Mãe de Jesus é designada por Marcos como “Sua Mãe”, expressão que também é usada oito vezes por Mateus e João, cinco vezes por Lucas e uma vez pelos Atos dos Apóstolos.
Ainda mais: A entrega de Maria, mãe de Jesus, ao discípulo amado, pelo próprio Jesus – "Jesus, então, vendo a sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o teu Filho’!” (Jo 19,26ss).
Ficaria sem explicação se Jesus tivesse irmãos da mesma mãe.
Jesus é o único filho de Maria mostrado ainda pela designação enfática (com o artigo): “...o filho de Maria” (Mc 6,3).
Concluímos: Maria não teve outros filhos, além de Jesus e isto é mais nobre para com o mistério da Encarnação.
Imagem: ecclesiaedei.blogspot.com/2009/06/jesus-teve-...

De Santa Teresa d'Ávila

A Oração:
Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa
Deus permanece o mesmo
A paciência tudo alcança
A quem tem Deus
Nada falta
Só Deus basta.

Uma reflexão:
"Não desejes saber o erro do próximo, que muitos erros cometemos todos nós e só a Deus é que cabe julgar."

Das irmãs Carmelitas nos vêm estas duas frases:
"Se nos afastamos, é para enxergarmos mais longe"
"Somente no silêncio e oração a pessoa penetra nas profundezas de Deus."
Enviado por Carla

Mais reflexões de Santo Agostinho...

"Com a corrupção morre o corpo, com a impiedade morre a alma"
"Onde não há caridade não pode haver justiça."
"A soberba gera divisão. A caridade, a comunhão."
"Ordem é a disposição que atribui a cada uma das coisas
iguais ou díspares o seu lugar."
"O pecador, ainda que seja rei, é escravo, não de um único homem, mas de tantos senhores

Incenso...

Incenso é uma substância aromática, obtida da resina de certas árvores de países do Oriente. Esta resina posta sobre carvões acesos produz um fumo de agradável odor.
É um símbolo da oração fervorosa do cristão que sobe até o trono de Deus.
O salmista cantava: “Suba minha prece como incenso em tua presença” (Sl141,2).
Deus ordenou a Moisés um altar especial para o incenso (Êx 30,1.6-9). Havia levitas para cuidar dele (1Cor 9,29).
Ao sacerdote Zacaria: “Coube-lhe por sorte, conforme o costume sacerdotal, entrar no Santuário do Senhor para oferecer incenso” (Lc 1,9). A oferta era antes do sacrifício matutino e depois do vespertino.
A Igreja primitiva deve tê-lo adotado do Templo de Jerusalém. “E, da mão do Anjo, a fumaça do incenso pelas orações dos santos subiu diante de Deus” (Ap 8,4).
A Igreja utiliza o incenso nas missas solenes, nas bênçãos solenes como o Santíssimo Sacramento, e nas encomendações.

Sinal da Cruz

Em nome do Pai,
e do Filho
e do Espírito Santo.
Amém.

O sinal da cruz é o sinal da profissão da fé, símbolo da nossa redenção.
Pelo sinal da cruz professamos os dois principais mistérios da religião: a Trindade e a Encarnação do Redentor.
A cruz de Cristo foi figurada pela serpente de bronze (Num 21).
Uma visão mostrou a Ezequiel que foram poupados os que levavam na testa a letra “Tau”, que tem forma de cruz (Ez 9,4).
Moisés, orando com os braços em forma de cruz punha em fuga os cananeus (Ex 17,11-12).
Será também a cruz o sinal anunciador do Juízo final: “Então aparecerá no céu o Sinal do Filho do Homem...” (Mt 24,30).
São Paulo nos diz: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gál, 6,14).
“Com efeito, a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor1,18).
“Nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura” (1Cor1,23).
Imagem: nossoserido.blogspot.com/2008_08_22_archive.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Fé e a Inteligência...

O mundo das técnicas e das ciências pede que toda afirmação seja provada para que possa ser considerada verdadeira. Quando Tomé pede para ver e tocar as marcas dos pregos da cruz nas mãos, nos pés e no lado de Jesus, ele parece estar fazendo o que hoje a razão científica costuma pedir. Porém, para o evangelista, a fé não tem necessidade deste tipo de demonstração para existir e firmar-se em cada um de nós. Jesus mesmo é claro quando diz que “felizes são aqueles que não viram e creram” (Jo 20,29). Assim como, segundo Pascal, “o coração tem suas razões que a razão não conhece”, também a fé tem seus caminhos que escapam a nossa inteligência. Importa ter fé no homem Jesus, no qual Deus se manifestou. É assim que nós entramos em comunhão com o Cristo Ressuscitado.
Frei Nilo Agostini, O.F.M.

As Imagens...


Foi Deus quem mandou colocar as imagens dos querubins sobre a Arca Santa:
“Farás dois querubins de ouro...” (Êx 25,18).
Prescreveu a Moisés que levantasse a serpente de bronze, (alegoria de Jesus na cruz). “O Senhor disse a Moisés: “Faze uma serpente e coloca-a sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela, viverá”. (Núm 21,8); “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem, a fim de que todo aquele que crer tenha nele a vida eterna” (Jo 3,14-15).
Deus encheu de seu espírito e de sua ciência Beçalel e Oholiab, para inventar e talhar imagens destinadas à ornamentação do Tabernáculo (Êx 31).
Viam-se no templo de Salomão querubins de oliveiras dourados com figuras e pinturas (1Rs 6,23 e 32 e 35).
Daí o uso da Igreja desde os primeiros séculos de pintar Deus, os anjos e santos e os símbolos que representam as suas qualidades e funções.
Nada tem o culto das imagens com a idolatria. Os cristãos podem venerar as imagens. O 1º Mandamento proíbe ídolos ou imagens para servi-los e adorá-los como faziam os gentios.

A Idolatria...

A Idolatria é o culto de adoração que se presta a uma criatura. Os pagãos confundem a glória da criatura com a do Criador.
“Jactando-se de possuir a sabedoria, tornaram-se tolos e trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens do homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis”
(Rom 1,22-23).
“Os deuses dos povos são todos vazios” (Sl 96,5).
“Mas aquilo que os gentios imolam, eles o imolam aos demônios e não a Deus” (1Cor 10,20).
Imagem: fabiobelo.wordpress.com/.../a-escrita-e-a-lei/

A Adoração...

