"PORQUE ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ALI ESTARÁ O TEU CORAÇÃO". Mt 6,21

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Maria, Mãe de Deus e nossa...

Se alguém tivesse a sorte de, antes de nascer, escolher a mãe, como a escolheria? Não é uma pergunta inútil, pois houve alguém que teve esta sorte: Jesus Cristo.
Podemos dizer mais. Se alguém de nós tivesse o poder de criar sua mãe, antes de nascer, como a criaria? Não é pergunta inútil, pois houve alguém que teve a sorte de, antes de nascer, criar sua mãe.
“Virgem bonita, filha do teu Filho” canta o máximo poeta-teólogo de toda a Cristandade, Dante Alighieri.
Maria é filha de seu Filho. De fato, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus, puríssimo Espírito, para se tornar homem como nós, precisou de uma mãe. Por isso Ele a fez bonita, perfeita, toda a seu gosto divino. Esta é Maria. “Tudo foi feito por meio d’Ele” Jo 1,3.
Ninguém, mas ninguém mesmo pode botar defeito nos gostos de Cristo, porque são gostos divinos. (Frei Battistini)
O profeta Isaías assim escreve sobre Maria: “O Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a Virgem que CONCEBE, e dá à luz um Filho que se chamará Emmanuel – Deus conosco” (Is 7,14).
Maria deu à luz, não uma natureza, mas uma Pessoa, a pessoa de Cristo Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por isso é Mãe de Deus e motivo porque é amada por todos os verdadeiros cristãos.
Maria é orgulho da raça humana, nos escreve Frei Battistini, obra-prima de Deus, escolhida por Deus, Sacrário da Santíssima Trindade, Esposa do Espírito Santo, Mãe do Filho de Deus, amada, invocada, cantada, “Proclamada Bem-Aventurada por todas as gerações”, celebrada e imortalizada por todos os gênios, procurada pelos pecadores, imitada pelos santos... é raça da nossa raça, carne da nossa carne, ossos dos nossos ossos. Único exemplar de pureza. Relíquia do Paraíso Terrestre, exemplo brilhante para os escolhidos. (Frei Battistini)
Muito a se falar de nossa Mãe Maria, a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja... E muito falaremos, ainda...
Ela...
“Ela brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do povo de Deus peregrino”
LG 68

A devoção à Maria é fonte de vida cristã, de compromisso com Deus e com os irmãos.
Mãe de Deus, Rainha da Paz, rogai por nós, pecadores, que recorremos a Vós!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Comunhão ou Eucaristia...

É o sacramento que contém o verdadeiro corpo e sangue de Jesus Cristo, real e substancialmente presente, debaixo das espécies de pão e vinho para o nosso alimento espiritual.
Jesus disse aos judeus: “Eu sou o pão vivo descido de céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo” (Jo 6,51). Eles entenderam que Jesus falava no sentido literal, pois disseram: “Como este homem pode dar-nos a sua carne a comer:” (Jo 6,52).
E Jesus instituiu na mesma doutrina: “... se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós... Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida... aquele que comer de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu... quem come deste pão viverá para sempre” (Jo 6,53-58).
São Paulo aos Coríntios: “Com efeito, eu mesmo recebi do Senhor o que vos transmiti, na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim”
(1Cor 11,23-25; Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20).

A Igreja Católica sempre interpretou as palavras: “Isto é meu corpo... Isto é o meu sangue"... no sentido estritamente literal. Este sentido é óbvio. As palavras da sua última vontade deviam ser claras e interpretadas no seu sentido natural e literal. Era o Sacramento e o Sacrifício, que seria celebrado até o fim dos tempos como sinal de sua presença. “Pois todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha” (1Cor 11,26).

Transubstanciação

As palavras de Instituição da Eucaristia: “Este é o meu Corpo” implicam claramente que, o que Cristo tem em Suas Mãos, cessou de ser pão e se tornou “Seu Corpo”.
Como não houve mudança nos acidentes ou aparências do pão e vinho, a mudança operou-se nas “Substâncias”
e por isso a Igreja lhe chama adequadamente transubstanciação.
“O que vemos e nos parece pão, não é pão, mas o Corpo de Cristo; o que vemos e nos parece vinho, não é vinho, mas o Sangue de Cristo”
(Cat 4,9).

Para comungar bem:

1º. ter alma sem pecado mortal;
2º. Estar em jejum, uma hora antes;
3º. Receber Jesus com fé e respeito.
“Eis porque todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
"Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação”
(1Cor 11,27-29).

Confissão ou Penitência...

É um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo pra perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.
Jesus instituiu a Confissão no dia de sua Ressurreição dizendo aos Apóstolos: “Recebei o Espírito Santo, Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais não perdoardes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).
São necessárias 3 condições para receber a graça da absolvição: Contrição, Confissão e Satisfação.
Efeitos produzidos pela Confissão:
- Perdoa a culpa e a pena eterna do pecado.
- Restitui a graça santificante.
- devolve os méritos perdidos pelo pecado.
- Dá graças atuais para emendar o pecador.
A confissão sempre esteve em uso na Igreja...
“Muitos daqueles que haviam crido vinham-se confessar e revelar suas práticas” (At 19,18). “Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo: para perdoar os nossos pecados e purificar-nos de toda injustiça” (1Jo 1,9).
Jesus perdoava, com frequência, aos pecadores: Madalena )Lc 7,47), a mulher adúltera (Jo 8,11), Zaqueu (Lc 19,9), o Paralítico (Mt 9,2), o Ladrão na Cruz (Lc 23,43). Delegou aos seus Apóstolos o poder de perdoar, que Ele próprio exerceu.
A confissão restitui o sossego à nossa alma, exercendo salutar terapia sobre a mente e o corpo. Destila sobre a alma ferida o bálsamo da consolação e manifesta a grande misericórdia e a infinita sabedoria de Deus.
Para Confessar-se bem:
lembrar-se dos pecados;
pedir perdão a Deus;
prometer de evitar os pecados;
acusar os pecados ao confessor;
cumprir a penitência imposta.

“Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos” (Ez 33,11)... “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores... (1Tim 1,15)...pois ele (Jesus) salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21).

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Soberba e a Humildade...