A adoração é a homenagem devida a Deus como ao criador e soberano Senhor de todas as coisas. É a honra suprema devida somente a Deus de modo interior, exterior e público. Ele é o soberano Senhor de céu e da terra.
“está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e a ele só prestarás culto” (Mt 4,10).
“Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade” (Jo 4,24).
“Entrai, prostrai-vos, de joelhos, frente a Jahweh que nos fez!” (Sl 95,6)

Igreja: Presença de Cristo no Mundo

Uma história para ilustrar: Um estranho convite espalhou-se numa certa cidadezinha causando tremendo assombro: “Convida-se para o enterro da Igreja”... Pode ser que você já conheça a estória do “enterro da Igreja”. Mas é muito ilustrativa e assim vamos contá-la de novo. Certa vez, um padre novo foi enviado a uma pequena paróquia do interior. Era um povoado de pouca gente, mas de muitos problemas. O povo gastava o tempo em questõezinhas políticas e falatórios da vida alheia. Embora todos se dissessem católicos, a igreja estava sempre vazia. E o padre novo cheio de ideal e de esperança, queria ver a igreja lotada, o povo cantando, rezando e trabalhando unido. Mas foi uma decepção. Na sua chegada houve até uma festa, com discursos e promessas, etc. Mas, não passou disso. Às missas não vinha ninguém. O padre estava desanimado com aquela indiferença. Certo dia, porém, teve uma ideia. Percebendo que o povo gostava de novidades, inventou uma boa: convidou o povo para o enterro da Igreja! A notícia espalhou-se rapidamente. A data estava marcada: o “enterro da Igreja” seria no próximo domingo, às 17h. Durante a semana a notícia se espalhou, mas sem dúvida, acrescentado de um comentariozinho de gozação: “Esse padre não bate bem. Vamos ver o que ele vai aprontar!” E era isso mesmo que o padre queria: chamar a atenção de todos. Reunir o maior número possível de paroquianos. E deu certo. Todo mundo queria assistir o tal “enterro da Igreja”. Nunca um domingo foi tao esperado como aquele. Durante a tarde toda foi chegando gente. O povo não cabia mais na Igreja. Junto à porta da matriz estava um caixão roxo com quatro velas grossas. O ambiente foi ficando sério. No meio de tanta curiosidade, criou-se também um clima de respeito. Finalmente o padre novo pôs o povo em duas filas, uma de cada lado do caixão, para que todos silenciosamente pudessem ver pela última vez a “Mãe-Igreja” e dela se despedissem.Estava revelado o mistério. Ninguém saiu rindo, mas envergonhado, muitos deles cobrindo o rosto com a mão. No fundo daquele caixão vazio, o padre havia colocado um grande espelho. E cada um via lá dentro o seu próprio rosto: a Igreja estava morta na pessoa de cada paroquiano que não vivia a fé!
Esta estória é muito citada, realmente, pois que é bem prática para nos mostrar que nós somos a Igreja. Cristo é a cabeça e nós os membros e todos formamos um só Corpo.
Alguns alteram a estória, aumentam ou a diminuem conforme a mensagem que desejam passar.
Mas, a mensagem mais forte, sem dúvida é que se afirmamos que cremos em Jesus, então a pergunta é: Como viver a nossa fé sem a Igreja; sem a Igreja que Ele mesmo fundou
como lemos em Mt 16,13-20?
A Igreja é um conjunto de pessoas que professam a mesma fé. Assim que Igreja é comunidade dos que aceitam Jesus Cristo como Salvador e vivem na fé, no amor, na unidade, na paz, na fraternidade, na justiça.
Já nos primeiros anos de nossa vida somos inseridos no Seio da Igreja através do Sacramento do Batismo e daí começa nossa caminhada até que um dia tenhamos a graça de encontrarmos a Deus, se assim merecermos.
A missão da Igreja é a nossa missão:- ser sinal de fé e esperança;
- ser luz no meio das trevas, do pecado, do egoísmo, das injustiças irradiando paz, justiça e fraternidade;
- fazer com que aconteça o Reino de Deus;
- ser sinal de Salvação.
Ler: Mt 5,14-16
Se não quisermos ser Igreja “defunta”, sejamos cristãos “vivos”, porque a Igreja está viva ou morta em você. Por isso diz o Senhor: “Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará” (Ef 5,14). A Igreja Universal concretiza-se aqui ou ali, nesta ou naquela comunidade real, viva e visível, que é a Igreja local ou paroquial. Por isso, não pode haver cristãos vagos, avulsos, desligados, sem compromisso algum com nenhuma comunidade.
Jesus fundou uma Igreja Universal, tendo como base os doze Apóstolos e como chefe Simão Pedro. Essa Igreja, porém, não ficou vagando no ar, mas se fez realidade visível nesta ou naquela cidade. É por isso que se diz: a Igreja de Jerusalém, a Igreja de Antioquia, a Igreja de Éfeso, a Igreja de Corinto, etc.
Foi aí, nessas Igrejas locais, que o Espírito Santo agiu e tornou presente o mistério da Salvação. Aliás foi em Antioquia que, pela primeira vez, os membros da Igreja receberam o nome de “cristão”, precisamente por serem vistos reunidos em comunidade em nome de Cristo (At 11,26). O próprio Cristo havia dito que esta seria a “marca” de sua Igreja: ser uma comunidade reunida no amor fraterno (Jo 13,35). E assim foi que a Igreja se manifestou ao mundo. Os cristãos reuniam-se nas casas e nos templos, diariamente, para ouvirem a Palavra de Deus, celebrarem a eucaristia, orarem juntos e se ajduarem fraternalmente, a tal ponto que os pagãos se admiravam de ver como eles sabiam viver em comunidade (At 2,42-47).

São 4 as notas características da Igreja: ela é UNA, é SANTA, CATÓLICA e APOSTÓLICA. Além disso dizemos que nossa Igreja é católica, apostólica, romana. CATÓLICA que dizer universal, espalhada por todo o mundo; APOSTÓLICA, iniciada com os Apóstolos, escolhido por Jesus; ROMANA, que seu chefe visível, o Papa, mora em Roma.

A Igreja nos dá normas que chamamos também mandamentos:
Os 5 mandamentos da Igreja são:
Participar da missa nos domingos e dias santos.
Confessar-se ao menos uma vez por ano.
Comungar sempre que possível em cada missa.
Jejuar e não comer carne, quando manda a Igreja. (praticar algum ato de penitência às sextas-feiras).
Pagar o dízimo.

O Código de Direito Canônico

A Igreja é uma comunidade visível de homens e como tal precisa de leis próprias.
O Código de Direito Canônico é o seu principal documento legislativo, “com a finalidade de criar na sociedade eclesial uma ordem que, dando primazia ao amor, à graça e aos carismas, facilite ao mesmo temo seu desenvolvimento orgânico, seja na sociedade eclesial, seja de cada um de seus membros.”
(Const. Apostólica de João Paulo II, promulgando o Código).
O Código contém:
- Os elementos fundamentais da estrutura hierárquica e orgânica da Igreja;
- As principais normas referentes ao exercício do tríplice múnus*: de ensinar, santificar e reger, confiado à Igreja:
Certas regras e normas de agir do cristão.
O Código consta de 7 livros:
Das normas gerais.
Do povo de Deus.
Do múnus de ensinar da Igreja.
Do múnus de santificar a Igreja.
Dos bens temporais da Igreja.
Das sanções na Igreja.
Dos processos.
*Múnus: (função, encargo, atribuição, responsabilidade, tarefa).

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Bíbla ou a Sagrada Escritura

É o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, pelos quais Deus Se revela a Si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade. A Bíblia se divide em duas partes:

- O Antigo Testamento, com 46 livros, que contém a revelação feita por Deus antes da vinda de Cristo ao mundo. “Assim a Lei (A.T.) se tornou nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé” (Gál 3,24).
- Novo Testamento, com 27 livros, que contém a revelação feita por Jesus Cristo e transmitida pelos Apóstolos e autores Sagrados.


São Pedro escreve a respeito das profecias; “pois que a profecia jamais veio por vontade humana, mas os homens, impelidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus” (2Ped 1,21).
São Paulo diz: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça...” (2Tim 3,16).

Jesus declara: “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24,44). Numa outra passagem: “e a Escritura não pode ser anulada” (Jo 10,35).

Os livros sagrados foram escritos por inspiração divina.

“Cristo é o poder de Deus e a Sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o Poder e a Sabedoria de deus, portanto ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar o Cristo”
(S. Jerônimo).
Livro de Deus, seu Autor, livro da Igreja, a cuja guarda e interpretação Deus o confiou, a Sagrada Escritura é também o Livro do Cristão. É o maior livro católico.
Jesus Cristo é o centro e o fim das Escrituras (Jo 1,45;2,22;5,39-46;12,16-41;19,28-36;20,9).
Afora a Sagrada Escritura e a Tradição, nenhuma outra fonte existe da doutrina cristã. A revelação destinada à Igreja terminou com a morte dos Apóstolos.
A Sagrada Escritura e a Tradição são a base e não subsídios da Teologia.
“A Igreja sempre considerou a Bíblia e a Sagrada Tradição como regra suprema da sua fé; e por último, chama-lhe a fonte pura e perene da vida espiritual” (DV 21).

A Tradição...

É a transmissão oral da doutrina revelada por Jesus Cristo e pelos Apóstolos à Igreja, quer conste ou não na Sagrada Escritura.
A Bíblia não diz que é a única depositária da fé e da revelação. Ao contrário, São Paulo aos Tessalonicenses: “Portanto, irmãos, ficai firmes; guardai as tradições que vos ensinamos oralmente ou por escrito” (2Tes 2,15).
A Timóteo: “O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o aos homens fiéis, que sejam idôneos para ensiná-lo a outros” (2Tm 2,2).
A Tradição da Igreja não é uma invenção ou opinião humana, mas sim a palavra divina e infalível de Cristo, para pregar ao mundo o seu Evangelho.
“Vós sois testemunhas disse” (Lc 24,48).
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse” (Jo 14,26).
Há um certo número de verdades que só chegou até nós pela Tradição divina. A própria Bíblia a temos pela Tradição.
“Toma por modelo as sãs palavras que de mim ouviste, com fé e com amor que está em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito, por meio do Espírito Santo que habita em vós” (2Tim 1,13-14).
Testemunho infalível garantido pelo Espírito Santo: “Mas o Espírito Santo descerá sobre vós... Sereis, então, minhas testemunhas... até os confins da terra” (At 1,8).

As duas fontes da doutrina cristã são a Tradição e a Bíblia.

“A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só, tendem ao mesmo fim” 9DV 9).

“...constituem um só sagrado depósito da palavra de Deus confiado à Igreja...” (DV 10).
Tripé importante da doutrina cristã: a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja. À Igreja cabe a guarda, a interpretação e exposição de depósito de fé contido na Tradição e Bíblia.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tudo começa no coração...

Frei Almir Ribeiro Guimarães, O.F.M.

É terrível a mentalidade legalista. Todos ganhamos distância de uma religião marcada por obrigações exteriores. O importante é a vivência que parte do coração. Os fariseus e os escribas, muitas vezes, se davam por satisfeitos quando tinham feito sua obrigação, talvez até friamente. Jesus mostra que tudo deve partir do interior e tudo deve ser revestido de sinceridade.
Homenagear a Deus com orações e sacrifícios, tendo ódio no coração não é possível. Primeiro a reconciliação, depois o culto a Deus.
Não basta deixar de cometer o adultério exteriormente, é preciso ter limpidez de intenção por dentro.
O Reino começa no interior. Infelizmente muitos homens são apenas religiosos e não cidadãos do Reino. Nossas paróquias e comunidades cristãs teriam uma energia nova se o coração dos homens mudassem.
Imagem: evandrojrs.wordpress.com/.../

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cinco minutos com Santa Teresinha...


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Deus, vinde em nosso auxílio!
Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre, amém.

"É a confiança, e nada mais a não ser a confiança, que nos deve conduzir ao Amor"... "Como minha confiança pode ter limites?..."