A soberba produz somente inquietação e insatisfação, em contraste com o profundo gozo interior que provém da humildade.
A soberba orienta as coisas para o próprio eu e analisa todos os acontecimentos por uma perspectiva exclusivamente subjetiva: se as coisas agradam ou não, se trazem uma vantagem ou exigem esforço... E não considera se se trata de algo bom em si mesmo ou para os outros. Esse egocentrismo leva a julgar o modo de atuar ou de pensar dos outros de acordo com as próprias categorias, e a mover-se com a pretensão, mais ou menos explícita, de que os outros devem comportar-se como a pessoa deseja. Isto explica por que um homem soberbo é vítima de freqüentes aborrecimentos quando acha que não o consideram suficientemente, ou fica triste ao perceber os seus próprios erros ou as melhores qualidades dos outros.
Quando alguém se deixa levar pela soberba, ainda que procure buscar a sua própria complacência, sempre alberga um ponto de desassossego. O que lhe falta para ser feliz? Nada, porque tem tudo. E tudo, porque perdeu de vista o fundamental: a sua capacidade de dar-se aos outros. O seu comportamento forjou um modo de ser que lhe dificulta encontrar a verdadeira felicidade.
Por outro lado, para a pessoa humilde, confrontar-se com a vontade de Deus é causa de alegria. Mais ainda, é o único motivo de verdadeiro júbilo. Certamente, ao pôr-se diante d’Ele, descobre a sua finitude e a sua pequenez. Mas a sua condição de criatura, longe de ser uma ocasião de tristeza ou desesperança, é fonte de íntima alegria. A humildade é uma luz que leva o homem a descobrir a grandeza da sua própria identidade, como ser pessoal capaz de dialogar com o seu Criador, e a aceitar, com completa liberdade, a sua dependência d’Ele.
A alma enamorada aprende a ser humilde, cada dia, na oração: «A oração” é a humildade do homem que reconhece a sua profunda miséria e a grandeza de Deus, a quem se dirige e adora, de maneira que tudo espera d’Ele e nada de si mesmo» [12].
A paz somente é recuperada quando, ao invés de raciocinarmos e refletirmos em nosso interior sobre o que nos acontece, procuramos deixar de lado estas preocupações e voltamos a Cristo.
«Alma calma» - palavras muito apreciadas, porém São Josemaría Escrivá, fundador da Opus Dei, [13], sintetizam todo um programa de vida em que a alma, contando com a graça divina, enfrenta qualquer dificuldade com ardor e prudência. Quando se vive assim, cumpre-se o que São Josemaria ensinava: «Todas aquelas contradições que tantas vezes nos fizeram sofrer, não foram a causa da perda da alegria e da paz em momento algum, porque pudemos experimentar que o Senhor tira doçura — mel saboroso — das rochas áridas da dificuldade: de petra, melle saturavit eos (Sal 80, 17)»[14].
A nossa Mãe Santa Maria faz-nos presente a necessidade de sermos humildes para vivermos perto de Deus. Ela é modelo de alegria, precisamente porque também é modelo de humildade: A minha alma glorifica o Senhor; e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na baixeza da sua escrava [15].
(Trechos tirados: http://www.opusdei.org.br/)
Imagem: pollyannadonato.wordpress.com/.../

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Secularismo

Roque Brugnara
Secularismo é ideologia que pretende esquecer a dimensão transcendente do homem, valorizando apenas o que é temporal. É forma reducionista de ver a pessoa humana. Ideologia é exatamente isto: visão parcial e distorcida da realidade global, normalmente complexa. Sem a dimensão transcendental, o secularismo criou a concepção utilitarista da existência humana: viver é aproveitar a vida. No lugar de Deus, colocou três ídolos: ter, poder e prazer, que se tornaram referencial de vida para muitas pessoas de nosso tempo. O sentido da existência é buscado na satisfação dos desejos de possuir e de dominar e na experiência de emoções fortes e empolgantes. Para alcançar isto usam-se até drogas químicas e entorpecentes. Isto é um equívoco, pois o sentido da existência deve ser alcançado pela consciência de ser homem destinado a ultrapassar as barreiras da matéria, do espaço e do tempo.

Secularização

Roque Brugnara

Secularização é um movimento cultural-religioso que se dedica a colocar no devido lugar o que é profano (de uso comum) e o que é sagrado (relacionado a Deus), reconhecendo a independência das realidades temporais. É uma espécie de reação ao tempo em que tudo era considerado sagrado.
É certo que a dimensão transcendental do homem é a mais importante por ser eterna, mas há realidades temporais das quais devemos reconhecer a justa independência. Caso típico é a ciência, o conhecimento humano em geral. Ele pode existir independentemente da postura religiosa do cientista. Melhor se o cientista puder ter o senso do religioso e do profano na justa medida.
A secularização resume-se nisto: considerar religioso o que tem relação direta com o transcendente e considerar seculares e profanas as demais coisas. A palavra profano não tem aqui seu sentido negativo: significa apenas o que não é sagrado.
Um dos exemplos é a arte: ela pode existir como expressão humana, mas pode igualmente ser expressão da dimensão religiosa. É realidade temporal, com sua justa independência, mas pode ser também expressão religiosa.
A economia pode ser outro exemplo: é realidade temporal, vivida por todos os homens, independentemente de sua opções religiosas; mas quem é cristão tem visão econômica um pouco diferente: deixar alguém passar necessidade, enquanto eu estou farto, é atitude inaceitável e tem duras consequências religiosas (cf. Lc 12-13-34; Lc 16,19-31).
A secularização pretende valorizar tanto as realidades temporais quanto a dimensão religiosa, deixando que cada uma delas ocupe o espaço que lhe cabe na vida humana. O que se diz profano tem implicações religiosas e não se pode viver a dimensão religiosa sem a condição temporal.

Sacralização

Roque Brugnara
A mentalidade sacralizante é típica dos povos primitivos: tudo o que não era compreendido, da vida ou da natureza, era atribuído a deuses ou a forças transcendentais. Para cada a atividade vital havia um deus protetor.
Além disso, no referencial para a tomada de decisões predominavam os critérios religiosos e transcendentes, como se a divindade estivesse a todo o momento fiscalizando e cobrando os comportamentos humanos.
O que era sagrado não podia ser tocado pelo homem, tais como o totem das tribos, os lugares de culto e as pessoas consagradas ao serviço religioso. Aquilo que era consagrado aos deuses tornava-se propriedade deles e era afastado do convívio dos homens.
Nesse sentido Jesus de Nazaré fez verdadeira revolução dessacralizante: a pessoa humana é o ser mais sagrado, depois de Deus. Presta-se culto a Deus respeitando e amando as pessoas como verdadeiros filhos de Deus.
O homem tem necessidade de cultivar o senso do sagrado pelo fato de que ele pode ajudar na relação com Deus, que é transcendente e imanente* ao mesmo tempo. Deus está além do universo criado, mas torna-se presente no mundo por sinais e símbolos, pelas coisas que o
homem elege como sagradas.
Quando, para uma pessoa, a natureza é sinal do Criador, esta assume o senso de sagrado: a pessoa passa a respeitá-la e preservá-la. A mentalidade destruidora da natureza nos vem dos tempos em que nossos pais ou avós tiveram de lutar contra a natureza para poder sobreviver. Para eles a natureza representava certa ameaça. Isto não ocorre conosco.
Para alcançar a vivência religiosa equilibrada é preciso cultivar o senso do sagrado, observando os graus de sacralidade:
- o próprio Deus (Pai, Filho e Espírito Santo);
- a presença sacramental de Jesus na Eucaristia;
- a palavra de Deus contida na Bíblia;
- as pessoas que possuem relação especial com Deus e que se tornam intermediárias na relação entre Deus e o seu povo (profetas, santos, ministros do culto etc.);
- as demais pessoas, filhos de Deus;
- os locais de culto, os objetos de culto, os símbolos religiosos etc.
*Imanente: Que está compreendido na própria essência do todo. 2. Aderente, permanente.
Imagem: www.nova-acropole.pt/a_regrtesso-sagrado.html

domingo, 27 de dezembro de 2009

Mártires...