"Quando Jesus desce ao meu coração, tenho a impressão de que Ele fica contente por ser tão bem recebido e eu também fico contente... Tudo isso não impede as distrações e o sono de vir visitar-me. Mas ao terminar a ação de graças, vendo que a fiz tão mal, tomo a resolução de passar o resto do dia em ação de graças... Estais vendo, Madre querida, que estou muito longe de ser levada pelo temor, sempre encontro o meio de ser feliz e tirar proveito das minhas misérias ...
Sem dúvida, isso não desagrada a Jesus, pois parece encorajar-me nessa via.
Um dia, contrariamente a meu hábito, estava um pouco perturbada ao ir comungar, tinha impressão de que Deus não estava contente comigo e pensava: "Ah! se hoje eu receber só metade de uma hóstia, vou ficar muito aflita, vou crer que Jesus vem forçado ao meu coração".
Aproximo-me... oh felicidade! pela primeira vez na minha vida, vejo o padre pegar duas hóstias, bem separadas, e dá-Ias a mim!...
Compreendeis minha alegria e as doces lágrimas que derramei vendo tão grande misericórdia"... (Manuscrito A)
OFERECIMENTO DO DIA (Oração no. 10)
Meu Deus, eu vos ofereço todas as ações que vou praticar hoje, nas intenções e pela glória do Coração Sagrado de Jesus: quero santificar os batimentos de meu coração, meus pensamentos e minhas obras as mais simples unindo-os a seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas lançando-as na fornalha de seu amor misericordioso. Ó meu Deus! Eu vos peço por mim e por aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as dores desta vida passageira a fim de que estejamos reunidos um dia nos Céus por toda a eternidade. Assim seja.
Súplica a Santa Teresinha
Minha santa Teresinha do Menino Jesus, que prometestes enviar uma chuva de rosas sobre o mundo, peço-vos: realizai em minha vida vossa consoladora promessa. Preciso de uma chuva de graças, que lave minha alma nas águas das bênçãos do Pai. Intercedei por mim, junto ao vosso Bem-amado Jesus. Acompanhai-me com vossas orações, aumentai minha confiança na misericórdia divina. Desejo andar a passos largos no Pequeno Caminho que trilhastes, - caminho todo feito de dependência e entrega aos desígnios amorosos de Deus. Alcançai-me a graça de não duvidar do amor que Jesus tem por mim. Ajudai-me a crer diariamente no amparo de Deus sobre minha vida quando estou aflito (a), quando estou ansioso (a), quando estou enfermo (a), quando me sinto fraco (a) e desencorajado (a) para orar, trabalhar e amar. Concedei-me, da parte de Jesus, o dom da alegria, a capacidade de sorrir e crer, mesmo quando houver escuridão dentro de mim. Fizestes do Amor o objetivo e sentido de vossa breve vida. Enfrentaste com um sorriso todas as provações e nada negaste ao Bom Deus. Que Jesus, vosso amado esposo, Caminho, Verdade e Vida esteja sempre comigo e com as pessoas que amo. Atendei-me nesta graça que com insistência vos peço
(faz-se o pedido).

Pai Nosso
Ave Maria
Glória ao Pai

"Eis a minha oração: peço a Jesus que me arraste para as chamas de seu amor, para me unir tão estreitamente a Ele, que Ele viva e aja em mim".

"ὁ θεòς ἀγάπη ἐστίν"

Lendo e aprendendo...

Sobre o título da primeira encíclica papal de Bento XVI: Deus É Amor.


The Latin title of an encyclical is taken from its first few words. This encyclical begins with a quotation from the First Letter of St. John, chapter 4, verse 16 (for example, the Vulgate) translated from the original Greek, "ὁ θεòς ἀγάπη ἐστίν" (ho theos agape estin). The Douai Bible translates this into English as "God is charity" while in most contemporary English translations it reads "God is love" (since the word "charity" is derived from the Latin caritas, or "love").

The Latin version of the First Letter of St. John uses the same formulation, "Deus caritas est", at the end of chapter 4, verse 8, translating the same phrase in Greek. (Wikipedia)

"Deus Caritas Est"


Papa Bento XVI:

«Quem descobriu Cristo não pode deixar de levar os demais para Ele, dado que não é possível guardar para si mesmo uma grande alegria, mas que se tem de comunicá-la», assegurou.

«Todo cristão está convidado a ser amigo de Deus e com sua graça atrair para Ele seus próprios amigos», concluiu.

Recordando a mensagem deixada em sua primeira encíclica, «Deus caritas est», sublinhou que Jesus Cristo «é precisamente “o amor encarnado de Deus”, e só n’Ele é possível encontrar a força para oferecer aos irmãos afeto humano e caridade sobrenatural em um espírito de serviço que se manifesta sobretudo na compreensão».

Dogma

Dogma é tudo aquilo que é proclamado pelo Magistério da Igreja como verdade de Fé, revelada por Deus e aceita pelos cristãos na profissão de fé.
“Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação” (1Tim 1,15;3,1;4,9).
Doutrina teologicamente certa é a que se prova com razões certas tomadas de outras verdades da fé, da Bíblia ou documentos eclesiásticos certos.
Doutrina católica é a que se encontra nalgum documento aceito em toda a Igreja.
Doutrina certa é a que se prova com argumentos certos.

Mistério

Etimologicamente esta palavra significa coisa fechada, verdade escondida. Sendo finito o conhecimento humano e o de Deus infinito, haverá sempre uma desproporção infinita entre estes dois conhecimentos. É nesta desproporção que está o mistério.
Há mistérios naturais e teológicos.

Os três grandes mistérios da Fé são:- Santíssima Trindade;
- Encarnação do Filho de Deus;
- Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Imagem: ofsvilaclementinosp.blogspot.com/

Milagre

Milagre é um fato sensível que supera a ordem da natureza, operado por um poder superior.
“Jesus... gritou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” O morto saiu...” (Jo 11,43-44).
“Jesus fez, diante de seus discípulos, muitos outros sinais ainda...” (Jo 20,30).
Os milagres tinham por fim confirmar a doutrina que Ele e seus discípulos pregavam...”confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20).
Os milagres provam, com certeza, o fato da revelação.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jesus veio à terra indicar-nos o caminho do céu e levar-nos ao Pai, com Ele

O cristão deve ir a Deus, luz e vida da alma, mas o mundo em que vive, por pouco tempo, pode facilitar-lhe ou dificultar-lhe a subida...
O cristão deve vencer estas dificuldades, isto é, as tentações que lhe poderiam impedir a marcha, e servir-se do mundo como degraus para ir com Jesus até Deus.

Quais obstáculos enfrenta o homem? As tentações.A tentação é uma solicitação ao mal, ou a um bem menor, que se apresenta à alma. Pode ser interior ou exterior. Interior – o pecado quebrou-nos a unidade interior; deu-nos a atração para o mal, enfraquecendo-nos a vontade. Exterior – os objetos, as pessoas, os acontecimentos, etc, podem ser ocasião de pecado.
A tentação é necessária, e é impossível viver sem encontrá-la. Ela pode conduzir-nos ao pecado e por isto é perigosa e não devemos expor-nos a ela sem razões graves. A tentação pode conduzir-nos à santidade se, pedindo a força de Jesus, a repelimos, querendo, com Cristo, ir para o Pai.
A tentação, em si mesma, nunca é pecado. Ela tem três momentos:a) apresentação – o mal ou o bem menor se apresenta à imaginação;
b) reflexão – luta entre a atração para o bem aparente mas que conhecemos como um mal; o amor de Cristo que, querendo nosso verdadeiro bem nos incita a vencer o obstáculo.
c) a escolha da decisão – dizemos “não a Jesus e afastamo-nos d’Ele ou dizemos “sim” a Jesus e tornamo-nos mais seus amigos, mais filhos do Pai do céu, mais felizes.

Vamos refletir sobre isso...
"Feliz quem anda diante da face de Deus,
Aquele a quem Deus fala e mostra o caminho certo".
(Sl 118,1-2)
(A Caminho do Pai – Teresa de Cristo Lézier)
Imagem: imagensbiblicas.wordpress.com/.../

Aprendei a fazer o bem...

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

O bem sempre triunfa. Esta é uma convicção ética testemunhada e cultivada pelo coração dos que apostam na bondade. Ela é que mantém e sustenta os justos e bons no caminho e na prática do bem. Até mesmo quando as provas e evidências não apontam nesta direção e nem justificam sua adoção. Mais difícil é nutrir esta convicção quando se contabiliza o crescimento do mal no mundo, os prejuízos que atingem frontalmente os pobres e indefesos. É triste verificar o mal praticado como hábito e como gosto prazeroso. É a morbidez da maldade como prazer tomando conta dos corações. Ainda mais triste é saber e conviver com tantos corações, disfarçados em rostos falsamente angélicos, que se alimentam de cálculos maliciosos e ardilosos para justificar e manter suas posições, vantagens e interesses. Esta aposta no bem desarma os impulsos do revide e invalida as lógicas da vingança. Vale, então, ecoar diuturnamente nos corações a força ética deste categórico convite: Aprendei a fazer o bem.
Esta é a prática pedagógica dos profetas tentando arrancar o seu povo do lamaçal de maldades. Bater nesta tecla é um mecanismo que configura horizontes de escolha e cria convicções. Trata-se mesmo de uma aprendizagem. Uma aprendizagem que deve se tornar exercício diário e contar com ambientes e dinâmicas de convivência que facilitem sua experiência. Aprende-se a fazer o bem fazendo o bem. Não é um simples ensino. É um processo de apropriação que se verifica na medida em que cada qual pratica o bem. É assim que pai e mãe edificam a matriz desta convicção ética no coração dos seus filhos. É na medida em que se apropria desta matriz e se cultiva sua dinâmica que o coração humano cresce na sedução por fazer o bem e se demove da tendência funesta da prática do mal. Não vale a pena colaborar no acervo destrutivo que mantém a vida pessoal e social refém da maldade e de tudo o que esvazia as próprias riquezas conquistadas e construídas pelo engenho da inteligência humana, e alimentadas pelo amor do coração.
O bem é uma questão de amor. O amor não é uma simples questão de gosto e de impulso. O amor é também, primordialmente, uma questão de fé. Por ser questão de fé é experiência. Sendo experiência se alavanca e se impulsiona pela força de princípios. Os princípios não são originários do si mesmo de cada um. Isto é, cada qual não é aquele que determina e se constitui em ponto de partida, na qualidade de princípio, para as práticas da vida. Esta é a direção que gera e multiplica as delinqüências e nutre deterioração dos vínculos, incapacitando para relacionamentos autênticos e transformadores. O princípio do amor é Deus. O evangelista João recorda que ‘Deus amou tanto o mundo que deu o seu filho unigênito, para que não morra todo aquele que nele crer, mas tenha a vida eterna’ (Jo 3,16). Deus, portanto, é o princípio do amor. O amor de Deus é qualificado pelo gesto único da oferta do seu próprio filho, para além de toda lógica e expectativa, e pelo fato de amar primeiro. A qualificação do amor recebida de Deus, seu princípio primeiro e insubstituível, configura o amor verdadeiro como oferta permanente para salvar e redimir. Só ama de verdade quem compreende e emoldura todos os seus gestos e palavras na atitude corajosa de fazer ofertas para o bem.
Enquanto houver necessidades e carências o amor verdadeiro não se cansa de fazer ofertas. Esta qualificação do amor, advinda da qualidade completa do amor de Deus que se oferece, abriga também e particularmente a desafiadora característica de amar primeiro. Deus é quem ama primeiro. Em razão de amar primeiro, todo amor verdadeiro se prova pelo gesto de também amar primeiro. Este princípio jamais permitirá a vingança, o ódio ou o revide. Nada justificará qualquer atitude que venha em prejuízo do outro, porque Deus amou primeiro, e quem ama no amor de Deus sempre ama primeiro. A vivência deste princípio modulará o coração na capacidade de perdoar e de reconciliar-se, compreendendo a vida como cenário da prática e da vivência do bem. Jamais uma palavra, nem gestos que alimentem discórdias, guerras ou comprometimento da fraternidade universal.
O bem nasce e se mantém pela fidelidade ao princípio de amar primeiro e caracterizar o amor como oferta. Oferta de perdão para refazer vínculos; oferta de oportunidades para superar preconceitos e exclusões; oferta de bens, como partilha solidária, para vencer as carências que na ordem social revelam a inverdade do amor proclamado e cantado pelos corações. A prática do bem se torna a opção da vida. A opção de aproximar-se de Jesus Cristo, ‘a luz que veio ao mundo’. Não preferir esta luz e não praticar a adesão a ela é admitir as próprias ações como más.
“Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus” (Jo 3,20-21) Deus é amor.

domingo, 25 de outubro de 2009

Falsa laicidade nega aos fiéis direito de defender a vida...