Catecismo da Igreja Católica - CIC

M.12 MÁRTIRES
M.12.1 Atas dos mártires
§2474
Com o maior cuidado, a Igreja recolheu as lembranças daqueles que foram até o fim para testemunhar a fé. São as "Atas dos Mártires" (Acta Martyrum). Constituem os arquivos da Verdade escritos em letras de sangue:
De nada me servirão os encantos do mundo e dos remos deste século. Melhor para mim é morrer (para me unir) a Cristo Jesus do que reinar até as extremidades da terra. É a Ele, que morreu por nós, que eu procuro; é a Ele, que ressuscitou por nós, que eu quero. Aproxima-se o momento em que serei gerado... .
Eu vos bendigo por me terdes julgado digno desse dia e dessa hora, digno de ser contado no número dos vossos mártires... Guardastes vossa promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por essa graça e por todas as coisas, eu vos louvo, vos bendigo e vos glorifico pelo eterno e celeste sumo sacerdote, Jesus Cristo vosso Filho bem-amado. Por Ele, que está convosco e com o Espírito, vos seja dada glória, agora e por todos os séculos. Amém.
M.12.2 Culto dos mártires
§957 A comunhão com os santos.
"Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça, promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus".
Nós adoramos Cristo qual Filho de Deus. Quanto aos mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção por seu Rei e Mestre. Possamos também nós ser companheiros e condiscípulos seus.
§1173 Quando, no ciclo anual, a Igreja faz memória dos mártires e dos outros santos, "proclama o mistério pascal" naqueles e naquelas "que sofreram com Cristo e estão glorificados com ele, e propõe seu exemplo aos fiéis para que atraia todos ao Pai por Cristo e, por seus méritos, impetra os benefício
s de Deus"
M.12.3 Martírio
§2113
A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro", diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar "a Besta", recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.
M.12.4 Significação do martírio
§2473 O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Enfrenta a morte num ato de fortaleza. "Deixai-me ser comida das feras. E por elas que me será concedido chegar até Deus."

A alegria de ter fé...

Frei Neylor J. Tonin, O.F.M.
Um grande psicólogo vienense, Dr. Viktor Franki, criador da Logoterapia, ou seja, uma escola da Psicologia que tem como objetivo reacender dentro das pessoas e dos pacientes a importância do sentido da vida, ou, mais particularmente, a necessidade de se dar um sentido à existência.Em outras palavras, uma definição de logoterapia, segundo Viktor Frankl, vem do seu próprio nome. Logos significa em grego "sentido".
Portanto logoterapia significa "cuidar do sentido". Sentido como significado, meta ou finalidade, sendo esta a principal força motivadora no ser humano. Assim, a logoterapia se baseia no confronto do paciente com o sentido de sua vida e o reorienta para o mesmo.Este sentido é dado, normalmente, pela fé ou por aquilo em que se acredita. Pois a fé transmite uma certeza e infunde grandeza interior à pessoa.
A pessoa começa a sentir-se infeliz quando não tem mais nada em que acreditar firmemente e definitivamente. Aí, ela entra em pânico, ou começa a enfraquecer-se internamente.Um dos grandes problemas de nossas clínicas, diz o médico, é a neurose espiritual, a anemia do espírito. Falta às pessoas um ponto de apoio seguro.A fé é uma força interior para enfrentar os desafios da vida. Quando segura, a pessoa luta melhor e experimenta a alegria que lhe nasce por acreditar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Ovelha Perdida...

Vem, Senhor Jesus, procura teu servo,
procura a ovelha perdida.
Vem, pastor!
Deixa as noventa e nove outras
e procura aquela única que está perdida.
Vem até mim porque os lobos me espreitam,
vem porque fui expulso do paraíso.
Busca-me porque estou à tua procura.
Procura-me, encontra-me, acolhe-me e carrega-me!
Tu podes acolher aquele que encontras e colocas sobre teus ombros aquele que acolhes.
Um fardo de amor não é para ti uma carga...
Vem, Senhor, procurar tua ovelha,
não através de servos ou mercenários.
Vem, tu mesmo.
Leva-me junto de tua cruz, salvação para os errantes,
repouso para os que estão cansados,
vida para os que morrem.
Vem e haverá salvação na terra e alegria no céu.
São Ambrósio de Milão

Deus e o Sofrimento

Revista Pergunte e Responderemos nº 465
Fevereiro de 2001

Um leitor desta Revista escreve o seguinte:
“O deuses da mitologia grega praticavam perversidades, ao passo que o Deus da fé cristã é cheio de misericórdia. Todavia a história parece ensinar o contrário, já que no mundo há muito sofrimento, principalmente entre os menos favorecidos. Gostaria de que abordassem o assunto”.
Dom Estêvão Bettencourt O.S.B. responde:
Toda criatura, pelo fato mesmo de ser criatura, é limitada, finita e, por isto, falível. Uma criatura infalível seria um contra-senso; seria um outro deus. Tal é a razão por que no mundo há tantas falhas; Deus quis fazer o ser humano livre, pois a liberdade é uma prenda de grande valor, que diferencia o homem dos robôs; o homem pode escolher espontaneamente o rumo de sua vida e o teor de suas ações. Nisto ele pode errar, cometendo graves danos.
Qual é o papel de Deus diante da realidade?
O Criador poderia estar constantemente policiando o mundo, de modo que nunca houvesse algum desastre. Contudo esse procedimento seria menos digno de Deus, que deseja dar ao homem o ensejo de se realizar com liberdade e nobreza. Deus não quer retirar do homem o precioso dom da livre opção: deixa o homem agir. Mas, como diz S. Agostinho, Ele nunca permitiria o mal se não tivesse recursos, em sua sabedoria, para tirar do mal bens ainda maiores. Com outras palavras: Ele escreve direito por linhas tortas. Nem sempre vemos o bem que o Senhor tira dos males do homem, mas em alguns casos isto aparece: pensemos em alguém que leva uma vida agitada e um belo dia quebra uma perna; fica imobilizado, faz um retiro forçado, que lhe dá a feliz ocasião de repensar a sua vida e reajustá-la! Na verdade, o sofrimento tem um valor pedagógico, que os próprios gregos, antes de Cristo, professavam dizendo: Páthos máthos, isto é, sofrimento é escola, é educação...
Frente aos males que afligem a humanidade de nossos dias, a atitude correta não está em blasfemar contra Deus, mas em procurar conscientizar o ser humano de suas responsabilidades.
Certa vez, num sermão proferido para os fiéis em Hipona, exclamava S. Agostinho: “Não digais que os tempos são maus! Este é um chavão muito antigo. Quem faz os tempos são os homens. Quais formos nós, tais serão os tempos. Sede bons e os tempos serão bons. Não espereis que os outros comecem a ser bons. Sede bons desde já e vereis que o bem aparecerá em torno de vós!”
Estas palavras conservam seu pleno vigor até hoje. Ao vermos os males do mundo de hoje, pensemos na responsabilidade que nos toca. E sejamos ainda melhores do que somos. Em consequência o nosso ambiente se transformará. Com a graça de Deus...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Jesus Cristo

Jesus Cristo é o Filho de Deus feito homem pra nos salvar.

Em Belém, cidade de Davi, Maria “deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-se numa manjedoura” (Lc 2,7).
Um anjo do Senhor disse aos pastores: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo-Senhor, na cidade de Davi” (Lc 2,11).
Os pastores foram a Belém “e encontramos Maria, José e o recém-nascido deitado numa manjedoura” (Lc 2,16).

Os Magos do Oriente vieram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o rei dos judeus recém-nascido?"... Foram informados que era: “Em Belém da Judéia... Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e prostrando-se, o homenagearam... oferecendo-lhe presentes: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,2-5-11).
Circuncisão de Jesus no Templo... conforme está escrito na Lei do Senhor: "Todo o varão que abre o útero será consagrado ao Senhor” (Lc 2,23).
Fuga para o Egito... "O Anjo do Senhor manifestou-se em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, toma o menino e a mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar” (Mt 2,13).
Morto Herodes o Anjo do Senhor disse a José: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel... e foi morar numa cidade chamada Nazaré” (Mt 2,19-23).
Vida oculta em Nazaré: “E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2,52).
Batismo de Jesus... “Jesus veio de Nazaré da Galiléia e foi batizado por João no rio Jordão” (Mc 1,9)... e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corporal, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado: eu, hoje, te gerei!” (Lc 3,22).
Escolha dos doze: “Depois que amanheceu, chamou os discípulos e dentre eles escolheu doze, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem impôs o nome de Pedro, seu irmão André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado Zelota, Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariot, que se tornaria traidor” (Lc 6,12-16).
Com seus Apóstolos percorreu a Galiléia e a Judéia por 3 anos... pregando o Evangelho do Reino e curando toda e qualquer doença ou enfermidade do povo (Mt 4,23).
No Sermão da Montanha expôs o seu plano e através de 44 parábolas simplificou a doutrina do Reino de Deus. Em com 37 milagres, provou que era o Filho de Deus.
Jesus foi aclamado pelo povo: “Hosana ao Filho de Davi!” (Mt 21,9) e também pelo povo condenado: “Crucifica-o! Crucifica-o!” (Lc 23,21). E por um dos seus comensais foi traído.
Judas Iscariot disse aos sacerdotes: “O que me dareis se eu o entregar? Fixaram-lhe, então, a quantia de trinta moedas de prata” (Mt 26,15).
Os discípulos preparam a Páscoa “Enquanto comiam, Jesus tomou um pão...distribuindo-o aos discípulos, disse: Tomai e comei, isto é o meu corpo. Depois, tomou um cálice e dando graças, deu-lho dizendo: Bebei dele todos, pois isto é o meu Sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mt 26,26-28).
Jesus prediz a negação de Pedro: “Em verdade te digo que hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes” (Mc 14,30),
Jesus no Getsêmani... “E levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a apavorar-se e a angustiar-se” (Mc 14,33). Disse-lhes, então: “A minha alma está triste até a morte. Permanecei aqui e vigiai comigo” (Mt 26,4).
Judas aproxima-se de Jesus dizendo: “Salve, Rabi!” e o beijou. Jesus lhe disse: “Judas, com um beijo entregas o Filho do Homem? (Lc 22,48)...Mas é a vossa hora, e o poder das Trevas” (Lc 22,48-53).
Jesus é preso e levado ao Sumo Sacerdote Caifás que junto ao Sinédrio procuraram um falso testemunho contra Ele para matá-lo.
Jesus está junto ao Governador e Pilatos perguntou ao povo: “Quem quereis que vos solte, Barrabás ou Jesus, que chamam de Messias:” (Mt 27,17).
Preferiram Barrabás a Jesus: “Seja crucificado!" (Mt 27,25)
Jesus Coroado com uma coroa de espinhos, caçoaram dele dizendo: “Salve, ó rei dos judeus!” (Mt 27,29).
Ao ser levado para a crucifixão um Cirineu o ajudou a carregar a cruz.
No
monte Calvário, foi crucificado entre dois ladrões, com a seguinte inscrição sobre a cabeça: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19,19).
As 7 Palavras de Jesus:
“Pai, perdoa-lhes; não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
“Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).
“Mulher, eis o teu filho! Eis a tua mãe!” (Jo 19,26-27).
“Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” (Mc 15,34; Mt 27,46).
“Tenho sede!” (Jo 19,28).
“Está consumado!” (Jo 19,30).
“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).
O centurião vendo que Jesus havia expirado deste modo, disse: “De fato, este homem era filho de deus!” (Mc 15,39).
José de Arimatéia pediu a Pilatos o corpo de Jesus e envolvendo-o num lençol e colocou num túmulo, talhado numa rocha.
Passado o sábado as mulheres foram ao túmulo e viram um jovem que lhes disse: “Não vos espanteis! Estais procurando Jesus de Nazaré, o Crucificado. Ressuscitou, não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Mas ide dizer aos discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis, como vos tinha dito” (Mc 16,6-7).
Jesus apareceu por mais vezes aos seus Apóstolos e a diversas pessoas. Por último deu aos Apóstolos a seguinte missão: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura...” (Mc 16,15) “...e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,20). E subiu o céu.

Jesus Cristo, nós confiamos em Vós!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ó Redentor do Mundo!

Ó Redentor do mundo,
Do eterno Pai gerado
Já antes do universo,
Qual Filho bem-amado.
Do Pai luz e esplendor,
Nossa esperança eterna,
Ouvi dos vossos servos a prece humilde e terna.
Lembrai, autor da vida,
Nascido de Maria,
Que nossa forma humana
Tomastes, neste dia.
A glória deste dia atesta um fato novo,
Que vós, do Pai descendo,
Salvastes vosso povo.
Saúdam vossa vinda
O céu, a terra, o mar,
E todo ser que vive
Entoa o seu cantar.
E nós, por vosso sangue
Remidos como povo,
Vos celebramos hoje,
Cantando um canto novo.
A glória a vós, Jesus,
Nascido de Maria
Com vosso Pai e o Espírito
Louvores cada dia.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A Samaritana... Reflexão sobre família irregular...

A Samaritana
(família irregular)
(Divorciados, desquitados, ajuntados, amigados,
casados só pelo civil)

O Papa João Paulo II na sua Exortação Apostólica: “Familiaris Consortio”, sobre a família, diz que as pessoas que vivem maritalmente em situação irregular, como: amigados, ajuntados, casados só pela lei civil, desquitados e divorciados que vivem com outro consorte, não podem receber os sacramentos; mas a Igreja, principalmente os padres e as comunidades cristãs não devem abandonar essas pessoas, mas, ao contrário, devem apoiá-las para que rezem e pratiquem a religião, excetuando-se a recepção dos sacramentos. É claro que os desquitados e divorciados que não casam de novo, mas vivem como solteiros estes podem também receber os sacramentos e praticar integralmente a religião.
Jesus ao pé do poço de Jacó disse a uma mulher samaritana que vivia ajuntada: “Vai chamar o teu marido”.
Ela respondeu: “Eu não tenho marido”.
Jesus retrucou: ”Falaste a verdade porque já tiveste sete maridos e este com quem vives não é teu”.
A samaritana sentiu-se tocada no coração pela sinceridade de Jesus e ao mesmo tempo, pela sua amabilidade e pelo interesse que demonstrou por ela.
A mulher converteu-se e levou grande número de samaritanos a conhecer o Messias e a mudar de vida.
Oração

Meu Deus, eu sei que a minha união matrimonial não está conforme com a vossa vontade. Mas Vós sabeis, meu Deus, que eu fui arrastada e empurrada para esta situação, sem culpa minha; e se eu tive culpa, perdoai-me, Senhor!
Amiga Samaritana, tu também estiveste em situação irregular e Jesus teve a paciência de esperar por ti ao pé do poço de Jacó e se dignou conversar contigo.
Boa amiga Samaritana! Jesus te amou apesar do teu pecado. Pede agora a Jesus que perdoe o meu erro e os meus pecados; suplica a Jesus que venha até mim, me ampare e me aponte o caminho que me leve a encontrar a solução do meu problema.
Minha filha, eu sou o Messias. Eu sou o Salvador. Sou eu mesmo que agora estou falando contigo. Tem confiança, minha filha, eu quero o teu bem, a tua felicidade. Não desanimes, não me abandones. Juntos encontraremos a solução”.
Meu Jesus, amparai-me, consolai-me, iluminai meu caminho e meu futuro. Meu Jesus, eu confio em vós. Meu Salvador, abençoai-me. Amém.
Texto bíblico: Jo 4,5-42

Eu confio em Deus...