Laicidade não é laicismo. (Papa João Paulo II)
É sempre bom saber o que pensa a Igreja a respeito de certos temas polêmicos. Certamente nossos Bispos são a Voz da Igreja, portanto vale a pena recordar as palavras de Dom Eugênio, proferidas em setembro de 2007.

Diz a matéria:
Em momentos em que no Brasil ganham força as estratégias de legalização do aborto por parte do governo, um cardeal manifestou-se para denunciar que no país «dá-se lugar a uma falsa laicidade para negar à Igreja e seus fiéis o direito de combater pelo sagrado dever de defender a vida». «Com o intuito de dar mais um passo em favor do aborto, grupos organizados, através do Legislativo, reacendem a luta para eximir do crime de homicídio a quem retira a vida de um ser humano: morte de embriões indefesos», afirma o cardeal Eugenio de Araújo Sales.Segundo afirma o arcebispo emérito do Rio de Janeiro em artigo difundido pelo site de sua arquidiocese, no contexto desse falso conceito de laicidade, «a sociedade brasileira e suas tradições estão aterrorizadas por interpretações inaceitáveis».

Dom Eugenio afirma que uma valiosa contribuição a esse assunto encontra-se no discurso ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, por ocasião da tradicional apresentação de bons votos para o Ano Novo, a 12 de janeiro de 2004.
Dizia o Santo Padre João Paulo II aos Embaixadores: “o princípio da laicidade, é em si mesmo legítimo quando é compreendida como distinção entre a comunidade política e as religiões. Todavia, distinção não quer dizer ignorância! Laicidade não é laicismo! Ela não é senão o respeito por todos os credos por parte do Estado, que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes”.“Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação. Pelo contrário, as relações Igreja-Estado podem e devem dar lugar a um diálogo respeitoso, portador de experiências e de valores fecundos para o futuro de uma nação. Um diálogo sadio entre o Estado e instituições religiosas, não são concorrentes, mas colaboradores, pode, sem dúvida, favorecer o desenvolvimento integral da pessoa humana e a harmonia da sociedade”, afirmava o pontífice.
No Brasil, há separação entre Igreja e Estado, recorda o cardeal. «O Estado como tal é leigo, mas não é laicista. Assim o cidadão deve seguir sua consciência, formada pelos ensinamentos de Jesus que foram confiados ao Magistério Eclesial. A Igreja na sua missão não está sujeita ao Estado.»
De acordo com Dom Eugenio, «um Estado leigo, mas não laicista, tem um diálogo sadio com todos os credos religiosos e assegura o bem-estar de uma Nação».«O discurso do Papa João Paulo II ao embaixador do México junto à Santa à Sé, Javier Moctezuma Barragán, a 24 de fevereiro de 2004, traz luzes a essa matéria: “Não se deve ceder às pretensões de quem, amparando-se em uma errônea concepção do princípio de separação Igreja-Estado e no caráter do Estado, tenta reduzir a religião à esfera meramente privada do indivíduo”».
O cardeal cita ainda as palavras do Papa Bento XVI no discurso ao novo embaixador do México junto à Santa Sé, a 23 de setembro de 2005: “Em um Estado leigo são os cidadãos que, no exercício de sua liberdade, dão um determinado sentido religioso à vida social”. (...) “Um Estado moderno há de servir e proteger a liberdade dos cidadãos e também a prática religiosa que eles elejam sem nenhum tipo de restrição ou coação”.

Dom Eugênio: Em 22 de setembro de 2001, na presença de grande número de bispos e sacerdotes, entregou o governo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, através da passagem do báculo (cajado simbólico do pastoreio do povo de Deus, utilizado pelos bispos) a Dom Eusébio, até então não revestido da dignidade cardinalícia, que só viria a obter em 2003. Possui os títulos de Cardeal Protopresbítero (o mais antigo em idade e/ou nomeação entre os Cardeais Presbíteros) e Arcebispo Emérito (aposentado) da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Esta é a hora dos leigos descobrirem a sua missão...

Dom Geraldo do Espírito Santo Ávila, querido e saudoso amigo.
Sempre foi um missionário... Um verdadeiro pastor das ovelhas do Senhor...
Dou testemunho...

Suas palavras de incentivo...

“Esta é a hora dos leigos descobrirem a sua missão. Você também participa da missão de Jesus, como toda a Igreja. Você é profeta, sacerdote e rei com Jesus.(...) Com Jesus você trabalha para ordenar este mundo segundo Deus. Aqui está sua missão específica: penetrar nas estruturas deste mundo, ser fermento, sal e luz. O leigo deve ajudar na construção do reino de Deus, na sua família, no seu ambiente de trabalho. Aí está a sua principal pastoral”.

A Inspiração Divina

Inspiração Divina é o impulso sobrenatural pelo qual o homem se sente movido a comunicar aos outros aquilo que Deus quer que comunique.
“As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo” (DV 11).
“Estes, (livros) porém, foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31).
- A inspiração é profética, se feita por palavras.
- A inspiração é bíblica, se feita por escrito.
Deus é o autor principal, o humano é autor instrumental.

Santo Agostinho... Reflexões


"É preferível a tristeza de quem suporta a iniquidade
do que a alegria de quem a comete."

"O pecado é o motivo de tua tristeza.
Deixa que a santidade seja o motivo de tua alegria."

"Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas,
a liberdade; e em todas, a caridade."

"O coração delicado sofre menos das feridas que recebe do que das que faz."

"Não há doente mais incurável do que aquele que não reconhece a sua doença."

"Quem é bom, é livre, ainda que seja escravo.
Quem é mau é escravo, ainda que seja livre. "

"Há homens que se agarram a sua opinião, não por ser verdadeira,
mas simplesmente por ser sua "

sábado, 24 de outubro de 2009

O Anjo da Guarda...

...ELE EXISTE E ESTÁ AO SEU LADO

A Igreja comemora, no dia 02 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda.