Oração
Eu Confio Em Deus
(Salmo 26. VS. 7 a 14)
(Tradução livre)


Escutai, Senhor, a voz da minha oração,
Tende piedade de mim e ouvi-me.
Ó Senhor, eu busco a vossa presença,
A minha fé vos procura e o meu coração vos quer falar.
Não escondais de mim o vosso semblante.
Sou vosso servo, não me rejeiteis.
Vós sois o meu amparo, não vos afasteis de mim.
Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.
Se meu pai e minha mãe me abandonarem o Senhor me acolherá.
Ensinai-me, Senhor, os vossos preceitos.
Guiai-me pelo caminho certo, desviai-me dos perigos.
Levantaram contra mim conversas e calúnias.
Desmascarai os mentirosos que me perseguem.
Tenho a certeza de alcançar as alegrias do meu Senhor.
Espera no Senhor e sê forte!
Fortalece teu coração e espera no Senhor.

Verdade e Vida...

Estamos no mundo para conhecer, amar e servir a Deus e assim alcançar a vida eterna.
Muitas coisas nos preocupam..., no entanto pouca coisa é necessária, até mesmo uma só (Lc 10,42). “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,33).
Mas como conseguir a vida eterna?
“Ora a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo (Jo 17,3)...para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,31).
“Eis o que é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tim 2,34).
“Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,31).
“Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
“Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens...” (Jo 1,4).
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundancia” (Jo 10,10).
“As palavras que vos disse são espírito e vida” (Jo 6,63).
Simão Pedro disse a Jesus: “Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68).
A tua palavra é VERDADE E VIDA.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Tentação...

A Tentação é uma influência que o demônio exerce sobre o homem para o arrastar ao pecado. Na Sagrada Escritura o demônio é chamado o tentador (Mt 4,3). “E não é de estranhar! Pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2Cor 11,14).
A tentação em si não é pecado; só o consentimento dado à tentação é que constitui o pecado. “Assim, pois, aquele que julga estar de pé, tome cuidado para não cair... Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças...” (1Cor 10,12-13).
Deus concede-nos as graças suficientes para vencer as tentações. “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder” (2Cor 12,9).
Devemos estar vigilantes contra as tentações. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). “Mostra-te fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida” (Apoc 2,10).

domingo, 20 de dezembro de 2009

Recordando e Refletindo sobre... As Obras de Misericórdia...

As Obras de Misericórdia são 14:


As 7 corporais:
1. Dar de comer a quem tem fome;
2. Da de beber a quem tem sede;
3. Vestir os nus;
4. Dar pousadas aos peregrinos;
5. Visitar os encarcerados;
6. Remir os cativos;
7. Enterrar os mortos.


As 7 espirituais:
1. Dar bom conselho;
2. Ensinar os ignorantes;
3. Corrigir os que erram;
4. Consolar os aflitos;
5. Perdoar as injúrias;
6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo;
7. Rogar a Deus pelos vivos e falecidos (Mt 25,31-46).



Refletindo sobre as Obras de Misericórdia...
Tenho sido um bom cristão?
Uma breve reflexão sobre as Obras de Misericórdia...
Dando de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede: Dei esmolas em dinheiro ou comida para os pedintes? Ajudei os amigos, parentes ou vizinhos desempregados? Paguei um salário justo aos empregados? Tenho ajudado meus pais idosos com comida ou remédios? Vestindo os que estão nus: Tenho roupas demais? Tenho o armário cheio de roupas e digo "não tenho o que vestir"? Me visto só com roupas da moda? Já dei uma roupa nova e bonita a alguém que precisava dela? O que faço com as roupas que me sobram?
Visitar os enfermos e cativos: Sou doador de sangue? Visito os meus parentes e amigos doentes? Sei se na minha rua tem alguém doente? Visito meus pais idosos?
Dar pousada aos peregrinos: Cobro um preço justo pelo aluguel? Expulsei um filho de casa? Recusei morada a algum parente? Ajudo os desabrigados nas enchentes e enchurradas? Tenho bons sentimentos para com os imigrantes de outras cidades e estados?
Remir os cativos e oprimidos: Ajudo os drogados a largar o vício e os prostituídos a mudar de vida? Tenho vontade de ajudar a Igreja nas visitas que faz ao presídio, indo lá ou colaborando com doações?
Enterrar os mortos: Evito de ir a velórios e enterros? Vou só por obrigação social? Concedi um enterro cristão aos meus parentes, chamando um sacerdote?
Dar bons conselhos; Ensinar aos ignorantes; Consolar os aflitos: Tenho conversado com meus filhos, ensinando-os a moral cristã? Tenho ensinado-os ou os outros a não pecar, por amor a Deus? Tenho aconselhado os pais a batizar os filhos, e os pecadores a se confessar? Aconselhei alguém a evitar o suicídio, ou a não usar drogas? Me ofereço para dar catequese?
Perdoar as injúrias; Sofrer com paciência as fraquezas do próximo;
Corrigir os que erram: Tenho tido paciência com os erros dos outros? Tenho perdoado com facilidade a quem me ofendeu? Tenho alertado às pessoas de vida errada? Tenho alertado aos jovens promíscuos sobre o seu erro? Tenho corrigido meus filhos quando erram?
Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos: Lembro dos meus parentes e amigos falecidos nas minhas orações? Quando rezo peço mais para mim do que para os outros? Rezo pelos problemas dos outros? Ofereço missas pelas necessidades dos vivos e pelas almas dos falecidos?
Neste texto você encontrará como se preparar para uma boa confissão: http://www.acidigital.com/Oraciones/confissao.htm

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Purgatório

O Purgatório é um estado de espírito em que as almas dos justos expiam os seus pecados antes de entrar no céu.
A existência do purgatório é uma verdade defendida pela Igreja; está de acordo com a razão, e quase todas as religiões a admitem.
De conformidade com as Escrituras (Núm 20,12; 2Reis 21,13-14)),
Deus nem sempre perdoa neste mundo a pena temporal devida aos pecados. As mesmas Escrituras dizem que nada de manchado pode entrar no Céu (Sab 7,25; Is 25,8; Hab 1,13; Apoc 21,27) e que os cristãos morrem muitas vezes com pecados veniais.
“...então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele (Judas) mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2Mac 12,45).
São Paulo diz que os pecados leves serão queimados pelo fogo,
“...a obra de casa um será posta em evidência, ...pois ele se manifesta pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de casa um” (1Cor 3,13).
Os Santos Padres, do Oriente e do Ocidente, mencionam o costume de orar pelos mortos.
Muitos católicos honestos admitem esta doutrina tradicional da Igreja.
Imagem: beinbetter.wordpress.com/.../

O Inferno...

O Inferno, como o paraíso e o purgatório, não é propriamente um lugar, e sim um estado de espírito.
No inferno sofrem eternamente os que morrem em pecado mortal.

As penas do inferno são eternas, segundo revelação do próprio Jesus (Mc 9,43-48; Mt 5,22 e 25,41).
Nos evangelhos, Jesus Cristo repete 15 vezes que há inferno.
“Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7,23).
“Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno...; E irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,41-46).
Muitas das parábolas concluem com a condenação dos maus ao inferno (Mt 13,24-30; 47-50; Lc 14,16-24; 16,18-31).
Os Apóstolos repetiram a doutrina do Senhor. “...os injustos não herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10; Gál 5,19-21; Ef 5,5).
A doutrina do inferno se coaduna com a Misericórdia, a Justiça, o Poder e o Amor do Nosso Deus.

O Céu

O Céu é um estado de plena felicidade que passam a gozar os que morrem na graça de Deus e nada têm a expiar pelos pecados.
Nomes que lhe dá a Bíblia:
Reino dos Céus (Mt 5,3), Reino de Deus (Mc 9,47), Reino do Pai (Mt 13,43), Reino de Cristo (Lc 22,30), Cidade de Deus (Heb 12,22), Paraíso (2Cor 12,4), Vida eterna (Mt 19,16), Coroa da vida (Tiag 1,12), Coroa da Justiça (2Tm 4,8), Coroa da glória (1Ped 5,4), Herança eterna (Heb 9,15).
A felicidade sobrenatural do céu consiste na Visão intuitiva da Divina Essência.
“Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face” (1Cor 13,12). “Seremos, depois semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é” (1Jo 3,2). “Os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,46).
A intimidade da alma com o seu Deus é indescritível. “Mas, como está escrito, o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Livro da Natureza...

“O livro da Natureza, com suas múltiplas facetas é o mais eloquente testemunho de que uma inteligência Suprema e poderosa está nas origens do mundo visível. Esta verificação confirma a máxima segundo a qual “a pouca ciência pode afastar de Deus, mas a muita ciência leva a Deus”.
(Louis-le-Grand)
Imagem: Sedna, the Inuit Goddess of the Sea (nasa.gov)

Grandes Homens diante da morte... e Deus...

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386.

É interessante também ouvir o depoimento de personalidades importantes diante da perspectiva da morte, pois em tal ocasião caem todas as ilusões, dissipam-se os subterfúgios e verifica-se a necessidade de considerar a verdade com todo o seu fulgor.
Eis alguns testemunhos significativos, que transcrevemos, em tradução portuguesa, do folheto indicado à p. 387 deste fascículo.
1) Friederich Engels (1820 – 1895), um dos grandes mentores do marxismo ateu, no fim de sua vida reconheceu a Deus e a fé cristã: “A vida deve ser levada de volta a Alguém que na Cruz morreu em favor de todos os homens” (Atheismus – Ein Weg. R. Wurmbrand, Stephanus Ed., p. 170).
2) Sinowjew, Presidente da Internacional Comunista e colaborador de Lenin, antes da morte exclamou: “O Senhor nosso Deus é o único Deus” (Antwort auf Moskaus Bibel. R. Wurmbrand, p. 50. Ver jornal Prawda de Moscou aos 30/03/1930, citado em Das Drama auf der Piazza San Pietro, p. 218).
3) Henrich Heine (1797 – 1856), ateu satírico, companheiro de Marx e Moses Hess, exclamou antes da morte: “Espedaçou-se a antiga lira contra a rocha que se chama Cristo! A lira que convidava para a festa malvada por obra do mau espírito. A lira que chamava para o tumulto, que por seus cantos disseminava dúvidas, sarcasmo e apostasia... Ó Senhor, ó Senhor, dobro os joelhos, perdoa, perdoa-me as minhas canções!”
4) Ludek Pachman, tcheco, marxista convicto, Secretário do Conselho Central dos Sindicatos, preso em 1969: “No decorrer de alguns dias em que parei na prisão entre a vida e a morte, foi-me dado crer em Deus” (Der Weg und die Warheit und das Leben. Informations-Zentrum Berufe der Kirche, pp. 11-13).
5) Voltaire, satírico em relação à Igreja e ao Catolicismo, em sua última noite antes de morrer pediu clamorosamente a presença de um sacerdote. A Irmã enfermeira que lhe assistia, declarou: “Nem por todo o dinheiro da Europa quisera eu ver de novo um incrédulo morrer!”
6) Hans Frank, Ministro do Governo nacional-socialista de Hitler, declarou antes de ser enforcado: “Assumo conscientemente a morte como reparação pelas grandes injustiças que por nós foram cometidas. Tenho confiança na misericórdia de Deus, que também a nós poderá salvar” (Was seid ihr traurig. Hans Wesseling).
7) Joachim von Ribbentrop, Ministro das Relações Exteriores de Adolf Hitler, disse antes da sua morte: “Espero que, mediante o sangue redentor de Cristo, sejam concedidas também a mim misericórdia e salvação” (ibid.).

Agora com a palavra os filósofos e os poetas...