São eles espíritos celestes a quem Deus confiou a guarda e proteção dos homens. A cada ser humano, desde a hora de seu nascimento, foi confiado um Anjo da Guarda, que o acompanhará até o dia de sua morte, protegendo e assistindo não só contra os perigos temporais, mas especialmente contra os perigos espirituais. Embora o homem moderno procure desmistificar sua existência ou a sua permanência ao lado do homem como fiel companheiro, há provas evidentes e indiscutíveis nas Sagradas Escrituras sobre o seu ofício divino.
Devemos ao Santo Anjo um afeto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Do berço até o túmulo, o Anjo da guarda vela por nós, nos defende e desvia das ciladas do demônio. "Como um leão, ruge ao nosso lado", o demônio procura de todas as formas afastar o homem do caminho da virtude. É o que nos afirma São Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e 9: "Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. 9. Resisti-lhe fortes na fé, cientes que vossos irmãos, espalhados pelo mundo, sofrem a mesma tribulação."
Com nossas próprias forças somente, jamais conseguiremos fazer frente ao demônio, que possui grande poder para perder, enganar e destruir as almas eternamente. Nas horas de perigo, o Santo Anjo nos incita à virtude, convida-nos à resistência e apresenta a Deus as nossas orações e nossas boas obras, apoiando-nos com sua intercessão. É preciso, portanto, que façamos a nossa parte, invocando-o incessantemente, consultando-o. Durante cada minuto de nossa existência, trava-se uma batalha tremenda entre o Anjo da Guarda e o demônio, cada qual usando de todos os meios possíveis, um para nos salvar, outro para nos perder. Uma batalha invisível aos nossos olhos, porém, real e verdadeiramente terrível.
Foi pelo poder do Anjo mau que o pecado entrou no mundo. Foi o demônio quem persuadiu Adão e Eva a pecarem; toda a balbúrdia subseqüente àquela "sutil" desobediência à Deus, repercutiu de forma avassaladora no mundo. Assim, não é difícil decifrar a origem de toda maldade, corrupção, impurezas, guerras e todo o gênero de malignidade humana: São provenientes das nossas próprias opções, da nossa livre escolha em homologar as más inclinações que se nos fizeram presentes. Por maior que seja a tentação, a decisão final será exclusivamente nossa pelo exercício do livre arbítrio, que nos torna seres perfeitos para optar entre o bem o mal.
Quem não acredita no Santo Anjo, certamente também não acredita no demônio. Sendo assim, torna-se o diabo uma presença insuspeita, onde suas emboscadas são duplamente perigosas.
As tentações do demônio vencem-se com vigilância, jejum, mortificação, oração e confiança à Santíssima Virgem e ao Anjo da Guarda. Nossa Senhora, preservada da mancha original, comanda toda a legião de Anjos do Céu e da Terra. Cumpre seu ofício divino na batalha para esmagar a cabeça de Satanás. Invocada pela Igreja universal como "Rainha dos Anjos", ouve as preces dirigidas ao nosso Anjo da Guarda e as apresenta a Deus.
Especialmente na hora do medo, da dúvida, da ira ou da tentação, lembremo-nos da oração que o filhinho aprende, já nos primeiros exercícios da fala: O Santo Anjo. Seja esta oração infantil nossa companheira inseparável nos momentos de tribulação. Desde o desabrochar da vida até o desenlace, poderosa espada no combate contra o mal:
SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO GUARDADOR; SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA... SEMPRE ME REGE E GUARDA, GOVERNA E ILUMINA... AMÉM.

Precisamos redescobrir o Domingo...

Ocidente precisa urgentemente redescobrir o domingo, assegurou nosso Papa em uma homilia em Viena, Áustria, no ano de 2007.
O domingo, - disse ele - não é um «preceito», mas «uma necessidade interior».
Em sua homilia, o Papa repetiu a frase pronunciada pelos mártires de Abitinia, cidade da província romana da África Proconsular, atual Tunísia, no ano 303, que responderam à proibição do imperador Diocleciano de reunirem-se para celebrar a eucaristia com esta frase: «Sem o domingo não podemos viver». «O domingo, em nossas sociedades ocidentais, converteu-se em um fim de semana, em tempo livre», reconheceu o Santo Padre. «O tempo livre, especialmente em meio à pressa do mundo moderno, é certamente algo belo e necessário. Mas se o tempo livre não tem um centro interior que ofereça uma orientação de conjunto, acaba convertendo-se em tempo vazio que não reforça nem oferece descanso». «O tempo livre tem necessidade de um centro, o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta», acrescentou.
O cardeal Christoph Schonborn, havia explicado ao Papa que há tempos acontece na Áustria um «amplo movimento» em «defesa do domingo das tendências de esvaziamento do significado deste dia».Recordando o exemplo dos primeiros cristãos, Bento XVI explicou que para eles a missa dominical não era vista «como um preceito», «mas como uma necessidade interior». «Também nós temos necessidade do contato com o Ressuscitado, que nos apóia até depois da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos permite olhar mais além do ativismo da vida cotidiana para contemplar o amor criador de Deus, do qual procedemos e para o qual estamos a caminho».
O Santo Padre explicou que o domingo recorda o último dia da criação de Deus, como é narrado no Gênesis. «Por este motivo, o domingo também é na Igreja a festa semanal da criação, a festa da gratidão e da alegria pela criação de Deus».«Em uma época na qual por causa de nossas intervenções humanas a criação parece exposta a muitos perigos, temos de acolher conscientemente esta dimensão do domingo», propôs.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Legítima Defesa


É sempre bom conhecermos o que pensa a Igreja a respeito de certos temas polêmicos. Ela, inspirada pelo Espírito Santo, nos ajudará a discernir e também a tranqüilizar nossos corações quando em caso de necessidade de defender a vida. É conveniente que leiamos este trecho do Catecismo, que fala da Legítima Defesa.
ARTIGO 5 – O quinto mandamento – parágrafos: 2263; 2264;2265;2266;2267 – Catecismo da Igreja Católica – CIC
A Legítima Defesa
A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que constitui o homicídio voluntário. "A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor... Só se quer o primeiro; o outro, não."O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer respeitar seu próprio direito à vida.
Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor: Se alguém, para se defender, usar de violência mais do que o necessário, seu ato será ilícito. Mas, se a violência for repelida com medida, será lícito...
E não é necessário para a salvação omitir este ato de comedida proteção para evitar matar o outro, porque, antes da de outrem, se está obrigado a cuidar da própria vida.
A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela vida de outros. Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor seja impossibilitado de prejudicar a outrem. A
este título os legítimos detentores da autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da comunidade civil pela qual são responsáveis.
Corresponde a uma exigência de tutela do bem comum com esforço do Estado destinado a conter a difusão de comportamentos lesivos aos direitos humanos e às regras fundamentais de convivência civil.
A legítima autoridade pública tem o direito e o dever de infligir penas proporcionais à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objetivo reparar a desordem introduzida pela culpa, Quando essa pena é voluntariamente aceita pelo culpado tem valor de expiação.
Assim, a pena, além de defender a ordem pública c de tutelar a segurança das pessoas, tem um objetivo medicinal: na medida do possível, deve contribuir à correção do culpado.
O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.
Se os meios incruentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana.