Ouvimos as palavras de muitos cientistas a respeito da existência de Deus,
agora, ouviremos o que dizem alguns filósofos e poetas a respeito...
Mas antes perguntaria: Quem é o filosofo?
A definição para Filosofia: é a investigação crítica e racional dos princípios fundamentais relacionados ao mundo e ao homem. (Wikipédia) - Filósofo é aquele que estuda ou desenvolve a filosofia; um sábio, ilustrado; excêntrico; o que vive indiferente às regras e preconceitos sociais...
Uns pensam que filósofo seria um tolo que se atormenta durante a vida para ser citado depois de morto... Hum... às vezes acontece... Pois filósofos todos somos um pouco...
E eles, os poetas?
Diria uma poetisa: "Os poetas são estrelas... Vivas, brilhantes, ascendentes... Que vivem como pessoas comuns. Se revelam ao mundo através de suas palavras: A Poesia". (Lisiê Silva); ou definiriam os dicionários: aqueles que se dedicam à poesia, que escrevem versos... (pt.wiktionary.org/wiki/poeta). De qualquer modo, são pessoas sensíveis, capazes de captar a verdade a sua volta e escrevê-las...
Passemos a ouvir os testemunhos dos filósofos e poetas a respeito da questão: Deus Existe?
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386.
Falam filósofos e poetasPartiremos da antigüidade até nossa época.
1) Sêneca (4 a. C. – 65 d. C.), poeta e filósofo romano: “Está semeada no coração de todos os homens a crença em Deus. Mentem aqueles que dizem não acreditar na existência de Deus, pois, durante a noite e quando estão sós, se põem a duvidar”.
2) Francis Bacon (1561 – 1620), Estadista e filósofo inglês, fundador da Escola Filosófica Empirista: “Um pouco de Filosofia afasta da Religião; muita Filosofia leva a ela de volta”.
3) François-Marie Arouet, com o pseudônimo de Voltaire (1694 – 1778), filósofo e escritor francês, um dos principais representantes do racionalismo francês: “Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo. Eis, porém, que Ele existe. A natureza inteira o proclama”.
4) Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778), escritor e filósofo francês: “Reflito sobre a ordem do universo, para admirá-la sem interrupção e adorar o Criador sábio que por ela se manifesta”.
5) D. Diderot (1713 – 1784), escritor francês e filósofo racionalista: “O olho ou a asa de uma borboleta basta para aniquilar um ateu”.
6) Immanuel Kant (1724 – 1804), filósofo alemão: “A razão, com todo o direito, se furta a atribuir isto tudo ao acaso. Duas coisas enchem a mente de admiração e reverência: o céu estrelado acima de nós e a lei moral em nós”.
7) J. W. v. Goethe (1749 – 1832), poeta alemão: “Essa realidade imensa, personificada nos vem ao encontro como um Deus, como Criador e Sustentáculo de todas as coisas, Deus, que de todos os modos somos convidados a adorar e louvar”.
8) John-Henry Newmann (1801 – 1890), escritor, teólogo e Cardeal da Igreja Católica: “Vê o que a razão te ensina: deve existir um Deus! Se não, como teria surgido este maravilhoso universo? Ele não pode ter criado a si mesmo”.
9) J. Langbehn (1851 – 1907), escritor alemão: “Quem nega Deus, assemelha-se a alguém que nega a existência do Sol. Isto de nada lhe serve, pois o Sol continua a brilhar”.
10) Mahtma Gandhi (1864 – 1948), pensador e líder indiano: “Não hesito em dizer que estou mais certo da existência de Deus do que da nossa presença neste recinto”.
11) Pio XII (1876 – 1958), Papa: “Ao contrário de afirmações superficiais, a verdadeira ciência descobre Deus, e tanto mais o descobre quanto mais progressos faz”.
Aguarde a última parte...

Se a existência de Deus pode ser provada com probabilidade matemática... Que diremos se a isso somarmos a Fé?!

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS ”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386.Dando continuidade...
29) H. Ch. Orsted (1777 – 1851), físico dinamarquês, fundador da Eletromagnética: “Toda pesquisa que penetre fundo dentro da natureza, leva ao reconhecimento de Deus”.
30) J. v. Berzelius (1779 – 1843), químico sueco, descobridor de numerosos elementos químicos: “Tudo o que se relaciona com a natureza orgânica, revela uma sábia finalidade e apresenta-se como produto de uma Inteligência Superior... O homem... é levado a considerar suas capacidades de pensar e calcular como imagem daquele Ser a quem ele deve sua existência”.
31) A. M. Ampère (1775 – 1836), físico e matemático francês, descobridor da lei fundamental da Eletrodinâmica: “A mais persuasiva demonstração da existência de Deus depreende-se da evidente harmonia daqueles meios que asseguram a ordem do universo e pelos quais os seres vivos encontram no seu organismo tudo aquilo de que precisam para a sua subsistência, sua reprodução e o desenvolvimento de suas virtualidades físicas e espirituais”...
32) A. Volta (1745 – 1827), eletrofísico italiano e inventor: “Submeti a um estudo profundo as verdades fundamentais da fé e... deste modo encontrei eloqüentes testemunhos que tornam a Religião acreditável a quem use apenas a sua razão”.
33) F. William Herschel (1738 – 1822), astrônomo alemão, descobridor do Planeta Urano: “Quanto mais o campo das ciências naturais se dilata, tanto mais numerosas e irrefutáveis se tornam as provas da eterna existência de uma Sabedoria criadora e todo-poderosa”.
34) Isaac Newton (1643 – 1727), físico matemático e astrônomo inglês, fundador da Física clássica, descobridor da lei da gravidade: “A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.
35) Particularmente a origem da vida exige do cientista o reconhecimento da existência de Deus, como atestam muitos pesquisadores. Com efeito; a vida está associada ao ácido ribonucléico (ARN) e aos ácidos desoxirribonucléicos (ADN), que armazenam e transmitem os fatores da hereditariedade sob a forma de informação químicas. Ora cada molécula desses ácidos é uma cadeia de milhões ou bilhões de corpúsculos de quatro diversos tipos: estes, mediante a sua seqüência (semelhante à lista de letras a configuração das células do organismo vivo). Pois bem, declara o biólogo B. Vollmert, “o surto de uma cadeia de partículas do ADN ou ARN por acaso tem a probabilidade insignificante de apenas 1/101000”. Uma tal cota está totalmente fora da cogitação dos cientistas; para estes, a probabilidade de 1/1050 já corresponde à impossibilidade.. Requer-se, pois, a existência de uma inteligência extremamente sábia e poderosa que tenha feito surgir os átomos e as partículas elementares da vida, concatenando-se entre si. Por isto dizia Charles Darwin, um dos mais famosos autores da teoria da evolução: “nunca neguei a existência de Deus. Creio que a teoria da evolução é plenamente conciliável com a fé em Deus. A impossibilidade de provar e compreender que o grandioso e imenso universo, assim como o homem, tiveram origem por acaso parece-me ser o argumento principal para a existência de Deus”. Por isto também dizia Fred Hoyle, astrônomo britânico, outrora ateu: “A existência de Deus pode ser provada com probabilidade matemática de 1040000”.
Aguarde os próximos...

Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso traballho apenas podemos pressentir...

22) J. R. v. Mayer (1814 – 1878), médico e físico alemão, descobridor da lei da conservação da energia: “A autêntica e verdadeira ciência da natureza e a filosofia devem levar à fé em Deus”.
23) J. v. Liebig (1803 – 1873), químico alemão, fundador da Química Agrícola: “A grandeza e a infinita Sabedoria do Criador, só a reconhece realmente quem se esforça por ler o grande livro que nós chamamos Natureza”.
24) Charles Lyell (1797 – 1875), geólogo inglês, fundador da Geologia moderna: Para onde quer que se dirija a nossa pesquisa, em toda parte descobrimos as mas claras provas de uma Inteligência criadora, de sua Providência, da sua Sabedoria e de seu Poder”.
25) H. Mädler (1794 – 1874), astrônomo alemão, autor do primeiro mapa da Lua: “Um autêntico pesquisador da natureza não pode ser ateu, pois quem tão profundamente mergulha seu olhar na obra de Deus e tem a oportunidade de contemplar a eterna sabedoria, é impelido a dobrar os joelhos diante da ação do Espírito Supremo”.
26) Ph. v. Martius (1794 – 1868), botânico alemão: “Nossa época está demasiado propensa a crer que todo pesquisador da natureza professa o materialismo... e não dá ouvidos à voz do substrato espiritual das coisas. Ora quem, melhor do que o cientista, poderia e deveria ouvir tal voz?”
27) A. L. Cauchy (1874 – 1857), matemático francês:Sou um cristão, isto é, creio na Divindade de Cristo como Tycho de Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Leibnitz, Pascal..., como todos os grande astrônomos e matemáticos da antigüidade”.
28) Carl Fr. Gauss (1777 – 1855), matemático, astrônomo e físico alemão: "Quando tocar a nossa última hora, teremos a indizível alegria de ver Aquele que em nosso trabalho apenas podemos pressentir”.
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, OSB.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386. Aguarde os próximos...

Ainda os homens da Ciência e o que pensam a respeito de Deus...

15) J. Ambrose Fleming (1849 – 1945), físico britânico: “A grande quantidade de descobertas modernas destruiu por completo o antigo materialismo. O universo apresenta-se hoje ao nosso olhar como um pensamento. Ora o pensamento supõe a existência de um pensador”.
16) P. Sabastier (1845 – 1941), químico francês, Prêmio Nobel 1912: “Fazer oposição entre as Ciências Naturais e a Religião é coisa de pessoas que estão mal informadas tanto no setor daquelas como no desta”.
17) Guglielmo Marconi (1874 – 1937), físico italiano, inventor da telegrafia sem fio, Prêmio Nobel 1909: “Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto não só como fiel cristão, mas também como cientista”.
18) Thomas Alva Edison (1847 – 1931), inventor no campo da Física com mais de 2.000 patentes: “Tenho... enorme respeito e a mais elevada admiração por todos os engenheiros, especialmente pelo maior deles: Deus!”
19) W. T. Kelvin (1824 – 1907), físico britânico, descobridor de muitas leis da natureza: “Estamos cercados de assombrosos testemunhos de inteligência e benévolo planejamento; ele nos mostram através de toda a natureza a obra de uma vontade livre e ensinam-nos que todos os seres vivos são dependentes de um eterno Criador e Senhor”.
20) W. V. Siemens (18816 – 1892), engenheiro alemão, inventor da eletrotécnica: “Quanto mais fundo penetramos na harmoniosa dinâmica da natureza tanto mais nos sentimos inspirados a uma atitude de modéstia e humildade;... tanto mais também se eleva a nossa admiração à infinita Sabedoria, que penetra todas as criaturas”.
21) J. P. Joule (1818 – 1889), físico britânico, descobridor da lei homônima: “Nós topamos com grande variedade de fenômenos que... em linguagem inequívoca falam da sabedoria e da bendita Mão do Grande Mestre de obras”.
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, OSB.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386.Aguarde os próximos...

Homens da ciência falam sobre Deus...

Serão, a seguir, arrolados os testemunhos respectivos em ordem cronológica, a começar pelos mais recentes:
1) C. M. Hathaway, nascido em 1902, físico e engenheiro norte-americano, inventor do cérebro eletrônico: “A Física moderna ensina-me que a natureza é incapaz de se organizar por si mesma. O universo apresenta uma grande organização. Por isto se torna necessário admitir uma Grande Causa Primeira”.
2) Pascual Jordan (1902-1980), físico alemão, um dos fundadores da Mecânica dos quanta: “O progresso moderno removeu os empecilhos que se opunham à harmonia entre ciências naturais e cosmovisão religiosa. Os atuais conhecimentos de ciências naturais já não fazem objeção à noção de um Deus Criador”.
3) Werner Von Braun (1912-1977), alemão domiciliado nos Estados Unidos, físico e pesquisador da energia atômica: “Não se pode de maneira nenhuma justificar a opinião, de vez em quando formulada, de que na época das viagens espaciais temos conhecimentos na natureza tais que já não precisamos de crer em Deus. – Somente uma renovada fé em Deus pode provocar a mudança que salve da catástrofe o nosso mundo. Ciência e Religião são, pois, irmãs e não pólos antitéticos”.
4) Fr. von Huene (1876-1969), geólogo e paleontólogo alemão: “Essa longa história da vida que aos poucos se vai erguendo em escala ascensional, é, precisamente, a história da criação do mundo dos viventes. É a ação de Deus que tudo planeja e concebe, dirige e sustenta”.
5) M. Hartmann (1876-1962), Diretor do Instituto de Biologia Max Plank: “Os resultados da mais desenvolvida ciência da natureza ou da Física não levantam a mínima objeção à fé num Poder que está por trás das forças naturais e que as rege. Tudo isto pode aparecer mesmo ao mais crítico pesquisador como uma grandiosa revelação da natureza, levando-o a crer numa todo-poderosa Sabedoria que se acha por trás desse mundo sábio”.
6) Fr. Dessauer (1881-1963), alemão, biofísico e filósofo da Natureza, fundador da terapia das profundidades por meio de raios Roentgen e da Biologia dos quanta: “O fato de que nos últimos setenta anos o curso das descobertas e invenções nos interpela poderosamente, significa que Deus o Criador nos fala mais alto e mais claro do que nunca mediante pesquisadores e inventores”.
7) Carl Gustav Jung (1875-1961), suíço, um dos fundadores da Psicanálise: “Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu a seus adeptos, e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.
8) Gustav Mie (1868-1957), físico alelmão: “Devemos dizer que um pesquisador da natureza que reflete... deve necessariamente ser um homem piedoso. Pois ele tem que se dobrar reverente diante do Espírito de Deus, que se manifesta tão claramente na natureza”.
9) Albert Einstein (1879-1955), físico alemão judeu, criador da teoria da relatividade, Prêmio Nobel 1921: “Todo profundo pesquisador da natureza de vê conceber uma espécie de sentimento religioso, pois ele não pode admitir que ele seja o primeiro a perceber os extraordinariamente belos conjuntos de seres que ele contempla. No universo, incompreensível como é, manifesta-se uma inteligência superior e ilimitada. – A opinião corrente de que eu sou ateu, baseia-se sobre grande equívoco. Quem a quisesse depreender de minhas teorias científicas, não teria compreendido o meu pensamento”.
10) Edwin Couklin (1863-1947), biólogo norte-americano: “Querer explicar pelo acaso a origem da vida sobre a terra é o mesmo que esperar o surto de uma tipografia em consequência de uma explosão”.
11) Max Plank (1858-1947), físico alemão, criador da teoria dos quanta, Prêmio Nobel 1928: “Para onde quer que se dilate o nosso olhar, em parte alguma vemos contradição entre Ciências Naturais e Religião; antes, encontramos plena convergência nos pontos decisivos. Ciências Naturais e Religião não se excluem mutuamente, como hoje em dia muitos pensam e receiam, mas completam-se e apelam uma para a outra. Para o crente, Deus está no começo; para o físico, Deus está no ponto de chegada de toda a sua reflexão (Gott steht für den Gläubigen am Anfang, für den Physiker am Ende alles Denkens)”.
12) A. S. Eddington (1882-1946), físico e astrônomo britânico: “A Física moderna leva-nos necessariamente para Deus”.
13) J. V. Uexküll (1864-1944), biólogo alemão: “Quem afirma que há um plano, uma finalidade e metas na criação, afirma a existência de Deus, o Criador”.
14) H. Spemann (1869-1941), zoólogo alemão, Prêmio Nobel 1935: “Quero confessar que, durante as minhas pesquisas, muitas vezes tenho a impressão de estar num diálogo em que meu interlocutor me aparece como Aquele que é muito mais sábio. Diante desta extraordinária realidade... o pesquisador é sempre mais tomado por uma profunda e reverente admiração”.
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, OSB.Nº 316 – Ano 1988 – Pág. 386. Aguarde os próximos...