Desvantagens do Ateísmo...

Parece-nos que o homem feliz não colhe vantagem alguma em ser ateu. É-lhe tão agradável cismar que os seus dias se prolongarão além da vida! Com que desespero não deixaria ele este mundo, se acreditasse separar-se para sempre da felicidade! Debalde sobre a sua cabeça se acumulariam todos os bens do século, que serviriam apenas para lhe tornar mais tormentoso o nada.
O rico pode também contar com que a religião lhe amplie os prazeres, mesclando-os com inexplicável ternura; não se lhe endurecerá o coração, o gozo, escolho inevitável das grandes prosperidades, não o infastiará; que a religião refrigera as sequidões da alma: é o que representa esse óleo santo com que o cristianismo consagrava a realeza, a infância, e a morte, para as salvar da esterilidade.
O guerreiro arremessa-se ao combate: será ateu esse filho da glória? O que busca uma vida infinita consentirá em terminá-la? Aparecei sobre as vossas nuvens fulminantes, soldados inumeráveis, antigas legiões da pátria! Famosas milícias de França, e agora milícias do céu, aparecei! Dizei aos heróis da nossa idade, do alto da cidade santa, que o bravo não cai inteiro no túmulo, e que, após ele, permanece alguma coisa mais que um vão renome.

François René de Chateaubriand, in 'O Génio do Cristianismo'

A Teologia... A Religião...

A TEOLOGIA
A Teologia é o tratado de Deus. É a ciência de Deus à luz do que Ele próprio revelou de Si, de seu amor pelos homens, de seus mandamentos. Portanto ciência que versa sobre Deus, a partir de Deus e sua Revelação aos homens. À luz da Revelação, a Teologia tem como objeto também as criaturas de Deus em sua relação com Ele. Do estudo da Teologia nasce espontaneamente a prática da religião.
“Assim andarás de maneira digna do Senhor fazendo tudo o que é do seu agrado, dando frutos em boas obras e crescendo no conhecimento de Deus...”
(Col 1,10).
“A sagrada Teologia apóia-se, como em perene fundamento, na palavra escrita de Deus juntamente com a Sagrada Tradição, perscrutando à luz da fé toda a verdade encerrada no mistério de Cristo” (DV 24).
O estudo da Bíblia deve ser a alma da Teologia.
A RELIGIÃO
A Religião estuda as relações do homem para com Deus, por meio de uma doutrina revelada por Ele, contida na Tradição e na Bíblia.
Jesus Cristo ensinou que todos os homens tinham obrigação de seguir sua doutrina. Ele por sua vez disse: “Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou” (Jo 7,16).
“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado”
(Mt 16,15-16).
“Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor” (Is 54,13).
A religião é:
- luz para a inteligência.
- força para a vontade.
- consolo na desgraça.
- tranquilidade para o viver.
Pratico a religião:
- pelo conhecimento de Deus e suas Obras;
- pela observância dos seus Mandamentos;
- pelo culto que lhe presto.
RELIGIÕES: dizer-se que todas as religiões são boas é um erro crasso.
Duas proposições contraditórias não podem ser ambas verdadeiras, a outra é necessariamente falsa.
Dizer, pois, que todas as religiões são verdadeiras, é negar a verdade objetiva.
Esta doutrina foi expressamente condenada por Cristo, ao enviar seus Apóstolos a pregar o seu Evangelho ao mundo universo, “ensinando-lhe tudo o que Ele lhes tinha ordenado”
(Mt 28,20).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Grande coisa é viver na obediência...

Livro da Imitação de Cristo - capítulo IX
Da Obediência e Submissão

'Grande coisa é viver na obediência, sob a direção de um superior, e não dispor da própria vontade. Muito mais seguro é obedecer que mandar. Muitos obedecem mais por necessidade que por amor: por isso sofrem e facilmente murmuram. Esses não alcançarão a liberdade de espírito, enquanto não se sujeitarem de todo o coração, por amor de Deus. Anda por onde quiseres: não acharás descanso senão na humilde sujeição e obediência ao superior. A imaginação dos lugares e mudanças a muitos tem iludido. Verdade é que cada um gosta de seguir seu próprio parecer e mais se inclina àqueles que participam da sua opinião. Entretanto, se Deus está conosco, cumpre-nos, às vezes, renunciar ao nosso parecer por amor da paz.

Quem é tão sábio que possa saber tudo completamente? Não confies, pois, demasiadamente em teu próprio juízo; mas atende também, de boa mente, ao dos demais. Se o teu parecer for bom e o deixares, por amor de Deus, para seguires o de outrem, muito lucrarás com isso. Com efeito, muitas vezes ouvi falar que é mais seguro ouvir e tomar conselho que dá-lo.

É bem possível que seja acertado o parecer de cada um: mas não querer ceder aos outros, quando a razão ou as circunstâncias o pedem, é sinal de soberba e obstinação'.

A Fé

A fé é um ato da inteligência baseado em incontestáveis motivos de credibilidade, é um ato de aceitação da palavra de Deus, porque Ele sabe e diz a verdade.
“...mas aquele que me enviou é verdadeiro e digo ao mundo tudo o que dele ouvi!” (Jo 8,26). “Quem vê em mim não é em mim que crê, mas em quem me enviou” (Jo 12,44).
Texto que é uma espécie de definição Teológica da fé: “A fé é uma posse antecipada de que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se veem” (Heb 11,1).
Pelo dom do Espírito Santo, o homem chega a contemplar e saborear, na fé, o mistério do plano divino (GS 15).
A fé é o princípio da salvação, o fundamento de toda a justificação “... sabendo, entretanto, que o homem não se justifica pelas obras da Lei mas, pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo”... (Gál 2,16). “ O meu justo viverá pela fé, mas se esmorecer, nele não encontro mais nenhuma satisfação” (Heb 10,38). “Ora, sem a fé é impossível ser-lhe agradável” (Heb 11,6). “Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado” (Mc 16,16).
A todo o discípulo de Cristo incumbe o encargo de difundir a fé, segundo a própria medida (LG).